Elenco treina na manhã desta sexta e Roberto enfatiza: sabemos o que tem que ser feito para conquistar, vai ter uma linha aqui na Ponte Preta e quem quiser seguir e conseguir resultado está dentro

 

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PontePress/DJotaCarvalho

A equipe da Ponte Preta segue se preparando para o Campeonato Brasileiro, com novo treinamento na manhã desta sexta. Falando pela primeira vez após a eliminação pelo Paulista, o goleiro e capitão da equipe Roberto destaca o planejamento para a Série B e prega sobre o comportamento que a equipe tem que ter no restante da temporada de 2014. “Nós temos que ter uma linha de trabalho e as pessoas que vierem para cá tem que saber onde é que elas estão, onde elas vão jogar e o objetivo que o clube tem. É o que nós vamos tentar fazer. No Paulista nós começamos muito mal e depois nos recuperamos, e nas quartas-de-final atuamos de uma forma fora do que vínhamos fazendo. Fizemos jogos bons nessa fase de recuperação, o que nos deu esperança de fazer frente ao Santos”, avalia o Camisa 1.

Ele ressalta que o time poderia perder, como realmente ocorreu, mas que “as coisas poderiam ter ficado um pouco mais difíceis para eles” e, frisa, nas competições restantes irá cobrar um bom desempenho dos seus colegas, assim como quer ser cobrado por eles. “A cobrança tem que existir. Eu falo para a rapaziada: eu cobro porque eu gosto de ser cobrado. Se não estiver rendendo e ninguém me cobrar, aí vou ficar chateado porque ninguém quer nada com nada. Você está vendo o seu companheiro que não tá rendendo tudo o que pode e tu não cobra? Então você não está nem aí para isso. E eu estou sempre aí para isso! Estou sempre querendo mais. Tenho objetivo na Ponte Preta que é conquistar um título, e eu busco isso e cobro as pessoas”, diz.

O goleiro reforça sobre a questão do respeito que tem que haver dentro do elenco pontepretano. “A questão pelo respeito aos mais velhos, não é só no futebol, é na vida. E hoje em dia são valores que estão se perdendo. Em todos os setores da sociedade. E no futebol está pior ainda.Comentei com o Marcelo Fernandes, auxiliar do Santos, que veio falar comigo me questionando sobre uma discussão que eu tive. E eu respondi: Marcelo, quando tu jogou no Criciúma, eu tinha 18 anos e tu era mais velho que eu. Em algum momento eu faltei ao respeito contigo? E ele disse não. Então é por isso que quero respeito. Porque respeitava quando era mais novo e hoje, mais velho, exijo isso. É uma questão de educação, não só no futebol: os mais novos tem que respeitar os mais velhos. Mas na semana que começar o campeonato nós vamos deixar isso bem claro, porque senão as coisas não vão andar”, explica Roberto.

O camisa 1 da Macaca não está sozinho na questão de liderança. O goleiro vai dividir a condução do grupo com outros colegas experientes, como Edno, Adrianinho e Diego Sacoman. E é enfático quando afirma sobre a conduta da equipe para chegar ao sucesso.

 “O grupo tem que ter algumas pessoas que puxam. É difícil só para o treinador ficar cobrando. Então tem que ter várias lideranças. Eu tenho o meu jeito de falar, o Adrianinho tem o dele e o Edno e o Sacoman também. Nós sabemos o que tem que ser feito para conquistar. E nós vamos procurar por essa filosofia de trabalho. Vai ter uma linha aqui na Ponte Preta. Quem quiser seguir a linha, que é onde vamos conseguir resultado, está dentro. Quem não quiser, pede para sair ou vamos convidar a se retirar. Isso vale para todos. Não importa o quanto você ganhe”, afirma Roberto, que ressalta o foco no trabalho.

“O que vamos tentar por aqui na Ponte Preta é respeito, trabalho, vontade. Acabar com brincadeiras que atrapalham. Entrou para dentro do campo é hora de trabalhar”, cobra o jogador, que mostra que conhece não só o clube que defende as cores, mas também a maior torcida do interior.

“A Série B é bastante difícil. De muita pegada e força. A questão da experiência não é idade. Às vezes o atleta tem 20 anos, mas com muitos jogos nas costas ou às vezes nem tantos jogos, mas está com aquela atitude de cara vencedor. É isso que precisa. O Vadão foi muito feliz quando disse que não quer fazer um time com a cara do Vadão, mas sim com a cara da Ponte Preta.  Aqui o estilo é diferente de todos os outros. Por isso que eu falo que as pessoas tem que saber onde estão, porque aqui é diferente. A torcida não cobra que faça gol de bicicleta, que dê chapéu, caneta. Simplesmente que dê carrinho, brigue, lute. Já sai de jogos em que nós perdemos, mas a torcida aplaudiu, porque viu que nós lutamos. Aqui é simples para trabalhar, para quem tem vontade. Para o vadio é difícil. O vadio aqui na Ponte não se cria. Quem tem vontade de trabalhar aqui dá certo”, completa Roberto.

 

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