Após retorno aos treinos, técnico diz que equipe tem que ser mais regular no Brasileiro e afirma: time tem que ter a cara da Ponte, não a do Vadão

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PontePress/DJotaCarvalho

O elenco da Ponte Preta retornou aos trabalhos na tarde de segunda-feira (31) e faz novas atividades em dois períodos (manhã e tarde) desta terça. Ontem o grupo fez trabalhos físicos na academia e no gramado do Moisés Lucarelli. O próximo jogo da equipe será apenas no dia 18 de abril, pelo Campeonato Brasileiro, e para o técnico Vadão, apesar da base mantida para a nova competição, a “briga” vai ser boa com os atletas que chegarão para compor o elenco.

 “Nós temos uma base e no início dos treinamentos ela será preservada. Outros jogadores chegarão e claro que haverá uma disputa. Aqueles que chegarão vão brigar. Temos um tempo grande de preparação agora, depois temos dez rodadas e depois um tempo maior ainda com a parada da Copa, onde vamos começar um trabalho diferente, que é um mês de preparação. E nesse período de agora até a volta da Copa, vai todo mundo brigar pela posição”, afirma Vadão, que quer já na estreia ter o máximo possível de reforços.

“Vamos procurar jogar já estas dez primeiras partidas com um elenco diferente. Com um elenco mais reforçado para conquistar o maior número de pontos possível. A correria para cima dos jogadores é agora. Se deixarmos para daqui a 30, 40 dias, é muita coisa. A diretoria está agilizando e esperamos que em um tempo curto possamos anunciar alguns atletas”, diz o técnico.

Para o comandante alvinegro, a Ponte tem que procurar ser mais regular no Brasileiro, que é um campeonato muito mais disputado do que o Campeonato Paulista. “Não podemos ter a mesma irregularidade que tivemos no Paulista. Em um campeonato curto como nosso estadual, o São Bernardo oscilou e nós o alcançamos. Mas em um campeonato como o Brasileiro, de 38 rodadas, e só sobem quatro e para estas quatro vagas há várias equipes pleiteando, não podemos ter uma irregularidade como a que tivemos”, afirma Vadão, que explica que o elenco tem que ter o perfil do clube.

“O time tem que ter a cara da Ponte Preta, não a cara do Vadão. A Ponte Preta tem um perfil e nós temos obedecer esse perfil. E dentro disso eu posso dizer que conheço porque é a quarta vez que trabalho aqui. Estamos bem alinhados com a diretoria e estamos trabalhando em conjunto. Esperamos que consigamos dar essa cara à Ponte Preta o mais rápido possível”, explica o treinador, que quer agradar o torcedor pontepretano não só com vitórias, mas com bom futebol.

“Estes três mil torcedores que vieram ao longo do Paulistão são fiéis. Incentivaram e apoiaram o time, tanto é que nosso aproveitamento é muito bom. Temos que ser sinceros também que a nossa equipe não atraiu o torcedor. Vencemos partidas em importantes, na garra, conquistamos a classificação, mas não convencemos a ponto de atrair o torcedor. Sabemos que a torcida é fanática. É atraída pelo fanatismo, mas também pelo futebol que apresentamos. Faltou um pouco isso e vamos procurar apresentar esse outro lado. Porque o gostoso do futebol é vencer e convencer. Só vencer satisfaz. Agora vencer e convencer faz com que todos se sintam bem. Vamos fazer de tudo para que isso aconteça, porque acho que é a medida certa”, completa Vadão.

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