Vadão analisa a partida na Vila Belmiro e destaca: não há nada de positivo em uma eliminação, mas já que isso ocorreu vamos acelerar o processo de preparação para subir no Brasileiro, que é nossa meta principal no ano

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PontePress/DJotaCarvalho

 

Após uma campanha na qual saiu de desacreditada a classificada com antecedência para a segunda etapa do Paulistão – pelo quarto ano consecutivo – a Ponte Preta foi eliminada do campeonato na noite de quarta (26) ao ser superada pelo melhor ataque do torneio. O técnico Vadão analisa a atuação da equipe e considera que, apesar do placar elástico, a Macaca jogou bem em grande parte da partida. No entanto, independentemente disso, o foco agora é um só: retornar à série A do Campeonato Brasileiro, que para a Ponte se inicia em 18 de abril, em confronto com o Icasa no Majestoso.

 

“Como o resultado de ontem teve um placar elástico, a impressão que alguém pode ter se não viu a partida é que o Santos nos sufocou, mas este não foi o desenho do jogo. Nós tivemos mais posse de bola, mas o Santos teve eficiência infinitamente melhor, mostrou a objetividade que já vinha mostrando em todo o campeonato. Não tem nada de positivo em ser eliminado, mas já que estamos fora temos que nos conformar com a derrota e planejar tudo o mais rápido possível para o Campeonato Brasileiro, acelerar o processo em termos de montagem do elenco e também de treinamentos já a partir da segunda à tarde, quando o elenco se reapresenta”, afirma Vadão.

 

O comandante alvinegro analisa a partida de ontem, na qual a Ponte na maioria das vezes teve maior domínio de bola – no primeiro tempo, por exemplo, 58% do tempo.  “Tivemos mai posse, tocamos bem,  trabalhamos e tivemos paciência. Teve um momento no primeiro tempo, por exemplo, em que a torcida do Santos ficou preocupada porque estávamos dominando muito. Mas nós não tivemos objetividade e o Santos tem isso de sobra. Um estudou o outro e sabíamos que não poderíamos errar na zona da intermediária porque eles chegariam muito perto e foi o que aconteceu”, pontua.

 

Vadão salienta que o primeiro tempo, no qual a Macaca perdia por 1 a 0, foi equilibradíssimo. “E o segundo também dominávamos, até tomarmos um gol de falta de atenção. Fizemos o correto tocando e girando a bola, mas o Santos foi mais eficaz, soube marcar, a estratégia deles foi melhor e mais eficiente. O espírito de decisão do Santos foi maior do que o nosso, embora nossa equipe tenha tocado bem a bola, eles estavam um pouco mais ligado pra definir. Se você assistir o videoteipe da partida sem os gols, parece um zero a zero, mas o fatp é que Santos mostrou a eficiência que teve em todo campeonato”, diz .

 

O técnico da Macaca fala também sobre a opção por fazer alterações na equipe apenas aos 22 minutos do segundo tempo, que chegou a ser questionada por comentaristas durante a partida de ontem. “Nós temos uma cultura no Brasil de que é preciso mexer no time com 10, 15 minutos de jogo e o futebol não é assim. Você prepara uma equipe para o jogo e se o time está bem, tocando a bola, não tem motivo para mudar a equipe. Se você olha o jogo e gosta da postura, não tem porque mudar, a não ser que haja uma opção que possa mudar totalmente o estilo de jogo, o que não era o caso. Então quando eu entendi que não estava satisfeito eu mexi, faltava penetração, coloquei o Rossi. Mas não tem necessariamente mexer por estar perdendo e sim quando precisa alterar.”

 

Vadão também elogia a movimentação de Alemão e explica que, no Paulista, a Ponte não teve um jogador com mais características de área. “No jogo de ontem o Damião estava no ataque jogando muito bem, quando eles mudaram o posicionamento e colocaram o Thiago Ribeiro lá, isso mudou tudo. O Damião estava ali de referência e nossa zaga sabia onde ele estava, o Thiago se movimentava e nunca sabíamos onde ele estava. O Alemão é um cara desses, como o Thiago, que sai, se movimenta, toca e em determinados jogos vai ser o elemento surpresa, mas em outros momentos precisa do atacante referência de área. Faltou este homem pra nós no Paulista, mas no Brasileiro vamos ter”, finaliza.

 

 

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