Eduardo Baptista prega manutenção de sistema tático contra o Grêmio, em busca de grande jogo diante dos gaúchos, revela lição aprendida com o empate diante do América e destaca seriedade do trabalho

 

Foto:PontePress/ThiagoToledo

Após a equipe da Ponte ter perdido para Flamengo fora de casa e logo depois ter empatado em casa contra o América Mineiro, muitos questionaram o time da Macaca, mesmo realizando uma campanha importante e estando há cinco pontos do G4. O técnico Eduardo Baptista é sabedor das cobranças para o time melhorar e faz uma avaliação a respeito do que acredita que vem dando certo e o que precisa ser mudado.

“Temos um sistema tático que vem dando certo há muitos jogos. Não deu certo em uma noite em que tecnicamente não estávamos bem. Temos outros jogadores para montar e não mudaremos o sistema. Vamos observar características diferentes, com alguém mais próximo do Galhardo, para termos essa saída que tínhamos com ele”, afirma o treinador, que confia na volta das boas apresentações dos seus comandados.

“O último jogo em casa foi uma exceção. Desde quando enfrentamos o Cruzeiro não tínhamos uma atuação tão apagada. É ter paciência, buscar a manutenção, sabendo que a oscilação acontece com todos os clubes e temos que ter equilíbrio e não sair trocando tudo. É dar confiança aos atletas. Tentar achar alguém que tenha um passe qualificado dentro do elenco, porque o que nós sentimos falta contra o América foi a falta desse toque qualificado que tínhamos do Galhardo, e o próprio Wendel, que não é nenhum meia armador, mas tem um posicionamento favorável, até pela experiência, fez falta”, explica.

Sobre o adversário da rodada, Eduardo sabe que será um confronto difícil e cobra ainda mais empenho dos seus jogadores. “Jogar bem não quer dizer que vamos ganhar. Qualquer resultado contra o Grêmio é normal. O que não podemos é estar apagados como estivemos, sem pegada, e isso não quer dizer com preparo físico, é sobre agredir o adversário. Não podemos fazer um jogo frio, sem vibração. Contra o Grêmio é jogo de vibração, de briga, porque se não for assim o adversário atropela”, diz o técnico.

“O Campeonato é muito igual. Se você deixar de dar um carrinho, de encurtar, de fazer um passe e correr para receber a bola à frente, se iguala ao último colocado. Fizemos grandes jogos contra times candidatos a títulos, porque nós fomos ativos e proativos. A partir do momento que pegamos o último colocado e não nos impusemos, nos igualamos. A grande lição é que não tem jogo fácil. Temos que enfrentar com seriedade todos os jogos”, reforça o comandante, que avalia o adversário.

“O time do Grêmio não vive um bom momento, como muitas equipes que oscilam no campeonato, mas temos que ter a mesma atenção e marcar muito forte. Eles perderam alguns jogadores pontuais. O Douglas não vem, o Maicon machucado, o Giuliano tinha dado um encaixe na equipe, mas após a saída dele é que começa a oscilação, então é um time que tenta se encontrar e tem Luan, Bolanõs, Pedro Rocha e outros jogadores de muita qualidade. É marcar forte e tentar explorar as deficiências dele. Mas não muda nada em relação ao momento do Grêmio. Temos que fazer um bom jogo para tentar adiar a melhora deles”, destaca.

Trabalho sério

Ao ser questionado na última coletiva de imprensa do porquê da escalação de Maycon no time titular, Eduardo Baptista defendeu o atleta e a seriedade em que é conduzida a escalação ou não de sua equipe. “O Maycon é um jogador que fez boas partidas, foi convocado para a seleção brasileira e não é qualquer jogador que é convocado. E ele foi chamado porque viram ele jogar aqui na Ponte Preta. As pessoas criticam demais. Tem se que olhar o histórico. Nós jogamos de quarta e domingo e os jogadores estão extenuados. É uma sequência difícil e é natural que um ou outro caia de rendimento. Se estivermos trocando toda hora de jogador, a não ser que seja algo pontual, vai alterar o sistema”, diz

Ele reforça que confia no atleta. “O Maycon tem nossa confiança, foi convocado para a seleção e não tem muito o que rebater as críticas. É um jogador que é do Corinthians e a própria torcida e diretoria estão em polvorosa até hoje, criticando a comissão técnica deles por ter emprestado ele para nós. Não foi bem, como todos não foram bem nesse último jogo”, afirma.

O treinador ressalta que ninguém tem cargo fixo no time. “A partir do momento que um jogador para de produzir nós pensaremos diferente e assim será com o Maycon. Mas no momento o menino acabou de sair de uma seleção brasileira, jogou os dois jogos, sendo uma como titular. Eu não escuto críticas. Tento me blindar disso. No meu time só eu escalo. Eu sou um cara sério e as únicas pessoas que escuto aqui dentro são o Felipe Moreira, o Pedro Gama os preparadores físicos. É preciso tomar cuidado com certos comentários, falando de jogadores com preferência, porque é perigoso e mexe com o caráter de um cara aqui que é muito sério. Extremamente sério”, enfatiza.

O treinador acrescenta que refuta toda e qualquer insinuação de preferência por um ou outro atleta que não por critérios técnicos e táticos. “Minha vida é um livro aberto. É preciso cuidado ao falar que ‘jogador A tem proteção’, porque aqui não tem proteção. Proteção aqui é o cara que joga ali dentro e o meu conceito, que pode ser diferente do seu. Eu posso estar certo, errado para você, mas aqui tem seriedade. Se alguém tiver alguma coisa a falar neste sentido, vem um dia aqui conversar comigo. Senta um dia aqui na minha frente e fala que atleta joga porque tem ‘preferência’. Eu sou homem pra caramba, trabalho, me dôo à Ponte Preta 24 horas por dia e às vezes escuto isso e fico chateado, de caras que eu respeito também. Não estou aqui de brincadeira, não sou de esquema, meu salário é da Ponte Preta. Recebo pela Ponte Preta e não aceito isso”, afirma Eduardo, que finaliza:

“Eu escutei algumas coisas que me deixaram chateado. Meu irmão me representa, não tenho empresário e não sou ligado a ninguém. Sou ligado ao meu resultado. No Fluminense não deu certo e eu fui mandado embora. No Sport deu certo e eu fui parar no Fluminense. Estou aqui na Ponte Preta com grandes resultados. Esse é o meu ‘empresário’, é aí que ganho dinheiro, que vou crescer, e não escalando jogador porque um ou outro quer. Tem homem aqui. Pode criticar meu time, que joga errado, que escalo mal, que tem esquema ruim ou bom, ninguém tem direito de fazer piadinha e questionar. Vem aqui e pergunta para mim. Quero ver alguém sentar aqui e perguntar se tal atleta joga porque tem esquema.”

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