Ponte Preta treina na tarde desta quinta-feira (08) e Roberto comemora classificação na Copa do Brasil após primeira decisão por pênaltis na carreira, fala da barreira inusitada e de boatos de sua saída

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De olho no jogo de sábado contra o ABC, o elenco da Ponte Preta treina na tarde desta quinta-feira (08) e o goleiro Roberto – apesar de focado no confronto do final de semana – revela o quanto a decisão por pênaltis na última partida, diante do Paraná pela Copa do Brasil, foi importante para a sua carreira. Aquela foi a primeira decisão por pênaltis na carreira do jogador, que pela Macaca já contabiliza 69 partidas disputadas.

“Já tinha feito decisões na época de júnior, mas profissional foi a primeira vez: 34 anos de idade, 16 anos de carreira e fica marcado. Defender pênalti sempre é importante, ainda mais pela situação que foi, em casa, em frente a torcida, enfim, pela confiança depositada em mim, pelos pênaltis que peguei ano passado. Um pessoal gritava das arquibancadas: ‘é agora Roberto, vai dar, a próxima tu vai pegar’. Foi por isso, por essa confiança da torcida expressada por eles, que as coisas deram certo e conquistamos essa classificação”, afirma Roberto, se dizendo surpreendido com a qualidade das cobranças das duas equipes –  que culminou no resultado de 8 a 7 para a Ponte.

“Eu assisti ao jogo novamente e realmente o nível de aproveitamento foi muito alto. As cobranças foram muito boas. As nossas foram perfeitas. O goleiro não chegou próximo em nenhum momento. Eu ainda cheguei perto em algumas batidas, mas foram bem executadas e a única que não foi tão bem batida quanto as outras foi a que fiz a defesa. Mas eles deram aula de bater pênalti”, diz o goleiro.

Roberto também comenta sobre a utilização do atacante Rossi deitado atrás da barreira, na tentativa de evitar um gol, caso os atletas pulassem e o cobrador escolhesse chutar por debaixo dela.“Até ouvi uma pessoas comentando, que ficou feio. Eu trabalho e não quero saber de beleza. Eu quero é não tomar gol. Bonito seria o quê? O cara bater por baixo e fazer o gol?”, questiona.

Ele ressalta que é preciso fazer o que for necessário para evitar ao máximo o gol. “Da onde foi a falta, havia a possibilidade de ser batida por baixo da barreira. Com o Lúcio Flávio batendo, um exímio batedor de falta, muito próximo, eu não estava enxergando nada, é uma possibilidade a menos de ele fazer o gol. Às vezes as pessoas olham o lado bonito da coisa. Para mim não tem lado bonito, eu olho a questão de evitar o gol”, reforça.

Ele diz ainda que, como a regra permite, só acertou Rossi não deixar a bola bater na mão. “Eu tentei trazer o Edno debaixo da trave, pois não estava vendo nada e ali é muito difícil armar a barreira, porque a falta foi no centro. Quanto menos possibilidade de um atleta como o Lúcio Flávio de fazer gol melhor. Pode não ser bonito, mas para mim teve serventia. Óbvio que não conseguimos evitar, porque ele bateu bem e por cima, só que não tomamos gols por baixo, que é muito mais frustrante para um goleiro do que ter um jogador deitado atrás da barreira. O Roberto Carlos fazia isso na época do Real Madrid. Só que quando alguém ia bater ele dava um carrinho atrás da barreira, não ficava deitado. E ele evitou uma vez um gol assim”, diz.

Boatos sobre saída do clube

Nos últimos dias surgiu o boato em São Paulo, divulgado em especial por âncoras de alguns programas futebolísticos, que o Palmeiras estaria interessado em Roberto após a lesão no cotovelo do seu arqueiro Fernando Prass. O camisa 1 pontepretano deixou bem claro que até o momento não foi procurado pelo clube paulista.

“Até agora ninguém me ligou. Na hora que alguém fizer uma proposta eu venho e falo. As pessoas da minha família e meus amigos me procuraram para saber se era verdade eu disse a mesma coisa que falo para vocês: ninguém me ligou, de concreto não tenho nada. Falarem no meu nome é um reconhecimento do trabalho, sempre é bom, mas não é fato”, diz Roberto, que está focado no jogo de sábado, contra o ABC.

“Eu estou preparado para jogar o jogo de sábado e não quero que nada me atrapalhe. Se vier uma proposta eu vou analisar, todo mundo analisa proposta de trabalho, e se for o caso falo com a diretoria. Mas não posso estar aqui alimentando sobre uma coisa que não aconteceu. Eu sempre joguei aberto e limpo. Comigo o papo é reto e se existe eu falo, se não existe, como agora, falo também”, reforça o goleiro, que ressalta o quanto gosta de estar na Ponte Preta e o carinho que sente pelos torcedores.

“Eu não posso jogar fora o que eu tenho aqui na Ponte hoje, que é o respeito, admiração, bandeira…eu nunca tive bandeira para mim. Eu tenho uma bandeira hoje aqui. Eu não posso deixar o torcedor, as pessoas,…eu não posso perder isso. Eu falei para minha família que estão falando do Palmeiras, só que eu tenho na Ponte Preta coisas que nunca tive na minha vida. E eu sou uma pessoa que costuma respeitar muito. Se eu sair pode ter certeza que será pela porta da frente e as pessoas vão ficar sabendo o porque que eu sai. Eu não posso botar para fora o que eu vivi no jogo de terça. Aquela emoção que eu vivi. O dinheiro compra a cama, mas não compra o sono”, completa Roberto.

 

 

 

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