Técnico Eduardo Baptista avalia partida diante do Genus e faz elogios a garotos da base

 

Foto: PontePress/RodrigoCeregatti

 

A noite de ontem marcou a estreia em jogos oficiais do técnico Eduardo Baptista, no comando da Ponte Preta. Além do resultado positivo diante do Genus, com vitória de 1 a 0, no estádio Aluizão, em Porto Velho-RO, o treinador fez uma avaliação dos seus comandados, com destaque para atletas da base, que contribuíram para a vitória.

 

“Nós estamos mudando um sistema de jogo. É uma filosofia nova. No primeiro tempo tínhamos um plano de ter um revezamento entre o Ravanelli e o Matheus Jesus. Nós não conseguimos essa sincronia no primeiro tempo e no segundo tempo eu defini o Ravanelli mais por dentro, com o Matheus e o Élton por trás, articulando o time. Melhoramos, conseguimos jogar, depois o Ravanelli cansou um pouco, mas a entrada do Cristian deu a dinâmica que precisamos e começamos a criar chances. E em uma dessas saiu o gol”, explica o técnico, que valorizou a utilização dos jovens da base.

 

“O futebol hoje é muito caro. A Ponte Preta não é o time mais rico. Longe disso. Então a base tem que ser o suporte disso. O bom de ter uma base com meninos qualificados, é dar oportunidade. Eles se preparam porque vão ganhar chance. E que bom que o Matheus, na sua estreia, fez uma grande partida. Bem soberano, mesmo com as dificuldades do campo, buscou jogar. Treinamos esses 15 dias com a bola no chão, com uma proposta de jogar, não nos escondemos. Não é de início a solução dos problemas, mas é um passo importante para dar moral e ver a resposta deles ao longo do campeonato”, ressalta Eduardo.

 

Apesar da vitória, o treinador fez observações do que pode melhorar no time. “Nossa circulação de bola pode melhorar. Mudar de uma lado para o outro de uma forma mais interessante. O gramado não pode ser desculpa, mas dificultou um pouco esse passe. Ainda tivemos um pouco de ansiedade no toque de bola. Vamos trabalhar para melhorar isso, mas mesmo assim, o que me agradou é que o time não se omitiu em jogar com as dificuldades e o calor”, avalia o comandante, que também valorizou o trabalho do adversário.

 

“O Genus não surpreendeu. É um time que marca muito forte, rápido, que marca individualmente e criou dificuldades. O importante é que viemos para Rondônia para conquistar a vitória. Se desse para classificar seria ótimo, mas sair com o resultado positivo é importante”, acrescenta.

 

Sobre a sequencia da Ponte na próxima semana, com a partida de volta contra o Genus na quinta-feira (12) e mais a estreia no Campeonato Brasileiro, o treinador acredita que irá escalar o que considera ter de melhor no elenco.

 

“Eu não gosto de poupar. Jogador é feito para jogar e é isso que ele gosta de fazer. Lógico que se tiver algum atleta sentindo algo pontualmente, nós seguraremos. Mas como estamos começando um trabalho, a ideia é colocar quem estiver melhor para jogar. É dentro de campo que enaltecemos a qualidade e corrigimos os erros. Podemos qualificar ainda mais, mas vou colocar o time mais forte possível”, enfatiza.

 

Quem espera ter mais chances é o jovem Metheus Jesus, que estreou pela Macaca e foi elogiado por Eduardo Baptista. “O treinador deixa mais a vontade e aí fica fácil jogar. Estamos buscando nosso espaço e se Deus quiser vai dar tudo certo. Foi uma experiência excelente”, completa.

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