Após seis semanas sem atuar, Wendel está à disposição da Ponte e diz que vai correr atrás da titularidade

 

Foto: PontePress/FábioLeoni

 

Aos poucos os atletas que se lesionaram no início da temporada, voltam a estar disponíveis junto ao elenco da Ponte Preta. Um desses jogadores é Wendel. Peça importante em 2016, o volante agora está em busca do seu espaço novamente.

 

“São situações imprevisíveis. A minha lesão foi, após bater o dedão do pé no calcanhar do Roger Guedes e acabar fraturando. Fiquei seis semanas sem ajudar os companheiros, assim como o João Vitor na estreia acabou torcendo o pé e fraturando a tíbia. São situações que não dão para se prever. Fizemos um grande campeonato ano passado, no meu ponto de vista e foi bom que esse conseguiram repatriar o Bob, porque deu um tranquilidade maior para o meio de campo. O Matheus Jesus, na minha visão, conseguiu aumentar o seu nível e isso é muito importante pois não está oscilando e conseguisse se manter bem. Quem joga dá conta do recado e agora cabe a mim e ao João Vitor correr atrás agora. Já venho treinando normalmente com o grupo e estou à disposição para ajudar meus companheiros”, afirma Wendel, que reforça.

 

“Quando se tem opções é mais fácil para o treinador escalar. É difícil manter o alto nível durante toda a temporada. É lógico que há lesões, seu nível diminui e isso é normal com qualquer atleta. O treinador João tem várias opções e eu estou me preparando e buscando ficar em forma, para incomodar quem está jogando. E quando começa a incomodar é importante, porque o atleta sabe que não pode cochilar em momento algum e aliado a isso tento passar minha experiência para eles”, revela o jogador.

 

Wendel conta como foi esse período ausente dos treinos e como vê a disputa por um vaga no meio de campo. “Ficar de fora é sempre ruim. Essa é a lesão mais longa que tive. Foram seis semanas não podendo ajudar o clube, os companheiros, porque infelizmente tem que cicatrizar. Não pode fazer nada até o osso estar consolidado. Eu evito de vir aos jogos porque me estresso mais do que se estivesse dentro de campo. Mas quando posso ajudar eu procuro dar meu pitaco. Converso com o Ravanelli, com o Matheus Jesus e tento direcionar os companheiros para o melhor caminho. Vejo a disputa no meio de campo como correta, honesta, que é o mais importante e digo que os demais volantes não são meus adversários, mas sim meus concorrentes de posição. Quando o jogador começa a entender isso, eu acho que ele dá um grande passo para ajudar os demais companheiros”, avalia o volante, que destaca o desempenho da equipe.

 

“A equipe tem apenas uma derrota no ano em dez jogos. É algo de se exaltar. Eu falo também que o cada treinador delimitam cinco jogos para os atletas e nos últimos 15 temos uma derrota. Pego quatro do ano passado, acrescento o amistoso contra o Palmeiras, pois foi um jogo com televisão, dez mil torcedores e vestindo a camisa da Ponte. Estamos no caminho certo. Temos que continuar dessa forma e classificar, para quem sabe dar uma alegria para essa torcida, que merece”, ressalta o jogador.

 

O atleta também analisa a pontuação da equipe e a situação do Grupo D, que tem a Macaca na liderança. “Temos mais quatro jogos e acredito que com seis ou sete pontos, conseguiremos nos classificar. É um grupo difícil, e digo que se estivéssemos em outra chave já estaríamos na fase seguinte. Isso mostra que estamos no caminho certo, é bom frisar isso, é um dos grupos mais difíceis e com a pontuação que temos até hoje temos que destacar. Espero que a torcida nos apóie diante do Novorizontino e que consigamos mais três pontos rumo à classificação”, enfatiza.

 

Wendel finaliza ao fazer uma avaliação de jovens atletas do atual grupo dos profissionais. “Eu falo sempre para o Matheus Jesus que se eu tivesse a qualidade e a força que ele tem com 19 anos eu teria ido muito mais longe na minha carreira. Sou grato por tudo o que eu conquistei. Mas disse para ele que se ele colocar isso na cabeça com a qualidade que ele tem, vai voar muito longe e muito alto. A Ponte precisa também do Ravanelli com a bola e sem a bola. Se ele manter o nível da partida que fez contra o Corinthians é Ravanelli e mais 10. Eles estão no caminho certo, estão amadurecendo. A Ponte tem tudo para fazer caixa com eles e dar alegria para a torcida. O Emerson é o mais novo de todos e não sente o peso e a responsabilidade das partidas. É uma galera bacana que vai nos ajudar muito ainda”, completa.

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