Kleina destaca vitória importante da Ponte sobre Chapecoense e valoriza reação do grupo para sequência forte no Brasileiro: elenco se reapresenta nesta segunda de olho no Flamengo

Foto:PontePress/FábioLeoni

O técnico Gilson Kleina avaliou de forma positiva a vitória de 3 a 2 da Ponte sobre a Chapecoense, na tarde deste domingo (11). Para o treinador, foi um resultado importante, pois a Macaca vinha de derrota na rodada anterior e era necessário realizar um bom jogo, que projetasse uma boa perspectiva para as próximas partidas – o elenco se reapresenta na tarde seta segunda (12) e amanhã já segue viagem ao Rio de Janeiro para enfrentar o Flamengo na quarta-feira.

“A importância da vitória é de que nós conseguimos subir na tabela, voltamos a vencer dentro de casa, reagimos depois de um resultado ruim, de um desempenho ruim. Isso nos dá confiança, entendo que teremos uma sequência mais difícil, porque agora será Flamengo, Santos, Cruzeiro e Palmeiras. Temos a condição de melhorar nosso jogo fora de casa. Estamos estreando jogadores, que estão adquirindo ritmo. Temos um elenco forte, qualificado, mas não conseguimos ter ainda todos os ajustes que queremos: estamos trabalhando de todas as maneiras para que possamos ter o encaixe”, afirma o treinador.

Sobre a entrada de novos jogadores,  Kleina conta que nesse duelo contra a Chape foi preciso realizar a estreia de Luan Peres, após a saída de Rodrigo, machucado,bem como  a entrada de Negueba, no segundo tempo, após o adversário ter diminuído o placar de 3 a 0 para 3 a 2. O comandante também nota que ainda falta ritmo ao Renato Cajá, pontua o desgaste de Léo Artur na partida e enaltece a experiência de Emerson Sheik. “Cajá fez um belo gol e o Emerson é diferenciado, mesmo sendo um atleta de beirada consegue segurar o jogo quando necessário.”

O técnico também explica a tática da Chapecoense sob a ótica dele. “Criamos situações contra um adversário que está encaixado e que atua em velocidade. Vejo que a equipe da Chapecoense joga o tempo todo em profundidade, sempre com saída de três. Na hora que você marca o volante, que era o Moisés, ele inverte e faz o meia com o Seijas, que vem como o terceiro meia pelo lado esquerdo. E jogam muito com bolas nas costas dos laterais, hora com o Apodi e outra com o Reinaldo. Trazem o Artur e o Rossi para dentro, para as passagens dos laterais e chegam com três ou quatro na área”, analisa Kleina, que dá o contraponto ao falar do trabalho feito pela sua equipe.

“Ao mesmo tempo em que roubávamos a bola tínhamos o meio de campo, a segunda bola quando chegava no pé do Cajá e a jogada acontecia. Fizemos o resultado, estávamos bem posicionados, porque é uma equipe de velocidade. No segundo tempo o jogo para mim estava bem tranquilo, até o ‘gol espírita’ que eles fizeram. Foi ali que tivemos que fazer algumas trocas. Acho que o Negueba entrou bem, conseguiu segurar, conter o ímpeto deles, mas ficou um jogo perigoso porque toda hora a Chapecoense buscava o escanteio. O Luís Otávio tem 1m95, um cara alto, e não é fácil de se marcar. A equipe está de parabéns, principalmente por ter reagido rápido, para uma sequência que teremos”, pontua.

O treinador, porém, avalia que sofrer dois gols após estar com três de vantagem é algo que não deve acontecer. “Quando se tem uma vantagem dessas, em momento algum pode entrar em zona de conforto. Os espaços estavam acontecendo e demos fôlego a um adversário que estava abatido. Mas são coisas do futebol: eles conseguiram reagir, fizeram dois gols rapidamente, entraram no jogo e as coisas ficaram ruins. Entra o lado emocional e achei muito importante o que o nosso torcedor fez ontem, porque na dificuldade precisamos da força da arquibancada e veio”, pontua.

O comandante alvinegro completa o raciocínio: “Com o apoio do torcedor, os jogadores pegaram mais confiança, conseguimos parar essa bola na frente, mas a Chapecoense é uma equipe que joga na área e corre para a segunda bola. Tem que se competir bastante, mas foi uma vitória importante. Claro que se mantivéssemos o placar tiraríamos a posição da Chapecoense, mas foi um resultado positivo fundamental, em um campeonato equilibradíssimo”, comemora o técnico, que projeta um jogo difícil contra o Flamengo, fora de casa.

“Ao fazer o dever de casa, temos que ir com o ímpeto de buscar a vitória. Não existe jogo fácil. O Flamengo está pressionado para a conquista de um resultado. Estão inaugurando uma arena, todos os ingressos vendidos, então termos uma atmosfera em que teremos que competir. Será uma decisão e temos um elenco experiente, que tem que assimilar isso. Mas temos que melhorar nosso jogo fora de casa”, afirma.

Ele finaliza relembrando a lição amarga aprendida no meio da semana. “Contra o Atlético-GO não conseguimos em momento algum repetir o que fizemos contra o Atlético-MG. Em Minas tivemos uma estratégia de atrai o adversário para jogar em velocidade, mas no segundo tempo nos expusemos. Temos que ver a maneira que vamos nos postar, porque se tivermos a postura de Goiânia vamos sofrer. Mas se formos competitivos e fazer uma transição rápida, o nosso jogo se encaixa”, completa.

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