Ponte treina nessa sexta (2) e Wendel, ainda sentido com acidente da Chapecoense, expõe tristeza e busca ânimo para última partida de 2016

 

Foto: PontePress/FábioLeoni

 

O sentimento de tristeza por conta do acidente que vitimou 71 pessoas, incluindo a delegação da Chapecoense, nessa semana, ainda permanece. Paralelo a isso, as equipes ainda se prepararam para entrar em campo por mais um jogo pelo Campeonato Brasileiro da Série A. O elenco da Ponte realiza mais um treinamento na manhã desta sexta-feira (2), visando o jogo contra o Coritiba, no dia 11 de novembro, mas o assunto não podia ser outro.

 

“É triste. Indo um pouquinho mais longe, eu sou natural de Mariana e lá tivemos uma tragédia ecológica. São situações de muita tristeza, que envolve amigos, parentes, famílias. Joguei com dois atletas: o Cléber Santana em 2006 pelo Santos, quando fomos campeões paulista e ele foi um dos melhores jogadores do campeonato e joguei com o Ananias no Sport, em 2014, quando fomos campeões pernambucanos e da Copa do Nordeste. Conheço o filho do Cléber e é complicado até de encontrar palavras. Eu que tenho filhos, esposa, não sabemos o que dizer nesse momento. Só desejar força para as famílias de todos que estavam presentes no vôo”, diz o volante, que se emocionou com as homenagens que foram feitas.

 

“Eu fiquei surpreso. Tenho 34 anos e nunca tinha visto um ato como o de quarta-feira (30) do Atlético Nacional e o da Arena Condá. Eu nunca tinha visto tanta televisão e busquei tanta notícia como foi nesses dias. Tristeza total. Aqueles que puderem ajudar, assim como foi feito na minha cidade de Mariana, na ocasião, contribuem, enviem mensagens. O pouco nesse momento é muito. Não existe camisa, escudo, o pensamento é só na Chapecoense, na cidade e nessas famílias que estão vivendo e passando por isso”, comenta.

 

Wendel conta como está sendo a rotina de trabalhos após o acidente aéreo do time catarinense. “É complicado. Fizemos as nossas orações, como os outros clubes também. Cada um com sua crença, com sua religião. Temos mais um jogo e é difícil concentrar. A comissão técnica e a diretoria estão tentando fazer o máximo em relação a isso, passando informações, buscando tudo com a CBF e treinaremos até sexta que vem. Infelizmente, desculpe a palavra, temos mais um jogo pelo Campeonato Brasileiro”, relata o meio-campista, que não esconde que é contra a realização da última rodada da competição.

 

“Eu particularmente não gostaria. Estou no meio do futebol há 22 anos, pois comecei no Cruzeiro aos 12, fazendo o que mais gosto, que é essa paixão nacional de todo brasileiro. Eu não gostaria de atuar. Infelizmente. Mas tem outras coisas acima disso. O Internacional brigando pelo rebaixamento, outras equipes brigando pela Libertadores, nós pela Sul-Americana. A CBF acertou em estender o campeonato até o dia 11 e é respeitar, acatar, jogar essa última rodada com o coração apertado, partido e fazer as homenagens que devem ser feitas”, diz o atleta, que acrescenta.

 

“Após isso, entrar de férias para iniciar o ano que vem, com o pensamento de que as outras equipes possam ajudar a Chapecoense se estruturar novamente emprestando jogadores. Tudo que for feito em prol da Chapecoense é válido, até mesmo com a hipótese de nos próximos campeonatos não ter a possibilidade de rebaixamento. Vamos fazer a nossa parte porque é um momento de luto e muito difícil”, reforça Wendel, que quer ver o time lutando ainda mais contra o Coritiba.

 

“Vamos jogar em busca de fazer a maior campanha da história da Ponte em todos os tempos em pontos corridos e de uma forma ou de outra, lembrar os amigos que perderam a vida nessa tragédia”, completa. 

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