Liderança no grupo, Roberto incentiva equipe que jogará em Roraima: quem joga na Ponte representa uma tradição, uma história, uma Nação

 

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PontePress/VictorHafner

Presença constante no gol alvinegro, o goleiro Roberto não defenderá as cores da Macaca na noite desta quarta, quando o time estréia na Copa do Brasil contra o Náutico de Roraima. O arqueiro Daniel será o titular da Ponte Preta no embate, uma vez que o técnico Vadão definiu manter os atletas que têm atuado como titulares em Campinas, visando ao jogo contra o Palmeiras no sábado – dependendo dos resultados da rodada, a equipe alvinegra poderá se classificar antecipadamente na rodada do final de semana.

Mesmo que tenha de assistir de longe, Roberto incentiva a equipe e acredita em um bom resultado. “Não existe time titular da Ponte, tem aquele que vem jogando, mas a partir do momento que o jogador põe a camisa do nosso time, ele está representando uma tradição, uma história, então quem for jogar lá vai estar representando uma nação, tem que ir lá dar o máximo”, pontua.

Roberto alerta para a equipe adversária, que deve ser encarada com seriedade. “Temos que tentar conseguir o resultado e ganhar de dois gols seria muito importante, para eliminar o segundo confronto. Mas sabemos que é difícil, porque do outro lado tem uma equipe que também quer ganhar. Então temos que fazer nosso melhor.”

E quando fala em “fazer o melhor”, Roberto o faz com categoria. Na partida contra o Bragantino, em um raro momento, o goleiro falhou, um erro que admitiu e que não achou ter sido redimido naquele jogo, apesar de outras belas defesas que fez então. Na vitória contra o Rio Claro, no entanto, o camisa 1 se superou com um grande desempenho, garantindo os 2 a 1 para a Macaca.

“Erros acontecem, isso é normal , mas é chato. Foram dias complicados pra mim entre um jogo e outro, mas felizmente no sábado consegui fazer meu trabalho de sempre, defender e dar tranqüilidade para a equipe. Às vezes acontecem deslizes, tropeços no caminho, mas foco é na frente.  Cada vez que a gente falha caem uns tijolos do castelo que construímos por tanto tempo, às vezes uma torre inteira, mas temos que construir de novo e agora espero ficar um tempo tranquilo, sem novas falhas”, diz.

Ele conta sobre como foi importante receber o apoio da torcida, que mesmo no lance errado contra o Bragantino ficou do lado dele. “Quando erro aqui na Ponte sinto ainda mais, porque sei do respeito e do carinho da torcida por mim. Os torcedores gritaram meu nome na hora,  procurando incentivar e essa ajuda externa é muito boa. Eu busco uma automotivação, porque não adianta gritarem meu nome se eu mesmo não estiver motivado, então essa primeira parte tem que ser interna, mas sempre é bom ter as pessoas dando força em momentos difíceis. Procuro fazer isso para os outros e é bom receber isso também.”

Roberto finaliza acrescentando as razões que entende terem levado a Macaca à vitória no  jogo mais recente, mesmo tendo saído atrás do placar. “Nós mantivemos o trabalho, a postura, acreditamos no que o Vadão pede e mantivemos nosso jogo, não nos desorganizamos. Procuramos fazer o que nos é pedido, nos é treinado, e assim fica mais fácil buscar os resultados”, conclui.

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