Ponte enfrenta Flamengo na noite desta quarta-feira (7) e Eduardo Baptista vê time cada vez mais preparado para alcançar objetivos no Brasileirão

 

Foto: PontePress/FábioLeoni

 

Após quatro jogos, em que a Ponte venceu dois jogos em casa (Figueirense e Corinthians) e empatou outros dois longe de seus domínios (Palmeiras e Atlético Mineiro), sendo um pela Copa do Brasil, a Macaca faz mais uma partida pelo Campeonato Brasileiro Série A na noite desta quarta-feira (7). A equipe enfrenta o Flamengo/RJ, pela 23ª Rodada da competição, às 21h45, em Cariacica/ES. E o confronto promete ser equilibrado. Enquanto o Flamengo ocupa a vice-liderança com 40 pontos ganhos, a Alvinegra está na 7ª posição com 34 pontos somados. E se, passar invicta por três grandes forças, em um intervalo de seis dias, ter um tempo a mais para se recuperar após estes confrontos pode ser interessante ao time de Campinas. É o que acredita também o técnico Eduardo Baptista.

 

“Trabalhamos bastante nestes dez dias. Os atletas necessitavam de uma recuperação, conseguimos fazer isso bem e estamos completos, da forma como queríamos. Treinamos o que precisávamos melhorar, aperfeiçoando outras, mas o principal é manter o foco. Saber que estamos bem hoje é porque encaramos com seriedade todos os desafios, respeitamos os adversários, mas também nos impusemos e é esse o próximo passo. Sabemos que contra o Flamengo será um jogo duríssimo. É uma equipe em ascensão, mas nós também estamos fortes. Temos que ter a humildade de marcá-los e ter a personalidade de jogar quando tivermos a bola”, avalia Eduardo, que fala mais sobre o quanto valeu a parada entre o jogo conta o Corinthians e o confronto desta noite.

 

“Nós tivemos semanas muito tensas. O Campeonato Brasileiro tem uma exigência psicológica pesada e acho que a folga deu para eles zerarem isso. Nós trabalhamos algumas coisas pontuais com a equipe que já vinha jogando e demos atenção maior para os que não vêm atuando. O principal disso foi treinar todos em uma mesma medida, para que todos chegassem em um nível muito igual. Conseguimos dar ritmos à aqueles que não estão jogando e voltando do departamento médico e demos uma continuidade ao trabalho dos demais”, explica.

 

Sobre o adversário da noite, o técnico faz uma análise do que estudou e o que espera dos seus comandados. “O Flamengo tem um conjunto muito forte. É um time talvez hoje que propõe o jogo com a bola no chão os 90 minutos. Dificilmente você vai ver o Flamengo fazendo alguma bola longa. Eles tentam entrar por dentro, sempre com o Diego entre as duas linhas tentando receber essa bola. Os dois extremas de beirada vem por dentro e é um time muito qualificado nesse sentido. Temos que estar bem atentos, porque ao mesmo tempo que eles fazem essa bola por dentro, eles podem vir pelos lados, então temos que encurtar. Trabalhamos bastante isso. Mas também focamos na Ponte Preta jogando, explorando situações em que acreditamos que podemos levar vantagem e queria que todo jogo nós tivéssemos esse tempo para treinar. Espero que tenhamos ensaiado bem e que façamos um grande jogo”, ressalta o treinador, que valoriza a competitividade dentro do seu elenco.

 

“É um grupo sadio. Estamos tentando fazer tudo com muito critério e justiça. E aquele jogador que não está escalado sabe que tem que esperar pelo seu melhor momento. E aquele que já está entre os onze, sabe que tem que trabalhar mais porque tem gente boa atrás. Tentamos conduzir da melhor maneira, olhando a performance de cada um e quem vai ganhar é a Ponte Preta. Temos um time forte, com boas opções de banco”, destaca Eduardo, que acrescenta.

 

“Aqui não tem vaidade. Todos eles sabem que a comissão técnica tem muito critério para escalar o time e vai entrar quem estiver em um melhor momento. A briga é sadia e dentro do campo conseguimos ver. Fora nos temos lideranças importantíssimas dentro do nosso vestiário, que mantém esse clima bom e tem levado isso adiante. As famílias estão juntas com os jogadores e quando se atinge um nível desses a perspectiva de resultados é boa. Os atletas têm protegido esse ambiente”, comemora.

 

Ainda sobre os jogadores que comanda, Eduardo reforça o quanto são atletas comprometidos e enfrentam em pé de igualdade elencos badalados. “Temos jogadores que dentro do campo não tem medo de nada. Vai errar, vai acertar, mas sempre lutando. Tentamos suprir a diferença financeira em relação às outras equipes com isso. Sabemos que é difícil, vamos enfrentar mais uma grande equipe, que investiu pesado. Talvez o Diego pague a folha salarial da Ponte, mas dentro de campo são onze contra onze. Se tiver organização e imposição, no campo nós conseguimos igualar”, confia o técnico, que vai fazer a partida de número 27 no comando da Macaca e espera evoluir ainda mais ao longo do restante da temporada.

 

“A Ponte Preta vem o campeonato inteiro brigando na faixa de cima. Temos que continuar. É possível, mas sempre com os pés no chão. Esse respaldo de termos o elenco todo é importante, conta no final e vamos para outra maratona de jogos de quarta e domingo. O elenco vai ser importante. Pelo que temos trabalhado, pelo grupo que é a Ponte Preta, acreditamos e vamos buscar. Temos etapas a serem cumpridas. O G4 é só em dezembro, está muito longe. Temos a meta dos 46 pontos a ser cumprida, a segunda etapa é fazer uma campanha melhor do que a Ponte fez ano passado e vamos andando. Quando mais cedo batermos essas etapas, maior vai ser a nossa fé”, completa.

 

Quem não estiver em Cariciaca, pode acompanhar a partida da Macaca pelo Premiere FC ou pelas rádios esportivas de Campinas – FM 99,1 e AMs 870 e 1170, e pelas webrádios PonteNews e Macacada Reunida.

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