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Rinaldo Ciasca, o primeiro grande goleiro da história da Ponte Preta: o craque das defesas impossíveis

Se você vê certo exagero na “marra” de um atleta chegar à concentração usando fone de ouvido, imagina se deparar com um jogador desembarcando carregando uma vitrola com um punhado de discos de vinil nas mãos. Pois, este era o estilo de Rinaldo Ciasca, o primeiro grande goleiro da história da Ponte Preta, que ficou conhecido pela excentricidade e também pelas defesas “impossíveis”.


Fã de música clássica e ópera, Ciasca nasceu em São Paulo e começou sua vida esportiva no basquete. Quando garoto, tentou ser goleiro no Palmeiras, mas a família acabou se mudando para Campinas e o jovem foi logo defender a Macaca. Foram 166 partidas entre os anos de 1950 e 1958.

Ciasca tinha a mania de fazer lance de fácil defesa em jogada de pura emoção. Contam os mais antigos que ele, muitas vezes, pulava depois que a bola passava para fazer a chamada “ponte”. Essa defesa plástica invariavelmente chamava a atenção, mas deixava torcedores e narradores esportivos apavorados. Ele era um tipo de “Higuita dos anos 1950”.


Outra habilidade de Ciasca era a facilidade impressionante para defender pênaltis. A história conta que durante o Campeonato Paulista de 1954, ele agarrou 16 das 22 cobranças assinaladas contra a Ponte. Entre essas, duas foram contra o rival Guarani e uma contra o ponta-direita Cláudio (Corinthians), que nunca havia perdido uma cobrança e seu time seria o campeão daquele ano.


Ciasca estava em campo na histórica vitória pontepretana sobre o “campeão mundial” Palmeiras, em 5 de agosto de 1951, por 3 a 1, no Majestoso.

Por causa do estilo espalhafatoso de jogar, Ciasca acabou sofrendo uma grave contusão que o deixou afastado dos gramados por três anos. Logo, encerrou a carreira com apenas 29 anos. Para muitos, foi o melhor goleiro da história da Ponte.

 

Vida depois dos gramados


Fora dos campos, Ciasca passou a trabalhar no Instituto Agronômico de Campinas, depois na Prefeitura Municipal e até foi apresentador de programas na extinta Rádio Cultura 1.390AM.

O ex-goleiro possuía uma enorme coleção de discos em 78 rotações e também colecionava revistas, desde as esportivas até as dedicadas à literatura adulta. Rinaldo Ciasca faleceu em Campinas no dia 25 de junho de 2000, aos 72 anos de idade.

 

Texto e pesquisa: Paulo Santana
Arte: Luís Augusto Designer
Imagens e fontes para criação do texto: revistas Placar, Esporte Ilustrado, Gazeta Esportiva, Mundo Esportivo e campeoesdofutebol.com.br.

 

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