Para Kleina, Ponte mereceu a vitória no primeiro duelo contra o Santos; treinador foca na Sulamericana agora, mas quer time com a mesma postura na segunda partida das quartas

Foto:PontePress/FábioLeoni

O técnico Gilson Kleina avalia de forma positiva o resultado de 1 a 0 contra o Santos no primeiro jogo das quartas-de-final do Campeonato Paulista. Para o treinador, a Macaca – que agora “muda a chave” e inicia a semana de treinos nesta segunda focada na Sulaericana 2017 – poderia até mesmo ter saído com um placar ainda maior do que o registrado no sábado.

“O comportamento da equipe foi de equilíbrio. No momento em que entendíamos que começamos a oscilar, o Santos começou a criar um pouco de jogada nas saídas de bola, nós fizemos as trocas, muito mais por cansaço. Também não deixamos de fazer a marcação pressão no homem da bola, principalmente porque sabíamos que os Santos faz uma saída de três com o Victor Ferraz e outra com o Renato, e nós tínhamos que impedir essa situação. Acho que por dois momentos na partida nós tivemos a chance de matar o jogo. Fizemos o gol e continuamos tendo as melhores condições de poder ampliar”, diz. O técnico afirma que viu a equipe adversária superior, porém, no final do primeiro tempo.

Kleina também valoriza o elenco, que disputou duas partidas fortes em um intervalo curto de tempo. “Fico feliz que a equipe jogou e teve entrega. Não é fácil fazer o jogo que fizemos contra o Palmeiras e dois dias e meio depois estar de novo na arena, aqui no Majestoso e conquistar mais uma vitória para o nosso torcedor, que mais uma vez foi brilhante e contagiante, deu essa energia que os atletas necessitam”, ressalta o comandante, acrescentando que o ataque pontepretano foi um dos pontos fortes do time.

Kleina também considera um ponto discutível sobre a partida a conduta do árbitro Salim Fende Chavez. “Até falei com o quarto árbitro, de como mudou a postura de comportamento e de critério do primeiro para o segundo tempo. Quando o Bob tomou cartão, eu sabia que eu tinha perdido ele para o segundo jogo. Mas foi um cartão inexistente, eu entendo que teve uma jogada que o jogador do Santos encarou o árbitro e eu sei o que ele falou para o juiz. Essa foi minha indignação”, pontua.

Kleina enfatiza que os critérios tem que ser para os dois lados. “Perdemos um jogador importantíssimo, é claro que confiamos no grupo, mas o Bob tem um passe, uma saída de bola, ainda mais jogando no Pacaembu, que precisamos de atletas com nível técnico mais aflorado e com experiência. Mas vamos trabalhar mais essa semana para que possamos suprir e que possamos trazer a classificação para a próxima fase”, conta o técnico, que acha a vantagem do empate importante, mas não quer que o time se apoie em cima dela.

“O mais importante é uma vantagem. Mas claro que sabemos o que o segundo jogo difere do primeiro. O Santos vai vir para cima, que automaticamente é da identidade da equipe, que joga no campo do adversário. Vamos ter uma marcação encurtada, mas também não abdicar de fazer o que estamos fazendo. Claro que dentro do Pacaembu, e o torcedor da Ponte vai aonde for, mas temos que ser inteligentes lá. Não adiante começar o jogo e querer administrar isso. Aí é chamar o adversário total para dentro do nosso campo. Com a bola no pé vamos ter toda a liberdade, a ousadia, para fazermos um grande jogo. Muda-se o lado emocional, mas não vamos colocar as linhas lá atrás e preparar o time só para se defender. Pois aí estaríamos fadados a não ter o resultado. O importante é ter uma equipe equilibrada, concentrada mentalmente e ver de que maneira vamos armar o time”, reforça.

O treinador também relembra a disputa das quartas-de-final de 2012 com a Macaca, quando no mesmo Pacaembu, eliminou o Corinthians pelo placar de 3 a 2. “Foi um momento marcante. Eliminar o Corinthians, que foi naquele ano campeão da Libertadores e Mundial. Foi impecável o que os jogadores fizeram no Pacaembu. Trouxemos uma classificação espetacular. Mobilizamos muito para aquele jogo, voltamos muito felizes e avançamos em cima de um grande adversário e era um jogo só naquela época. Que possamos repetir esse feito, que tenhamos esses sentimento, mas sabendo que é outro momento, que não podemos sentar em cima da vantagem e nem do passado. Que possamos ter atitude de uma equipe que possa ser merecedora de conquistar e passar para outra fase”, completa.

Sulamericana

Em relação a partida do meio de semana, quando a Macaca estreia na Copa Sulamericana 2017, Kleina diz que vai com tudo o que tiver. “É claro que vamos ver o que diz o Departamento Médico, se há atletas que precisarão ser preservados por questões físicas, pra evitar contusões. Mas no que depender de mim, vamos com força total, vou escalar o que temos de melhor”, finaliza.

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