Natural de Guajará Mirim (RO), atacante Silvinho abraça campanha para ajudar vitimas de enchente que deixou região em estado de calamidade pública; veja como ajudar

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PontePress/DJotaCarvalho

O atacante Silvinho, da Ponte Preta, está encabeçando uma campanha para arrecadar fundos para a sua cidade natal, Guajará Mirim, localizada em Rondônia e que está sofrendo com enchentes. Nessa semana foi decretado estado de calamidade pública no município e, apesar de não ter havido vítimas fatais, cerca de 600 famílias estão desabrigadas.

“Fiquei sabendo e estou acompanhando à distância tudo o que tem acontecido em Guajará. Meus pais, que moram na capital Porto Velho, me ligam todo dia para falar como estão. Eu ainda tenho muitos amigos e parentes na cidade e vou para lá todo ano. Estou muito triste com essa situação, que é crítica”, afirma o jogador.

Ele morou em Guajará Mirim até os 12 anos de idade e recorda de momentos parecidos com o atual. “Já presenciei situações em que a chuva causava problemas, mas a cidade nunca tinha passado por esse período tão grande de enchente. A chuva não para e por conta disso a água não desce”, afirma Silvinho, que diz que está tentando ajudar como pode.

“Esse movimento pedindo ajuda é o mínimo que posso fazer. Espero que outras pessoas se sensibilizem, se envolvam, mesmo não tendo ligação com os cidadãos de Guajará, e possam contribuir de alguma forma”, diz o atacante.

Segundo o diretor municipal de esportes de Guajará Mirim, Eder Cury, o munícipio precisa muito de ajuda. “A enchente é histórica. A população da cidade está passando por necessidades. A única rodovia de acesso está alagada por causa da cheia do Rio Madeira e dos seus afluentes. Não há combustível na cidade”, afirma.

O Presidente da Câmara, vereador Netinho, também faz um alerta sobre a gravidade do estado que se encontra Guajará Mirim. “A enchente já atingiu seis bairros, além dos distritos de Lata e Surpresa. A água chegou a subir 30 cm num único dia. Hoje a situação se controlou, mas sobre de 5 a 10 cm por dia ainda”, afirma Netinho, que destaca o problema que a enchente causa também para os índios da região.

“Rondônia tem uma grande quantidade de índios e Guajará Mirim possui uma das maiores áreas indígenas do estado. Cerca de 6.000 índios moram em áreas ribeirinhas, 70% deles se concentra na área atingida”, completa.

Ministério da Saúde

Para atender às vítimas das enchentes, o Ministério da Saúde enviou a Rondônia, desde o início das chuvas, 6,25 toneladas de medicamentos e insumos divididos em 25 kits, capazes de atender a 37,5 mil pessoas em um mês. O estado também recebeu 750 mil frascos de hipoclorito, utilizado na purificação da água, 1.090 ampolas de soro para serem usadas em acidentes com animais peçonhentos e 193 kits de diagnóstico para leptospirose.

Segundo a Defesa Civil Estadual, já são 4.662 famílias afetadas em Rondônia. Em Porto Velho e em 15 distritos do entorno, a região mais prejudicada, 3.371 famílias tiveram que deixar suas casas e estão em abrigos públicos. Outras cidades muito atingidas, além de Guajará-Mirim,são Nova Mamoré, Cacoal, Costa Marques e Candeias do Jamari.

Como ajudar

Aqueles que quiserem fazer algum tipo de contribuição ao munícipio de Guajará Mirim, pode fazer um depósito para PMGM SOS Guajará, c/c: 27.842-4, Agência 0390-5, Banco do Brasil. Mais informações podem ser obtidas no telefone da Defesa Civil – (69)8413 9149.

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