Ponte inicia volta pra casa na manhã desta quarta e Roberto garante: agora que conquistamos a classificação, pode fazer turbulência no voo que é tudo alegria

 

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PontePress/ThiagoToledo

A Ponte Preta inicia na manhã desta quarta a viagem de volta para o Brasil. Primeiro deixará San Juan Del Pasto, onde conseguiu a classificação contra o Deportivo na noite de ontem, por volta do meio-dia no horário brasileiro (9 horas da manhã na Colômbia), rumo a Bogotá. Na capital colombiana, o time almoça e fará um treinamento no período da tarde, embarcando à noite para São Paulo. O elenco alvinegro chega no Brasil por volta das seis da manhã de quinta (horário de Brasília) e terá o dia de folga, reapresentando-se às 16 horas da sexta.

Depois da verdadeira epopeia para chegar a Pasto (com direito a idas e vindas por causa do mal tempo, adiamento da chegada em um dia, muita turbulência e até avião tendo que arremeter na aterrissagem), a volta da cidade localizada nos Andes Colombianos promete ser bem menos tensa. Pelo menos para os atletas que, como conta o goleiro Roberto, estão extremamente felizes com a vaga para as quartas de final da Copa Total Sul Americana.

“Não acredito muito no cara que andar de avião e falar que não tem medo (rs). Eu tive muito nesta vinda aqui pra San Juan Del Pasto, viajo de avião desde 1998 e nunca passei por uma turbulência desta. Na hora que o bicho balançou o piloto falou pra gente ficar calmo, aproveitar o balanço pra embalar o sono e eu falei ‘ esse piloto tá de sacanagem’. Tinha uma galera nossa brincando e eu disse a eles ‘vocês estão rindo, mas estão todos com o coração saindo pela boca.’ Agora, se balançar na volta vai ser tranquilo, porque conseguimos! A classificação foi suada, mas veio”, comemora.

O camisa 1 acredita que as dificuldades só valorizaram ainda mais a conquista inédita e histórica para a Macaca, que na primeira competição internacional oficial que disputa não só fez uma boa estreia atuando fora do Brasil como ainda já se garantiu entre os oito melhores da América do Sul. “Pra ponte tudo é difícil, sabíamos que não ia ser fácil. Desde domingo estava sem tocar na bola, mas o que importa é que deu certo. Assim como a nossa torcida, sonhávamos com isso e batalhamos muito pra estar aqui. Então podem comemorar, porque foi suado.”

O arqueiro revela que a pressão da torcida adversária foi grande e, depois do primeiro jogo bastante nervoso no Majestoso, quando a Macaca vence por 2 a 0, o grupo esperava por isso. “Falei pra rapaziada antes da partida que tínhamos que ser muito frios. Se eles cuspissem na nossa cara, tínhamos que pegar o cuspe e comer pra fazer eles vomitarem de nojo. Enfrentamos um adversário qualificado e o resultado veio com muito sacrifício, mas veio”, diz.

Em relação ao ar rarefeito, cujos efeitos acabaram sendo sentidos pelo grupo, Roberto conta que não foi um problema tão grave quanto supunha antes do apito inicial. “Nos chutes a bola chega um pouco mais rápida, mais forte, mas não foi tão ruim quanto eu esperava. E no fim voltamos pra casa com a vaga. Então agora é ficar feliz com esta conquista que dedicamos à nossa torcida e já voltar a pensar no Campeonato Brasileiro, porque domingo tem um jogo importante”, finaliza.

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