Kleina avalia revés da Ponte contra o Palmeiras e alerta contra arbitragem polêmica, que para o técnico, desestabilizou a equipe; Ponte faz representação contra o juiz à CBF nesta terça (27)

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PontePress/FábioLeoni

Uma partida na qual a Ponte teve falhas, mas na qual os erros de arbitragem foram capitais e influenciaram o resultado final de 2 a 1 para o adversário. Esta é a avaliação do técnico Gilson Kleina. “Entendo que temos a nossa parcela, até conversei com os atletas que propiciamos o jogo do adversário acontecer. Erramos em uma estratégia, vejo que o adversário fez bolas em profundidade, adiantavam a marcação para aproveitar a situação e tiveram êxito, ainda que não tenha visto uma equipe que tentou propor o jogo. Porém apenas pra destacar um dado que me chama atenção: foram 23 minutos de bola parada no segundo tempo. Não teve jogo e o árbitro deu quatro minutos e acréscimoe mais um depois. Temos que assumir nossa parcela de culpa, mas a arbitragem conseguiu irritar a todos e desestabilizou a nossa equipe”, reforça.

O treinador revela ainda que o mesmo árbitro da partida contra o Palmeiras, Wágner Reway, já havia prejudicado a Ponte em outra oportunidade. “Falamos com nosso presidente, porque isso não pode acontecer mais. Esse mesmo árbitro já nos prejudicou em 2012, em Ponte Preta x Flamengo. Vágner Love bateu uma falta, a bola não bateu em ninguém e ele deu escanteio. Na cobrança, eles fizeram o gol de empate. Era ele na arbitragem”, conta o técnico, que reclama.

“Hoje o treinador não pode falar, não pode ter comunicação, eles trabalham com cinco pessoas monitorando. Como é que eles têm todas as informações, e conseguem errar tanto desse jeito? Me diga o por que da expulsão do Rodrigo? Por que o cartão para o Lucca? A bola que triscou na mão do Sheik. Perco o jogo e três jogadores para a próxima partida, com  expulsão do Cajá. Tem que ser feito um debate. Treinador hoje é engessado na beira do gramado. Jogador não pode falar nada. Eles só relatam o que falamos para eles, mas eles não são educados com a gente também. Tinha que ter uma gravador, para ver o que eles falam para nós”, desabafa.

O treinador também avalia o desempenho da equipe e as escolhas em termos táticos e técnicos, que fez para tentar ser superior ao rival paulista. “Nós empatamos o jogo e tomamos o segundo gol nos acréscimos do primeiro tempo. Os ajustes iriam ser feitos, até pelo que estávamos conversando. Aquele segundo gol não estava no planejamento. Não simplificamos e viemos para o vestiário com revés. No segundo tempo tentamos ter um pouco mais de controle. O Palmeiras baixava as linhas, e queria antecipar essa bola. Fizemos com que o Léo Artur, que é um homem de passe, também chegasse ao ataque, tanto que o Sheik enfiou uma bola para ele, em uma chance de ouro.”

O técnico afirma que a Macaca então começou a criar jogadas, mas não conseguiu ser efetivas “O Cuca fez o que muitos estão fazendo, que é uma dobra em cima do Nino, colocou um zagueiro de lateral, porque sabia que a nossa passagem pelo lado direto é muito forte. Tentamos uma situação com o Claudinho, depois com o Léo, colocamos o garoto Saraiva, que tem o 1 para 1 muito forte. Terminamos com quatro atacantes. Não tivemos muita criação. Defensivamente marcamos bem, mas ofensivamente a bola não entrou como esperávamos. Mas a equipe teve postura, foi aguerria, competiu, merecia o empate pelo que buscou e tivemos que nos expor para igualar o marcador”, acredita.

Mais do que o resultado, Kleina lamentou a perda de atletas, que acabaram suspensos, além da invencibilidade no Majestoso. “A consequência é a perda dos jogadores. A derrota faz parte do jogo. Claro que não queremos, por ser do lado do nosso torcedor. Os jogadores saem extenuados, sentem a derrota e isso é um sentimento importante, porque aí você vai querer ser vencedor na próxima”, pondera o técnico, que finaliza: “Que possamos focar na Sulamericana, conversar com eles e trabalhar para o jogo contra o Sol de América, fazer algum tipo de vantagem para o segundo jogo e na sexta-feira pensar no Avaí.”

Representação

A Ponte entra nesta terça com um representação oficial na Confederação brasileira de Futebol (CBF) na qual demonstra todos os equívocos de arbitragem, inclusive com o apoio de imagens, e destaca que os equívocos foram flagrantes e claros, demonstrando falta de capacidade técnica para apitar uma partida de futebol, além de ressaltar que não foi a primeira vez que as falhas do juiz Reway prejudicaram a equipe de Campinas. Desta forma, a Macaca solicita a CBF que o juiz não seja mais escalado para jogos da Ponte Preta nem colocado em sorteios para definição de arbitragem das partidas disputadas pelo time. 

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