Logística e Estatística: coordenador operacional da Ponte Rafael Zucon fala sobre o trabalho de deslocamento da equipe – que viaja para Natal ainda neste domingo – e Laércio Venditti, estatístico da equipe, faz projeção sobre a briga para o acesso à Série A

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A equipe da Ponte Preta não se prepara só dentro das quatro linhas. Fora delas o trabalho tem que estar extremamente alinhado para que tudo saia da melhor maneira possível e atletas e comissão consigam representar a Macaca muito bem. Ainda mais nessa sequência de jogos no mês de setembro e com uma semana como esta, em que houve jogo na noite de sexta-feira, no Mato Grosso, e na qual nova partida está marcada para terça (16) no Rio Grande do Norte: a Macaca chegou ontem de Lucas do Rio Verde e já nesta noite embarca para Natal.

“Não fomos privilegiados pela tabela, porque nesse sequencia de setembro, onde há sete partidas toda terça e finais de semana, acabamos com duas viagens tão longas assim. Ainda mais com as dificuldades de voos que tínhamos no estado do Mato Grosso, para poder fazer a sequência para Natal-RN. No retorno do jogo contra o Luverdense, obrigatoriamente tínhamos que passar por Campinas, em virtude da companhia aérea que utilizamos. Então o melhor foi mesmo voltarmos para casa após a partida de sexta, dormir em casa com a família e hoje já seguir para Natal pro jogo contra o ABC”, explica Rafael Zucon, Coordenador Operacional alvinegro, que ressalta a importância de viajar com um tempo maior entre as partidas.

“Obviamente o fato de irmos dois dias antes do confronto é um expediente importante para que o atleta possa se acostumar ao clima local, possa treinar onde vai jogar e assim estar melhor adaptado na hora do jogo”, explica Zucon, que também viaja com a equipe na noite deste domingo para Natal-RN após treinamento no período da tarde, em Campinas.

O coordenador também fala sobre o fato de a partida de terça-feira ter tido seu local alterado. “Tivemos a mudança do estádio Frasqueirão para a Arena das Dunas, onde ganhamos do América-RN. Um estádio que nos traz uma excelente recordação. A torcida fica mais distante, o gramado é maior e um pouco melhor, e acho que uma mudança foi benéfica, sim. Torço para que consigamos aproveitá-la”, diz.

Estatísticas

Já quando o assunto são números, a Ponte também tem ao seu dispor o trabalho do matemático e estatístico Laércio Venditti, que abastece a comissão técnica e os atletas com análises sobre o campeonato e devidas obrigações da equipe dentro da competição. Após esse início de segundo turno, o professor projeta seis clubes brigando pelas quatro vagas à Série A.

“Eu acho que desde o inicio do Campeonato nós tínhamos algumas equipes que eram candidatas fortíssimas. Acho que destas que estão liderando, só o Avaí começou em um crescente grande, e com certeza o ritmo destas equipes é muito forte agora. Como nós sabemos, é muito complicado manter esse ritmo sempre. Isso até constitui para nós uma coisa fora de controle. Perder muito e ganhar muito é fora de controle”, afirma Venditti, que acredita em uma disputa equilibrada pelo acesso e não vê, entre as seis equipes que lideram, favoritas às quatro vagas.

“A briga pelas quatro vagas será até o final. Eu acredito que das seis primeiras equipes saem os classificados. E não coloco o Vasco como já classificado, mesmo com todo o investimento que tem. Acho que qualquer uma das seis equipes pode alcançar essa vaga. O que nós precisamos lembrar é que o G4 não é muro alto. É uma linha só que temos que ultrapassar. Se fizermos do G4 esse muro alto, que não conseguimos passar, aí será muito difícil de chegarmos”, ressalta.

O professor diz o que a Macaca tem que fazer para alcançar o objetivo. “Temos que por os pés no chão e focar no nosso objetivo que é voltar à Série A. E para isso com mais 27 pontos eu acredito que estaríamos classificados hoje”, completa.

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