Ponte faz treino aberto à torcida às 10h30 deste sábado (15) e Wendel enfatiza: “contra o Palmeiras temos que correr por toda essa multidão, por essa camisa, por essa cidade”

 

Foto: PontePress/FábioLeoni

A Ponte Preta faz o seu último treino neste sábado (15), antes de enfrentar o Palmeiras nesse domingo (16), no Moisés Lucarelli. Toda a atividade, que começa às 10h30, será aberto à torcida, para que a massa alvinegra posa demostrar seu apoio ao time. Quem deve ser presença garantida no confronto contra o Palmeiras é o volante Wendel, um dos atletas mais experientes do elenco, acostumado com decisões, com conquistas e que está muito motivado em ir em busca de mais uma na carreira.

“Essa passagem para a semifinal foi um presente de aniversário, já que completei 35 anos dia 8. Fiquei muito contente, feliz e sabemos a dificuldade que é o Campeonato Paulista. É a competição regional que todos olham e foi de uma grandeza que não dá para descrever, passar por uma equipe que tem um dos melhores elencos do futebol brasileiro. E hoje podemos encarar a equipe a ser batida no futebol. Não só pelo que fez ano passado, mas pelas contratações que fez para 2017."

O jogador detaca um ponto comum entre os jogadores dos dois times. "Isso que me move é o mesmo que move o Zé Roberto, o Fernando Prass: é a conquista. Tenho 18 títulos na minha carreira e sempre almejao  o mais longe possível. Por que não vir o 19º, e com a camisa d Ponte, que merece e almeja tanto isso? É assim que temos que trabalhar o psicológico, para a dificuldade, mas vamos encará-los com o poderio bem forte e com a cabeça de chegar na final do Paulistão”, afirma o atleta, que revela o quanto tem se emocionado com a força da torcida pontepretana.

“Fiquei impressionado com a recepção do ônibus contra a equipe do Santos, imagina como vai ser agora contra o Palmeiras, em uma semifinal. Mal abriram as vendas de ingressos e já tem setores esgotados. Isso mostra que o torcedor comprou a ideia e está apoiando nossas apresentações aqui no Moisés. Foram importantes contra o Santos aqui e no Pacaembu e chamo o torcedor para que lote o Majestoso no domingo. É importante que nos empurre, para fazermos um grande jogo e passarmos para a final do Campeonato Paulista.”

Wendel faz questão de ressaltar como o torcedor é importante para ele e o elenco. “Nós jogadores temos que correr por toda essa multidão, por essa camisa, por essa cidade. Temos que encarar dessa forma”, ressalta.

Sobre o trabalho dentro de campo, o jogador explica qual deve ser a postura de cada atleta. “No momento decisivo não tem que procurar fazer nada diferente. É tentar fazer seu jogo, o mais simples possível, que foi feito durante toda a competição. Não querer extrapolar, pois acaba prejudicando com cartões e até mesmo expulsão. E jogar com um atleta a menos em decisão é muito difícil."

Ele fala tamnbémsobre o relacionamento dom os jogadores oriundos da Base. "Fico satisfeito e é até chato o quanto eu falo dos mais jovens. Vimos o Reinaldo, no seu primeiro ano de profissional, dando conta do recado, o próprio Jeferson, o Ravanelli batendo pênalti. É cria da Ponte e brinco que não é que eles gostem mais da Ponte do que quem chegou aqui, mas eles foram criados e tem essa identificação, amor, paixão, prazer em querer dar e ter o primeiro título profissional. Isso é o que move a garotada e nós temos que acompanhar. Nesse sentido, os mais velhos e experientes é que tem que entrar nessa batida”, destaca.

O atleta sabe que o jogo de amanhã será complicado, mas mostra confiança na classificação. “Eu diria que a principal estratégia, no meu ponto de vista, dos meus anos de futebol, é que contra equipes a serem batidas como o Palmeiras em campeonato longo, de 38 rodadas, com o elenco que tem, é difícil acompanhar o pique de um clube assim. Mas em um campeonato curto, como o Paulista, nas fases finais, são jogos em que se você diminui seus erros e consegue aproximar em nível tático e técnico dessas equipes, há uma enorme chance de vencê-los", diz.

E completa: "E é aí que temos que bater na tecla e estou tentando passar para o pessoal. Vai ser difícil, mas em mata-matas, sua possiblidade aumenta. Estamos esperançosos e é claro que temos que transferir isso para o gramado, que o torcedor possa nos incentivar e que ao final todos saem felizes.” Wendel também valoriza muito o desempenho do grupo ao longo da competição.

Além disso, o jogador ressalta a força que emana das arquibancadas e que influencia dentro de campo. “Sabemos que aqui no Majestoso os adversários têm muita dificuldade e vários amigos meus que atuam em outras equipes, falam durante ou após o jogo, que detestam jogar aqui. Isso porque eles sabem da nossa força aqui em Campinas, o torcedor da Ponte ajuda bastante e é um fator muito positivo", conta.

Ele finaliza falando sobre a importância do confronto inicial das semifinais. "Temos que tentar tirar proveito dessa primeira partida. O Palmeiras vem encontrando dificuldade contra nós nos últimos anos. No Brasileiro, no amistoso, o último jogo da fase classificatória…e é tentar dificultar ao máximo. Que consigamos encarar essa final que todo pontepretano tanto espera.”

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