Elenco faz último treino antes de enfrentar o Santos e Alexandro destaca: “Ser Macacão é um privilégio para poucos. É impossível ouvir o ‘uh,uh,uh’ das arquibancadas e não correr e dar o sangue pela Ponte”

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PontePress/FábioLeoni

Garra, dedicação, bom humor, muito carisma e paixão pela Ponte Preta. Sim, Alexandro Macacão voltou. Goleador na série B no ano passado, o atacante – que faz nesta manhã com o elenco alvinegro o último treino antes de enfrentar o Santos – chegou cheio de vontade e de compromisso com o time que garante levar no coração. “Estava com muita saudade, ninguém imagina a emoção que foi pra mim na sexta-feira fazer o primeiro treino de novo com esta camisa, relembrar o que já fizemos aqui. Sei que a história do ano passado já se foi, mas espero escrever uma nova história na Macaquinha e ter muitas alegrias junto com nossa torcida maravilhosa”, diz.

Alexandro afirma que, quando fui para Arábia, tinha como meta voltar para a Ponte quando retornasse ao Brasil. “Infelizmente não dependeu só de mim, mas a novela teve final feliz e agora quero trazer muita alegria pra Macaca. Tem que melhorar, série A é séria A, e vim pra somar. Lá no Bahia fiz bons jogos, mas a torcida começou a pegar no meu pé, futebol é assim mesmo. A verdade é que minha cabeça estava lá, mas o coração estava aqui. Desde a Arábia acompanhei todos os jogos da Ponte, no Paulista, Copa do Brasil, Sulamericana, Brasileiro… podem perguntar da Ponte que eu respondo, sei tudo e estou muito feliz de estar de volta.”

O jogador conta que não pensou duas vezes quando, na quinta-feira, a diretoria do Bahia perguntou se ele tinha interesse de vir pra Campinas. “Só olhei pra cara deles e disse ‘bora, borá rescindir que eu quero voltar pra minha casa, onde me sinto feliz’. Minha esposa falou: ‘aceita logo e vamos embora daqui’. Foi em segundos, assinei a rescisão no pensamento. Graças a deus deu tudo certo, meu nome já saiu no BID e domingo estar em campo mesmo que seja pra sair da ‘casinha do tchutchuco’, estou pronto pra entrar, dar trombada, dar carinho e fazer gol que estamos precisando. Quero voltar, que o time vença e fazer gol. Não vejo a hora de entrar no Moisés com a torcida maravilhosa da Ponte Preta”, afirma.

“Casinha do tchuthuco”, pra quem não se lembra, é o termo criado pelo jogador para se referir ao banco de reservas.  Além do raça e do tiradas, criar palavras e tiradas é uma das características que o jogador já mostrava em sua primeira passagem pela Ponte, na qual por sinal se “autoapelidou” de Macacão, apelido que só usou e volta a usar na Ponte Preta. “Só aqui tenho a alcunha e o privilégio de ser Macacão, isso é pra poucos. Ter esse apelido em um time da grandeza da Ponte Preta é uma alegria, não tenho palavras pra agradecer isso. E foi aqui que dei a volta por cima, que as pessoas começaram a ver de novo meu futebol, as portas se abriram. Só tenho a agradecer à Ponte e a esta torcida maravilhosa, que ficou nas redes sociais dizendo ‘Volta, Macacão!’, isso não tem preço. Agora só depende de mim fazer jus a essa contratação, correr em campo e marcar gols pela Macaca”, afirma.

O atacante revela que assim que chegou já foi alvo de brincadeiras dos colegas, que perguntaram se ele estava ali para fazer teste. “Falei que sim, tomara que eu passe (rs).  Sei que o ambiente não está pra brincadeira, mas o time não pode perder a alegria, até porque trabalhando contente, feliz, as coisas saem naturalmente. Meu jeito de ser é esse e com alegria vamos pra vencer. É fundamental, até neste momento complicado do Brasileiro, de oscilação: a alegria tem que estar no nosso grupo, pra voltar a brigar na parte de cima na tabela. Amanhã quero primeiro a vitória e, depois, procurar o gol”, afirma.

O jogador garante que, se for opção do técnico Doriva colocá-lo em campo, está pronto para ir pra cima do Santos. “Tem que estar pronto, senão não estava aqui. Primeira divisão é bastante difícil e todos os times tem oscilação. O Santos mesmo estava mal e se reergueu, e nós também vamos fazer isso. Peço a torcida um pouco de paciência e sei que a palavra é muito forte. Vão dizer: ´Paciência? Mais?’, mas vai dar certo, nosso time não vai cair. Vamos manter o foco e ficar na primeira divisão, é o pensamento de todos.”

CALOR DA TORCIDA E HISTÓRIAS DAS ARÁBIAS

Alexandro Macacão conta que o que mais quer é ver mais uma vez a torcida pontepretana torcendo quando ele estiver em campo, algo que sentiu saudade quando jogou nos Emirados Árabes. “O calor da torcida é do que mais tenho saudade, na Arábia às vezes tinha só 500 pessoas no estádio, a gente fazia gol e ficava aquele silêncio. Senti saudade do ‘uh, uh, uh, uh’ que a torcida da Macaca faz, quando fala isso me arrepia e não tem como não correr. Sei que a torcida pontepretana está com o coração meio deprimido, mas vamos mudar isso e se Deus quiser a torcida vem junto com a gente, porque juntos somos mais fortes”, diz.

O atleta enfatiza que também está pronto para cobranças do torcedor alvinegro. “Na nossa profissão tem que ter pressão e, com a grandeza da Ponte Preta, todo mundo já sabe que aqui tem que ralar, tem que correr, quem joga aqui joga em qualquer lugar porque aqui é time grande. Estou preparado pro desafio e vamos em busca da vitória domingo”, diz.

Questionado pela imprensa local sobre premiações lendárias que seriam dadas na Arábia (um repórter chegou a perguntar se era verdade que ele ganharia um caro para cada gol marcado), o Macacão respondeu com muito bom humor. “Cada gol um carro? Se fosse assim ia abrir uma agência aqui, em 13 jogos fiz dez gols, abria uma agência e aí dava pra pagar a pensão (rs). Não era assim não, mas tinha premiação boa às vezes. Ganhei um Rolex, mas não ando com ele aqui não, estou vendendo, quem quiser comprar um Rolex pode me procurar”, brinca, acrescentando: “Foi bacana, experiência muito boa, mas meu macaquinho de dois aninhos agora ó quer andar de marca, pode não.”

O atleta finaliza contando uma história digna das mil-e-uma-noites, bem ao estilo Macacão.  “Um dia fui orar no deserto de madrugada. Estava lá de joelhos orando e apareceu um camelo atrás de mim. Eu falei: ‘Ih, o diabo mandou um camelo atrás de mim ! Sai fora que é laço”. O camelo, aparentemente, continua no deserto. Já o Macacão, com certeza, está de volta.

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