Ponte participa de Pré-Conselho técnico na FPF e times pedem mudança no modelo do Paulistão 2017, com todos os clubes se enfrentando entre si em turno único e não mais em chaves

 

Foto:FPF/Divulgação

O gerente de futebol Gustavo Bueno e o coordenador técnico Cristiano Nunes representaram a Ponte Preta no pré-conselho técnico do Campeonato Paulista 2017, realizado ontem (12) na Federação Paulista. Os oito clubes presentes defenderam, por unanimidade, uma mudança no modelo da competição para o próximo ano, propondo que seja adotado um sistema no qual os 16 clubes participantes se enfrentem entre si em uma primeira parte realizada em turno único e não mais divididos em chaves nas quais não enfrentam os integrantes do próprio grupo, como foi feito neste ano.

“Em 2017 serão 16 times, dos quais oito se classificam para as quartas de final e dois caem. Se fizermos neste sistema de turno único inicial com todos se enfrentando, haverá disputa até o final entre as equipes, brigando ou pela classificação ou pela permanência na serie A1. Desta forma haverá mais partidas, há mais chances para que times do Interior cheguem nas finais e é mais emocionante para o torcedor acompanhar”, defende Nunes.

Esta foi a segunda reunião do pré-conselho – a FPF optou por fazer dois encontros, um com os oito primeiro colocados deste ano e outro com os que ficaram de 9º a 14º, além das duas equipes que subiram. Ontem, estavam presentes Ponte Preta, Ituano, Linense, Novo Horizontino, Botafogo-SP, Ferroviária, Santo André e Mirassol. A pauta prioritária foi a discussão da forma de disputa com 16 clubes.

“Foi pontuado que há uma desvalorização do futebol estadual e, mesmo com o Campeonato Paulista sendo um dos mais valorizado entre eles, praticamente o único que se sustenta e que tem grande visibilidade, há cada vez menos datas disponíveis para as competições. Para o ano que vem entre CBF e outras federações havia um consenso de apenas 12 datas para o estadual e depois chegaram 18 datas”, conta.

A Ideia inicial apresentada aos clubes ontem – e que havia sido aprovada por parte dos outros oito clubes na primeira reunião – era que a disputa do Paulista ocorresse 2017 na mesma forma, com quatro chaves de quatro times cada. As equipes de cada chave não disputariam entre si e, sim, com as dos outros grupos, perfazendo 12 jogos. Os dois melhores de cada grupo disputariam as quartas de final em duas partidas. Haveria ainda mais duas partidas de semifinal e a final também seria disputada em dois jogos, de ida e volta. Os dois piores na classificação geral seriam rebaixados.

Os clubes do Interior acreditam que o calendário é muito curto, já que aqueles que para aqueles que não passarem da primeira fase a competição terá menos de dois meses. “Nossa proposta então é aumentar para 19 datas e, dentro delas, que sejam jogados 15 jogos em turno único, com todos os times se enfrentando entre si em turno único. Os oito melhores, em pontos corridos nesta etapa, passariam para as quartas de final, que seriam disputadas em jogo único”, diz.

As semifinais também seriam disputadas em uma única partida e as finais, em jogo de ida e de volta. “Nas quartas e nas semis sempre o time melhor classificado teria o mando de campo. Entendemos que esse seria o modelo ideal, porque caso contrário realmente seria um campeonato muito curto pra quem disputasse apenas a primeira fase, começando em 29 de janeiro e terminando em 26 de março, e neste modelo viraria cada vez mais um campeonato apenas pros clubes de grandes poder financeiro, dificilmente teria time do interior disputando final.”

Além disso, com o novo modelo todos os times jogariam contra os quatro ditos grandes, tendo melhor possibilidade de gerar renda, e não haveria mais o conceito de “grupo da morte.” Também pelo novo modelo proposto, os oito primeiros colocados deste ano disputariam  oito jogos em casa e sete fora, enquanto os demais ficariam com sete em casa e oito fora.

“Esta proposta foi unanimidade entre os clubes presentes a FPF se comprometeu a tentar conseguir uma data a mais para ver se ela seria viável, apesar de acharem difícil conseguir esta agenda a mais uma data por causa da copa do Brasil e Libertadores. De qualquer forma, eles tentarão e daremos continuidade ao tema em novas reuniões”, pontua Nunes.

Caso não haja possibilidade de nova data, uma alternativa sugerida na reunião foi uma outra disputa que as equipes que não se classificarem à próxima etapa, como um título melhor do Interior, por exemplo. Também foi sugerida a ideia do treinador de goleiros poder ficar no banco durante as partidas, como já ocorre no Brasileirão, e que o clube mandante seja obrigado a doar para a  equipe visitante um número mínimo de ingressos em lugar reservado (como também ocorre na competição nacional).

Por fim, foi debatida a preparação dos árbitros e proposto que haja uma postura de melhor diálogo deles com jogadores e treinadores – e que passe a existir, inclusive, uma pessoa destinada a avaliar conduta do árbitro em cada partida, tanto na questão técnica quanto na postura em campo e interatividade com os times.

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