Ponte ganha ação movida por Wilker e atleta terá que pagar R$ 2,34 milhões para atuar em qualquer outro time

Atacante mentiu dizendo que foi enganado para assinar contrato em branco e não recebia salários; Justiça deu ganho de causa para a equipe

A mentira tem um custo alto. No caso do atacante Wilker Balotelli, jogador que abandonou o emprego e foi a alguns órgãos de imprensa dizer que havia sido enganado para assinar um contrato em branco com a Ponte, o valor é de R$ 2,34 milhões de reais. O jovem atleta entrou na Justiça do Trabalho alegando não ter recebido salários e pleiteando a rescisão do contrato –  que foi assinado em 2011 (as supostas denúncias do jogador só vieram a público em maio de 2013, junto a suposto interesse de outros times pelo atleta, que desejava a própria liberação sem custos da Macaca).

“A Ponte Preta provou que o jogador recebeu em dia todos os salários devidos até o momento em que abandonou os treinos, em novembro do ano passado, após cumprir período de férias.  A Justiça deu ganho de causa à Ponte e determinou a rescisão do contrato por justa causa, determinando ainda que, caso o jogador queira voltar a atuar por outro time, precisará pagar R$ 2,34 milhões, ou seja, o valor que era previsto como multa para rompimento de contrato e transferência para outra equipe no mercado nacional”, diz o advogado pontepretano João Felipe Artioli.

O juiz diz ainda na sentença que as alegações iniciais de Wilker “beiram à má-fé” e rescinde o contrato entre as partes por entender que Wilker o descumpriu por abandono de emprego. Deixa claro que Wilker está livre para atuar por outro time, no entanto para que isso ocorra o terá de recolher a multa à Ponte Preta (a equipe que o contratar, inclusive, tornar-se-á devedora solidária). A sentença é de primeira instância e ambas partes podem entrar com recurso.

Um fato relevante é que, apesar de ter dito na mídia que assinou contrato em branco, o atleta sequer formalizou a acusação na ação que moveu, o que leva a crer que nem ele mesmo acreditava na falsa denúncia. “É impossível que qualquer jogador nos dias de hoje assine um contrato em branco, já que atualmente o contrato é feito on line em um sistema da Confederação Brasileira de Futebol que não aceita a existência de campos não-preenchidos e, só depois de feito on line, é impresso para a assinatura do atleta”, pontua Artioli.

Vale lembrar que o zagueiro Cléber, quando quis romper contrato com a Macaca, também fez alegação semelhante e foi desmentido via imprensa por representantes da própria CBF, que confirmaram ser impossível assinar um contrato de trabalho em branco com uma equipe de futebol.

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