Primeira democracia racial do Futebol, Ponte está representada no Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas, que tomou posse neste 21 de março, Dia Internacional da Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial

Foto:AdrianoRosa/PrefeituraDeCampinas

Primeira democracia racial do Futebol brasileiro, a Ponte Preta está representada na atual gestão do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas, que tomou posse na manhã deste 21 de março, Dia Internacional da Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial. O Conselho é formado por 59 integrantes, sendo 20 titulares e 39 suplentes, que atuarão até 2022. O diretor de Marketing alvinegro, Moacir Pereira, é um dos vinte titulares e o presidente do Conselho Deliberativo da Macaca, Tagino Alves dos Santos, é suplente.

“É muito importante fazer parte do conselho, um órgão que visa à articulação e proposição de políticas públicas de igualdade, que promove ações de enfrentamento ao racismo. A Ponte Preta, por ser o primeiro clube do Brasil a ter a inclusão do  negro neste segmento, tem tudo a ver  com isso”, destaca Moacir Pereira.

O presidente do Conselho, Moacyr Barra Grande Filho, explicita a preocupação com a comunidade negra neste momento, uma vez que os negros têm sido mais afetados pela pandemia. “Mais do que nunca, neste momento, precisamos de união, uma união sem racismo e sem intolerância religiosa, tendo o entendimento da saúde”, diz.

Também na cerimônia da posse, dada pelo prefeito Dário Saadi, foi lançada a cartilha “Vidas Negras Importam. Em Campinas também”, escrita pela socióloga e professora Tayná Victória de Lima Mesquita. O documento, elaborado em parceria com o Conselho da Comunidade Negra, inclui conceitos e direitos da população negra e é considerado simbólico no sentido de demarcar um compromisso da cidade com a promoção da igualdade racial.

“Quero agradecer por ter sido convidada para a construção deste documento, dos textos que compõem essa cartilha. Foi uma atividade que me causou muita alegria, não apenas enquanto professora, militante do movimento negro, mas principalmente enquanto cidadã campineira, uma mulher filha que de uma família negra, que vive neste território há mais de 100 anos”, diz Tayná.  Clique aqui para confira a cartilha na íntegra.

Centro de Referência

Neste dia 21 de março, Campinas também comemora os cinco anos do Centro de Referência em Direitos Humanos na Prevenção e Combate ao Racismo e Discriminação Religiosa. “Fui presidente por duas gestões no Conselho da Comunidade Negra e nestas ocasiões buscamos construir políticas para instrumentalizar o poder público para atender às demandas da comunidade. O Centro de Referência foi uma destas políticas, para que as pessoas que sofrem qualquer tipo de discriminação possa formalizar denúncias. É muito difícil quando a pessoa passa por uma situação destas e não te onde reclamar”, diz Tagino Alves dos Santos.

Ele completa: “O Conselho precisa estar sempre presente na elaboração das políticas púbicas, buscando criar instrumentos de igualdade. Às vezes há boa vontade do Poder Público, mas só quem passa por essas situações é que tem condições de trazer informações e sentimentos mais acurados para o debate”, pontua.

Sobre o Conselho

O Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas foi criado em 2001, pela LEI 10.813. O órgão tem como objetivo debater e estabelecer políticas públicas no município para a promoção da igualdade racial e a garantia de direitos da comunidade negra. Tem ainda a função de fiscalizar as políticas públicas de igualdade racial no município.

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