Presidente de honra Carnielli vai ao Majestoso e fala sobre Jorginho, o time e muito mais

 

O presidente de honra Sérgio Carnielli esteve nesta tarde no Majestoso, para cumprimentar o técnico Jorginho e acompanhar de perto o treinamento da equipe. A pedido dos repórteres presentes, Carnielli concedeu entrevista coletiva na qual abordou diversos assuntos. Confira os principais trechos da entrevista.

 

Jorginho

 

“Todos nós conhecemos o Jorginho de longa data. É um atleta campeão do mundo e veio para nos ajudar. Acho que o Jorginho para a Ponte Preta veio muito animado, a equipe está muito animada e creio que ele que vai fazer um grande trabalho. Nós confiamos muito nele”.

 

Na parte de baixo da tabela

 

“Ninguém quer ficar na zona rebaixamento. A nossa equipe tem jogado com altos e baixos, e lógico que tem que arrumar a casa. Acho que a chegada do treinador vai conseguir fazer isso. Equipe nós temos, já demonstramos, nosso plantel é bom. Mas precisamos atuar bem nos jogos, jogar futebol dentro de campo e ir somando pontos. Acredito muito que nas próximas partidas o time deve reagir e deve jogar o que ele já vinha jogando no Campeonato Paulista para a gente somar os pontos que precisamos”.

 

Responsabilidade financeira

 

“A Ponte não faz loucura, é um clube que sanou suas dívidas. A Ponte Preta hoje não deve pra ninguém, paga salário em dia e não vai fazer nenhuma loucura, porque é difícil… Já passamos por momentos muito difíceis pelos problemas financeiros. Esse já é o segundo ano em que a Ponte não precisa de injeção de dinheiro e está vivendo de seus recursos, e isso é muito bom. Então, não podemos fazer loucuras. Claro que se precisar gastar um pouco mais de dinheiro, vamos atrás dos patrocinadores e tentar alguma composição para trazer, não vamos parar. É possível, sim, pagar até um pouco mais por jogadores do mercado desde que agente consiga algum patrocínio”.

 

Márcio Della Volpe

 

“Eu só estou assessorando o meu amigo Márcio. Ele é o presidente e eu faço o assessoramento para ele. É ele quem dirige a Ponte hoje e está dirigindo muito bem, fazendo um belo trabalho. Acho que o Márcio para Ponte Preta é a grande revelação desses últimos anos. Ele conta com o meu apoio o tempo todo, mas ele é que é o presidente e comanda”.

 

Volta?

 

“Não só tenho a intenção de voltar à presidência, como não quero ser punido injustamente. Eu não posso ser punido pelo que ocorreu. Na verdade não nem a questão de voltar em si que me incomoda, é questão de não ter essa punição injusta. Estou brigando para que haja uma reversão desse caso”.

 

Qual o problema do time?

 

 

“É difícil analisar. Quando o time vem jogando bem e de repente pára de jogar podem ser tantas coisas que, se eu soubesse com certeza, já teria corrigido. Você não consegue em uma simples análise falar ‘não está jogando bem por isso ou por aquilo’. Isso ocorre com todos os clubes. Você no Campeonato Brasileiro, hoje, tem alguns clubes com muito mais potencial do que a Ponte Preta e que também não estão conseguindo resultados. É normal esse sobe e desce. Dessa vez nos descemos, mas acho que vamos subir rapidinho”

 

Copa Total Sul Americana

 

“Qualquer campeonato que se disputa hoje nas elites é difícil. A Sul Americana tem grandes clubes brasileiros e do exterior, e todos eles estão querendo chegar lá. A Ponte Preta não é diferente. Vamos brigar e quando entramos em uma disputa é para chegar. Eu credito muito que, passando essa segunda fase, a Ponte vai se reencontrar e até conseguir brigar pelo titulo da Sul Americana”.

 

O artilheiro do Brasil

 

“O William é um jogador exemplar. Já passou uma vez por aqui pela Ponte Preta e é um artilheiro nato, que vem fazendo os gols. É o ídolo hoje do clube e acho que ele vai ser o artilheiro do campeonato e do ano. Isso é uma grande força para nós, que queremos contar com ele para os dois campeonatos que estamos disputando”.

 

A classificação para a fase internacional da Sul Americana

 

“Eu fiquei contente, lógico. Se classificar para uma disputa internacional inédita para a Ponte Preta eu acho magnífico, mas eu tenho meus temores também. Eu acho que disputar dois campeonatos é uma coisa muito difícil. No ano passado o Palmeiras disputou dois campeonatos e foi muito bem em um o não em outro, e eu não queria que isso ocorresse com a Ponte Preta. Acho que a Ponte tem que pensar muito nisso e ter os pés no chão. Queremos jogar os dois, mas acho que a Ponte tem que privilegiar o Brasileiro, porque aqui é a nossa casa. A Sul Americana, se não for dessa vez, teremos outras oportunidades, mas o brasileiro é importantíssimo para nós”.

 

Novas ajudas financeiras à Ponte?

 

“Isso vai depender do nosso presidente. Ele é quem vai me dizer se precisa de alguma coisa. Não tenha dúvida que eu sempre ajudei a Ponte e já faz dois anos que eu não estou ajudando porque não há a necessidade. Se precisar de alguma coisa ela pode contra comigo também, mas não é esse o objetivo da Ponte Preta. Ela tem que andar com os próprios pés e não pode ficar emprestando dinheiro e fazer dívidas. Mas é claro que não é por falta de algum valor que vamos deixar a Ponte Preta no pior. No que precisar pode contar comigo”.

 

Carimbando o passaporte

 

“Devo ir para Colômbia claro. Viajar com o clube juntamente com o Márcio. Não é certeza, precisa ver se ele vai deixar eu ir porque dois presidentes na mesma delegação é um problema (rs). Mas claro que tenho vontade de ir”.

 

Oposicionismo

 

“A postura da oposição é normal. Hoje tem diretores, tem opositores e gente que quer assumir a Ponte Preta com outras intenções. Eu acho que a intenção hoje minha e da nossa diretoria é a mais leal possível para o clube. A nossa função aqui é para organizar e trabalhar. Acho que tem muita gente querendo entrar na Ponte Preta com outras intenções. Pelo o que eu vejo ai na oposição, qualificado para dirigir a Ponte Preta é difícil encontrar, ao menos nessa oposição que está ai. Não acredito que possam vir aqui e fazer algum trabalho melhor do que o nosso, não. Nós estamos ajudando a Ponte e eles poderiam atrapalhar”.

 

Eleições

 

“Eu não penso em disputar a próxima eleição não, ainda está muito longe e eu não tenho a mínima preocupação com isso. Eu trabalhei muito na Ponte já, eu viajei o Brasil todo na Série B com a Ponte Preta. Fui em campeonato em 97 que não perdemos um jogo se quer. Larguei a família, larguei meus negócios para acompanhar a Ponte Preta. Eu já dei a minha contribuição e hoje estou satisfeito. Mesmo estando aqui apoiando a diretoria, eu não tenho preocupação em voltar. O importante é que a Ponte Preta esteja bem dirigida e que o esforço da diretoria não pare. O clube precisa contar com a sua diretoria e com seus parceiros e acho que isso está muito bem servido. Então, se o Carnielli voltar ou não voltar, eu não me sinto afastado e nem fora da Ponte Preta. Se eu visse problemas na diretoria, sim, mas não estou tendo nenhum problema e estou satisfeito com o que está ocorrendo com a direção do Márcio Della Volpe. Estou contente com o que ele vem fazendo na Ponte e isso é o que interessa”.

 

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