Presidente Eberlin fala sobre Lucca, finanças da Ponte e muito mais; confira!

Foto:PontePress/DiegoAlmeida

 

Encerrada a primeira semana de trabalho da Ponte Preta na última sexta-feira (8), o presidente alvinegro Marco Antônio Eberlin concedeu hoje uma coletiva à imprensa de Campinas para falar sobre o andamento da equipe nestes primeiros dias de janeiro e responder às dúvidas dos repórteres. O dirigente falou sobre a possível vinda do atacante Lucca,  as finanças do clube e outros destaques. Confira abaixo:

Investimentos em contratações

Não pagamos luvas nem comissão a nenhum agente em todos os negócios que fizemos, e temos colocado os salários dentro da realidade da financeira. O Dedé, por exemplo, veio com salário condizente com as finanças da Ponte e não do que ele recebia anteriormente em outros clubes.

Incentivo para a torcida voltar ao estádio

Temos um plano pronto até para reduzir valores de ingresso e TC10+. Infelizmente, porém, temos contrato assinado no ano passado com uma empresa que nos impede de alguma situações melhores, mas o Departamento Jurídico e o Marketing estão conversando para que o TC10 + e demais torcedores tenham uma condição financeira melhor para vir ao Majestoso.

Atrasos de salário

Sabíamos que encontraríamos uma situação de atraso, mas achávamos seria só 13º. Na verdade são dois meses mais o décimo-terceiro. Me antecipei e na quinta fiz uma reunião com funcionários e durante esta semana faremos acerto. É preciso explicar que pela demora no registro da ata, só no final da tarde da última quinta (7) é que de forma documental passei a ser presidente do clube. Então para assinar documentos, fazer eventuais empréstimos, tudo começou na semana passada. Pedi o prazo de até sexta para os funcionários. Vale lembrar que eu teria de pagar salários em fevereiro, mas veio um espólio do ano passado e tenho que acertá-lo também.

Lucca e Wellington Nem

Existe uma negociação, que ainda não terminou. Isso pode ocorer, não é certeza, mas estamos tentando trazer o Lucca de todas as formas. Volto a insistir que não tiramos dinheiro para trazer, pagando luvas ou intermediários, até porque tem salários em  abertos de funcionários, seria absurdo fazermos isso. Inclusive tem jogador que veio, como dois do Corinthians, com salários pagos pelo time de origem. Quanto ao Wellington Nem é uma conversa mais morna. Mass se confirmar o Lucca, pensamos em trazer mais um meia, desde que a Ponte possa arcar com custos.

Jogadores e Marketing

Quando se traz grandes jogadores, como Lucca e Dedé, isso deixa torcida empolgada e esperançosa de campanhas melhores, podemos melhorar marketing e arrecadação. Nosso Marketing quer sair de uma arrecadação de 2,5 milhões, 3 milhões, para chegar em 8 milhões. Em breve o departamento deverá vir a público para detalhar ações. A Ponte busca recursos porque situação é caótica, o clube necessita hoje algo na ordem de 20 milhões pra se colocar de maneira correta .

Venda de Ivan

Dificilmente vamos obter lucro financeiro com a venda do Ivan. Apesar dos direitos pertencerem à Ponte, o clube contratou mútuos tendo como garantia a venda do Ivan, na ordem de 10, 12 milhões de reais. Então dificilmente vai obter lucro, mas de qualquer forma, oficialmente, até a tarde de hoje não fui procurado pela diretoria do Corinthians para negociar o atleta.

 

Moisés

Ceder o Moisés em troca de jogadores é algo que está descartado, mesmo porque nosso elenco está praticamente pronto. Quanto a empréstimo ou venda, a Ponte precisa de dinheiro (apesar de o percentual a ser recebido por ele também ser pequeno), mas ninguém procurou a Ponte atrás do jogador. Se for procurado, aí falaremos abertamente o que existe. Agora, se empresários conversam entre si sobre tirar o Moisés da Ponte, é tudo especulação. Reitero que, se houver proposta e for bom apara a Ponte Preta, aí pode haver negociação e divulgaremos.

O que esperar do time?

Muita garra e uma busca incessante por resultado, por vitórias contra qualquer equipe. Estamos montando uma equipe que seja a cara do pontepretano, vá pra campo e mostre toda vibração e transpiração, isso é que vamos cobrar. Claro que só saberemos se a equipe é boa jogo a jogo, o que está no papel pode até não dar certo, mas esperamos o melhor e pedimos ao torcedor que acredite, pois no meu mandato qualquer equipe montada vai suar e honrar as cores da Ponte Preta.

Qual a maior dificuldade enfrentada pela nova gestão?

A falta de credibilidade. Não é de ontem, é dos últimos 15 anos, mas estamos trabalhando para resgatá-la com fornecedores, torcedores, dirigentes de outros clubes, federações. A Ponte já está mostrando seu gigantismo desde 1º de janeiro. Tenho certeza que quem esteve aqui recentemente também lutou por isso, mas agora essa luta é a cada minuto, e não só minha – que falo de ponte das 5 da manhã à meia-noite – mas dos meus diretores também. Diretor meu não virá aqui pegar ingresso e camisa de graça, terá que pagar por isso ou devolve a carteirinha de diretor. Nossa credibilidade está arranhada, mas em um futuro muito próximo será reestabelecida.

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