Pontepretanos fazem vaquinha para comprar a Copa… e ajudar quem sofre do coração

Fotos: divulgação

 

Ano de Copa é ano de teorias da conspiração: muita gente anda espalhando por aí que determinado governante ou certa rede de televisão já comprou o campeonato para o Brasil, algo bem implausível e que, com certeza, quem assiste aos jogos e se confronta com o imprevisível – vide a lesão de Neymar e a suspensão de Thiago Silva – acha muito difícil de acreditar. Mas mesmo quem teima em achar que a lenda é verdadeira sofre ao ver os jogos da Seleção Canarinho. Unindo as duas pontas com bom humor e solidariedade, os pontepretanos Rodolfo Marques e Murilo Megale(os dois primeiros da esquerda para a direita na foto) e o amigo Gustavo Zordan criaram uma campanha para literalmente ajudar os corações sofredores: a “Vaquinha pra comprar a Copa”, que reverte doações para o Instituto do Coração (Incor).

 

“A ideia surgiu a partir da experiência vivida por todo brasileiro nesse mês: o sofrimento durante a Copa. Desde que foi anunciado o torneio no Brasil, muita gente aborda a teoria da conspiração, dizendo que a Copa está comprada para o Brasil vencer. Mas quando vimos bola na nossa trave, disputa nos pênaltis, gol anulado, Neymar fora, percebemos que a coisa não estava nada comprada. Então, decidimos comprá-la por aqueles que não tem o coração tão forte como o nosso. O estopim foi mesmo após o jogo contra o Chile, mas a ideia estava meio que incubada desde o final do primeiro jogo que, convenhamos que não foi nada fácil pro Brasil”, conta o publicitário e TC10+ Megale, de 24 anos. 

 

Por meio de um site –  http://www.vaquinhapracompraracopa.org/  – a campanha está arrecadando valores para a instituição. “O Incor foi uma escolha nossa. Não há parceria alguma, aliás, nem consultamos. Talvez esse seja o ponto mais interessante de tudo isso, as pessoas acreditarem nas outras. Tomamos a iniciativa de mobilizar nossos amigos a doarem, já que o Instituto atende a pacientes que não possuem convênio médico ou não tem dinheiro para pagar por isso. Eles sempre deixaram disponível no site uma opção de doações, o que falta é o engajamento e é isso que quisemos gerar com a campanha. Aí a coisa foi se espalhando de repente, felizmente”, conta, acrescentando que além do site foram feitos cartazes para colar em paredes e postes, e bolachas de chopp com a cara da campanha. “Estamos divulgando nos bares da Vila Madalena, em São Paulo, durante os jogos da Seleção.”

 

Mas e se acontecer o pior e o Brasil for eliminado no final da tarde desta terça, a campanha acaba? “Essa pergunta é muito boa e fizemos a nós mesmos no primeiro insight da ideia, após o chute do chileno na trave. É claro que se formos eliminados, não conseguiremos comprar a Copa pela Seleção, mas os corações continuam precisando de doações, então a campanha segue em frente e a Copa ainda continua ‘à venda’, por eles. Obviamente, não podemos esquecer daqueles que sofrem torcendo contra nossos hermanos. O sufoco continua pra esses também”, brinca Megale.

 

E, acrescenta o torcedor alvinegro, o sufoco continua depois da Copa também. “Apesar de eu morar e trabalhar em São Paulo, fui em todos os jogos da Ponte no Majestoso, sem faltar, nos últimos dois anos. A gente vive com o coração disparado, porém sempre vale a pena.  A série B está disputadíssima, mas tenho certeza que a Macaca vai fazer valer a pena todo nosso sofrimento no fim do ano. Subiremos e comemoraremos como só nós sabemos fazer: com emoção e paixão até o último minuto”, finaliza.

 

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