Macaca enfrenta Inter na manhã deste domingo (24) e técnico Eduardo Baptista quer atenção total e ressalta: a Ponte não reabilita ninguém

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PontePress/FábioLeoni

A Ponte Preta entra em campo às 11 horas da manhã deste domingo diante do Internacional e quer mais uma vitória diante da torcida, para se manter na luta por uma vaga no G4 e engrenar uma nova boa sequência de bons resultados. O adversário perdeu os últimos cinco jogos pelo Brasileirão e está na décima-primeira posição, a três pontos da Ponte (sérima colocada) e esta pequena diferença já mostra que não deve ser subestimado por estar em uma sequência ruim.

“O Inter hoje é um time que vem machucado, que vem ferido, querendo dar uma resposta, está pressionado lá em Porto Alegre. E a gente tem que ver o Internacional como o Inter de 40 dias atrás: líder da competição, com um ataque positivo, uma defesa sólida. É esse o Internacional que a gente tem que enxergar e estudar, tem que ter atenção pra buscar  a vitória sem menosprezar o adversário. Talvez possamos aproveitar esse momento de nervosismo, mas com imposição, com concentração pra que a gente possa buscar a vitória que nos interessa”, alerta o técnico Eduardo Baptista.

Ele reitera que o oponente tem que ser encarado com toda a atenção. “Repito, é a mesma equipe que era líder, com jogadores de talento, com jogadores de seleção, tanto é que foram dois para a Olímpica. E tem o Valdívia como suplente, o Sasha que vem de um bom campeonato, o Vitinho, o Paulão, o Fernando Bob, o próprio Anselmo fez um grande brasileiro ano passado. É um grande time, mas se eles tiverem que se recuperar, a gente torce para eles mais pra frente, porque agora é a hora de Ponte Preta.”

O treinador, inclusive, refuta a ideia de uma Macaca “Robin Hood”, que “ajuda” a reabilitar equipes que vem de sequências tuins.” Não tem essa de reabilitar adversário, a Ponte não reabilita ninguém. A Ponte joga pra ganhar e ou vence, ou empata ou perde, ponto final. Quando pegamos o Sport ele  vinha de um momento tão difícil quanto e a Ponte fez uma grande partida. A diferença desses jogos é que o adversário vem com o ‘matar ou morrer’, no bom sentido, vem com sangue nos olhos”, diz.

Portanto, acrescenta, é preciso não bobear. “A gente tem que ter atenção com esses jogos, é a concentração total, você não pode entrar menos concentrado, você não pode querer menos  que seu adversário. Com isso você tem que entrar com uma imposição maior, com uma concentração maior,  mostrar que nós precisamos mais. Neste sentido, envolve muito mais essa parte psicológica do que propriamente a parte tática”, explica.

O treinador não adianta a formação do time nem os nomes que estarão em campo, mas não descarta a possibilidade de atuar novamente com o sistema de três volantes. “É possível, o Maicon tem uma característica de  jogador moderno, é um volante sem a bola, mas quando a gente tem a bola, tem a posse, ele se apresenta bem a frente, tanto que no jogo contra o Santos a maioria das chances de gol da Ponte ele estava presente ou dando passe ou finalizando. Então hoje a Ponte Preta tem uma gama grande de situações para a gente usar”, pontua.

Em recuperação, Thiago Galhardo é dúvida. “Na sexta  ele fez um treino forte, vamos esperar para ver como é a resposta da musculatura dele, mas não vamos fazer loucura, não vamos dar um passo a mais. Esperamos até agora e se tiver que esperar mais, a gente espera”, garante, lembrando que Pottker está suspenso e que o atacante Roger pode ter nova chance logo mais.

“O Roger entrou bem contra o Sport, deu uma assistência, participou de algumas situações boa contra o Santos, fez o gol e a gente sentia a pressão que ele mesmo estava criando dentro da cabeça dele. Como marcou, está aliviado e é uma forte opção de entrar jogando, é o nosso preferido pelo momento em que ele vive. O importante é sentir os atletas e não dar um passo maior que a perna, pois a gente tem um campeonato longo pela frente e semana que vem tem Copa do Brasil”, pontua.

Sobre o fato de a partida ser às 11 horas, o técnico afirma que o horário não incomoda, pelo contrário. “Tem alguns detalhes quanto à alimentação diferente, mas eu gosto o jogo às 11 horas, ele traz um público diferente: você vê criança, vê mulher nos estádios, estádio cheio e a gente gosta de jogar com o estádio cheio. Acho que a temperatura hoje possibilita um bom jogo, o que talvez mais lá na frente, em setembro ou outubro, já mude e gere um desgaste maior pelo sol e pelo calor, mas eu vejo com bons olhos.”

Os ingressos para a partida de logo mais custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) em todo o estádio à exceção das vitalícias, que são R$ 60/R$ 30. As bilheterias permanecem abertas até o final do primeiro tempo. O confronto terá transmissão das rádios Mas 870, 1170 e FM 99,1.

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