Copa Total Sul Americana: Uendel vai para Argentina apoiar o elenco e revive parte da história de Jorginho em 1994

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PontePress/DJotaCarvalho

O rosto de Uendel quando tomou cartão aos 44 minutos do segundo tempo da partida de ida contra o Lanús, na última quarta no Pacaembu, era uma mistura de tristeza, desespero e decepção. Um dos mais regulares atletas da Ponte Preta, o lateral sabia que aquele era o terceiro amarelo e, portanto, estava fora da grande final. Entre lágrimas, o jogador prometeu que iria para a Argentina estar junto aos colegas, “nem que precisasse ir dirigindo” seu carro.Não vai precisar, claro: por decisão da Comissão Técnica, o atleta estará junto ao grupo no hotel na capital argentina e irá com os jogadores ao estádio, acompanhando e dando força aos companheiros todo o tempo.

“Eu realmente fiquei inconsolável na quarta, chorei mesmo. Participar da campanha toda e ficar fora do jogo mais importante é uma situação difícil, é triste demais.  Mas ao menos estarei lá o tempo todo com o pessoal, vou torcer muito, incentivar, fazer o que puder para, mesmo fora do campo, ajudar a Ponte a voltar com o título”, promete o camisa 6 que há três anos atua pela Macaca.

Curiosamente, o jogador revive parte da história do próprio técnico Jorginho, que também jogava como lateral, ainda que no lado oposto. Na Copa do Mundo de 1994, Jorginho vestia a camisa da Seleção e foi titular ao longo de toda a campanha brasileira , mas sentiu uma lesão logo no início da final contra a Itália e precisou ser substituído por Cafu. “O Jorginho veio conversar comigo, ele pode falar melhor do que ninguém sobre não jogar um jogo decisivo. Me colocou pra cima”, diz Uendel.

A torcida do lateral pontepretano, agora, é para que a história dele na competição internacional termine como a de Jorginho em 1994: impedido de jogar, o hoje comandante alvinegro assistiu o time conquistar a taça do Mundial. “Sinceramente, torço muito para que neste ponto nossa história também seja exatamente igual”, finaliza Uendel, esperançoso.
 

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