Volante João Vitor passa com sucesso por cirurgia de artrofibrose na noite desta quarta (28)

O volante João Vitor passou com sucesso por uma cirurgia de artrofibrose na noite desta quarta (28). O procedimento terminou por volta das 20h30 e foi realizado no hospital paulistano Albert Einstein pelo médico Marcelo Pires Prado, ortopedista especialista em pé e tornozelo, com acompanhamento do chefe do Departamento Médico pontepretano, Roberto Nishimura.

“O João fraturou o tornozelo direito em fevereiro e na época passou por uma cirurgia com sucesso, porém desenvolveu uma artrofibrose, que é uma reação cicaticial e individual do organismo, ou seja, acontece com em algumas pessoas e com outras, não. Isso provocou um endurecimento, uma perda de mobilidade do tornozelo”, explica Nishimura.

Ele explica que inicialmente a opção foi a fisioterapia, que trouxe uma melhora considerável para o jogador. “A melhora chegou a 90%, o que para um não-atleta seria tranquilamente aceitável. Porém, no caso de um atleta de alto rendimento não, pois esta artrofibrose não permitia movimentos de alta intensidade e mudanças rápidas de direção exigidas na profissão. Como a melhora com fisio chegou ao limite, conversei com o atleta e optamos pelo procedimento cirúrgico”, conta.

Durante a cirurgia, porém, foi confirmada uma boa notícia: a fratura inicial foi totalmente superada. “A fibrose é uma reação natural, individual, cada organismo é diferente e infelizmente no caso do João evoluiu desta forma. Porém, durante a cirurgia pudemos constatar que a correção fratura estava consolidada, o tornozelo e a fíbula estavam ‘colados’ novamente,e pudemos inclusive já retirar a placa e o pino que haviam sido colocados na cirurgia inicial”, pontua.

Nishimura conta que o prognóstico para a recuperação de João Vitor é extremamente positivo e que a previsão agora é de um tratamento de médio a longo prazo. “Devemos iniciar a reabilitação na próxima semana, tomando todos os cuidados. Não vamos precisar um prazo até porque faremos uma monitoração constante até porque, como a artrofibrose é uma reação natural do organismo, vamos trabalhar de maneira que ela não volte”, finaliza.

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