Paixão pontepretana: torcedores passam a noite na fila para garantir ingresso do dérbi; Gigena vai a treino e apoia o time

Os mil ingressos vendidos para o TC10+ acabaram por volta das 11 horas da manhã

 
Crédito obrigatório para reprodução das fotos:FernandoRodrigues (torcedor que esteve lá)

Paixão tem cor,sim, senhor. Ou melhor, cores: branca e preta. E a paixão alvinegra levou diversos Torcedores Camisa 10+ a acamparem em frente ao Majestoso na noite de quinta para sexta para garantir um dos mil ingressos colocados à venda para o dérbi deste sábado. “Apoiar a Macaquinha até a vitória no clássico vale qualquer sacrifício”, garantiu um dos torcedores que passaram a noite em frente ao Majestoso, resumindo o sentimento dos demais.

A venda começou às 6 horas da manhã de hoje e os primeiros 500 ingressos saíram rapidamente. Por volta das 10 da manhã ainda restavam 100 e tudo transcorria calmamente, com uma espera média de dez minutos para quem chegava. Eram cerca de 11 horas quando todos os mil ingressos destinados aos TC10+ se esgotaram.

Dos demais 500 disponibilizados para o torcedor alvinegro, 370 foram vendidos para as torcidas organizadas e 130, para patrocinadores, funcionários e diretores pontepretanos.

Gigena no treino
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PontePress/ThiagoToledo

Enquanto muitos torcedores ainda compravam ingressos, a Ponte realizava no CT do Jardim Eulina o último treinamento antes de enfrentar o Guarani. O técnico Guto Ferreira fez mistério e vetou a presença da imprensa na parte técnica e tática da atividade. Mas um torcedor privilegiado assistiu a tudo, com apoio dos atletas e comissão técnica (e dando apoio a todos também):  o argentino Dario Gigena.
 
Herói do dérbi de 2003, quando marcou três gols na vitória da Ponte sobre o rival em pleno estádio do adversário, o atacante – que também fez parte do elenco do acesso no Brasileiro em 2011 – fez questão de dar uma força aos jogadores e dirigentes.  E, em espanhol, teve uma conversa ao pé do ouvido com o meia Ramirez, que pode estrear com a camisa alvinegra amanhã.

“Eu e o Cachito fomos companheiros de equipe no Peru. Expliquei pra ele a importância do dérbi e disse como ele pode entrar para a história do clube com um bom desempenho, ainda mais se ganhar o jogo, como nós ganhamos em 2003”, conta.
 
Gigena, por sinal, diz que guarda até hoje a máscara de gorila com a qual comemorava seus gols. “Quero assistir a este dérbi junto com a torcida da Ponte no estádio do adversário e, se conseguir, vou levá-la para usar e torcer junto com a massa alvinegra”, promete. 

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