Após dois jogos fora tratando de lesão nas costas, goleiro Roberto está de volta e prega mudança de atitude para voltar ao rumo das vitórias

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PontePress/DJotaCarvalho

 

Um dos mais experientes do grupo alvinegro, o goleiro Roberto foi desfalque da Ponte Preta nas últimas duas partidas por conta de uma lesão nas costas. Após um período de tratamento intenso, o atleta volta a estar à disposição do técnico Vadão e já tem presença garantida na meta alvinegra para o jogo desta quarta-feira (19) diante do Linense, no Moisés Lucarelli, às 19h30. A notícia de que o arqueiro está bem agrada não só torcida e companheiros, mas também a família do jogador.

“Fiquei, durante os dias em que estive fora, fazendo tratamento intensivo. Quando chegava em casa tinha o tratamento da família. Quando minha filha Manu via as aplicações nas costas, ela me perguntava se estava bem e falava ‘papai vou te dar mil beijos nas costas’. É bom esse carinho. Ela também falava que o papai era tão legal de ficar o dia inteiro com ela, mas aí nós fomos assistir o jogo da Ponte e ela disse: ´papai, por que não está lá jogando?’.Eu brinquei dizendo ‘Vem cá: tu quer ficar aqui comigo ou quer que eu jogue?’, e ela falou ‘Quero que fique comigo, mas também quero que tu jogue’ “, conta Roberto, exemplificando a força que recebeu dos familiares.

Ele revela como foi o momento em que sentiu a lesão e os dias em que esteve ausente. “Essa lesão nas costas ocorre desde os 20 anos, porque tive problemas de crescimento. Cresci muito rápido em pouco tempo. Fazia dois anos e meio que não me acontecia. Quando trava são uns três ou quatro dias que fico impossibilitado de fazer movimento. Desta vez aconteceu quando fui fazer um exercício na musculação, na véspera do jogo, e fiz um movimento um pouco brusco. Mas eu estava aquecido e fui para o hotel. Quando acordei no dia do jogo, já  estava travado. Falei para o pessoal do departamento médico, que tentou manipular minhas costas, que é algo que ajuda a voltar”, conta.

Infelizmente, relembra o camisa 1, a tática não deu certo. “A musculatura contrai e quem já teve crise lombar sabe do que estou falando. Tentei subir no aquecimento e quando fui começar a correr eu não conseguia. Já joguei com dor, mas neste caso o problema é a limitação de movimento.Se eu não conseguia correr, como iria entrar em campo? Não tive outra saída porque não reunia condições. Desci a escadaria com o pessoal me segurando porque não tinha forças nas pernas. Daí fiz movimentos leves na segunda (17) e ontem (18) consegui treinar, com um pouco de dor ainda. Mas os movimentos não estão limitados. A dor eu supero com analgésico”, explica o goleiro.

Roberto rechaça qualquer possibilidade de sua ausência ter algo a ver com as derrotas da equipe. Para o jogador, mesmo que estivesse em campo, os resultados seriam os mesmos. “Isso não tem nada a ver. A gente perdeu porque não jogou bem. No primeiro jogo que fiquei fora, contra o Ituano, fizemos um primeiro tempo bom, marcamos o gol e achamos que iriamos ganhar o jogo na hora que a gente bem entendesse. No segundo jogo nós pressionamos o adversário, mas não tivemos capacidade e qualidade para fazer os gols. Mesmo que estivesse em campo, iríamos perder do mesmo jeito”, afirma o atleta, que cobra uma mudança de postura no grupo pontepretano urgentemente.

“Voltar a jogar é bom. Raramente me acontece de ter lesões. Fico chateado porque vinha jogando, as coisas acontecendo, e de repente saí. Estou muito feliz de estar voltando, de poder ajudar, exercer essa liderança que falam que eu tenho. Os últimos jogos foram bem diferentes dos três anteriores que nós ganhamos. Então nós não perdemos o jogo por azar, mas porque não jogamos nada. Temos que por o pé no chão e saber que temos que trabalhar muito porque o campeonato passou da metade e temos que classificar. E se jogarmos como nos últimos dois jogos não vamos conseguir. Temos que mudar a atitude e ser o time que ganhou do Corinthians, do Comercial e do São Paulo. Vamos voltar para o rumo. Saímos um pouco do trilho e vamos voltar em busca da classificação”, completa Roberto.

 

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