Polícia libera estádio, mas não encaminha laudo à FPF e, por isso, jogo da estreia será em Americana; presidente alvinegro protesta contra ação da PM

Della Volpe já havia conseguido sinalização da FPF e do MP, mas PM simplesmente não enviou o laudo que, segundo a própria tenente que esteve no estádio hoje, seria enviado pela manhã.

"A Polícia Militar não quer mais jogo de futebol na cidade de Campinas, é só isso que eu posso pensar. É uma situação lamentável, absurda", desabafou há instantes o presidente Márcio Della Volpe, quando recebeu a notícia de que a partida de estreia da Ponte Preta será em Americana simplesmente porque a Polícia Militar não encaminhou o laudo que emitiu na manhã desta sexta liberando o estádio à FPF, conforme havia prometido inclusive em entrevista a repórteres a tenente Viviane Santana, que esteve no Majestoso hoje liberando o Moisés Lucarelli com um dia de atraso.

Recapitulando o caso, a Polícia Militar havia liberado informalmente o estádio na semana passada, dizendo que uma visita seria feita na quinta (17) de manhã para emissão do laudo final. Na manhã de quinta, porém, em virtude de uma ação de reintegração de posse da PM, nenhum integrante da Polícia pôde ir ao estádio. À tarde, um oficial esteve presente, mas foi informado quando já emitia a liberação de que deveria retornar na manhã seguinte acompanhado de outros oficiais.

Como faltavam 72 horas para o jogo e o estádio não estava liberado, o MP estadual determinou que FPF mudasse o jogo para o estádio Décio Vitta em respeito ao Estatuto do Torcedor. Hoje pela manhã, a PM esteve no estádio, deu a liberação para a partida de domingo e disse que o laudo seria enviado para São Paulo, possivelmente ainda no período da manhã.

O presidente Márcio Della Volpe esteve o dia inteiro de hoje em São Paulo, conversando com o promotor do MP e a Federação Paulista, que indicaram que a partida poderia, sim, ser transferida de volta ao Majestoso desde que a Polícia enviasse o documento, o que não ocorreu até às 18 horas – prazo máximo para a mudança.

"O próprio coronel Suita, da FPF, ligou diversas vezes para o comando do interior na minha frente e disseram a ele que estavam mandando, mas esse e-mail nunca chegou. Às 18 horas, o coronel nos disse que infelizmente não havia mais o que fazer. Não dá para entender: qual a dificuldade de se mandar um e-mail?", desabafa o dirigente.

"Queremos deixar claro para a torcida e a opinião pública que, diferentemente do que alguns chegaram a dizer, não foi uma questão de se deixar tudo para última hora. Uma obra exigida atrasou por causa das chuvas e informalmente a liberação já existia mediante o compromisso assumido de uma última visita, que não ocorreu na data marcada em virtude de um fato inesperado da PM e não da Ponte. Hoje eles estiveram no estádio e liberaram o Moisés para o jogo de domingo, mas simplesmente não enviaram o documento para a federação", enfatiza.

Independentemente disso, ressalta, é importante que a torcida possa ir até Americana apoiar o time e, antes disso, amanhã, venha ao Majestoso. "Convidamos o torcedor a estar presente no estádio neste sábado, a partir das 9h30, quando faremos um treino aberto ao público, com apresentação dos atletas e animação de bateria de escola se samba. A força da torcida é fundamental para a Ponte, sempre foi, e queremos que a equipe sinta essa força e o apoio do torcedor antes mesmo da estreia", finaliza.

Os ingressos para a partida de domingo estarão à venda a partir das 11 horas deste sábado, no Majestoso – R$ 40,00 a inteira; R$ 20,00 a meia entrada. No domingo, os ingressos poderão ser adquiridos tanto no Majestoso quanto no Décio Vitta. Os Torcedores Camisa 10+, com carteirinha atualizada ou não, terão bilheteria para apresentarem a carteira e receberem ingresso. Os novos TC10+ têm até às 17 horas do sábado, amanhã, para pegarem um voucher na sala do TC10+ que será trocado por ingresso em Americana.

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