Washington Stecanela Cerqueira

Washington

1990 a 2000

 

Coração Valente. O apelido representa tudo aquilo que Washington foi e ainda é para a torcida pontepretana: um guerreiro. Exímio artilheiro, daqueles raros que não perde uma única oportunidade e, sempre que pode, dá um toque de classe em cada um dos gols que marca. Nas duas passagens que teve pela Ponte, foram muitos gols e muitos mais momentos de alegria junto à torcida.

Washington Stecanela Cerqueira nasceu na capital federal e começou sua carreira nas categorias de base do Brasília. Artilheiro que sempre foi, passou pelo Caxias, Internacional e Grêmio antes de uma rápida passagem pela Macaca em 1998. Após passar por Campinas, Washington, ou Chitão como é chamado pelos amigos, voltou para o Caxias e depois foi para o Paraná, antes da virada decisiva em sua carreira que o tornaria um grande jogador de uma vez.

No segundo semestre de 2000, Washington voltou ao estádio Moisés Lucarelli e foi logo provando que deveria ter seu nome escrito entre os maiores goleadores da atualidade. Em 2001, o atacante foi artilheiro do Paulistão (16 gols), da Copa do Brasil (11gols) e o segundo maior goleador do Brasileirão (18 gols), atrás apenas de Romário. Aquele ano ainda entraria para a história por suas convocações para a Seleção Brasileira, nas Eliminatórias para a Copa de 2002 e também para a Copa das Confederações. Foram dez jogos com a “amarelinha” e três gols marcados.

Em 2002, “Chitão” foi vendido para o Fenerbahçe, da Turquia. Depois de uma recepção calorosa e de marcar nove gols em 11 jogos, o que o deixava como artilheiro do campeonato local, Washington descobriu que uma queimação no peito que passou a sentir era muito mais grave do que ele poderia supor. Tratava-se de uma lesão na artéria esquerda do coração.

Ele foi operado e voltou ao Brasil em 2003, para o Atlético Paranaense. Quando imaginava que o pior havia passado, um novo problema. O exame cardiológico exigido para assinar o contrato com o Furacão apontou que ainda havia um problema no coração do atacante. Mais uma vez na sala de cirurgia, o artilheiro passou por um cateterismo e só voltaria a treinar depois de um ano.

Sua luta para voltar aos gramados foi recompensada. Washington, que também é diabético, teve seu retorno ao futebol em 2004 com a camisa do Atlético Paranaense. Foi artilheiro do Brasileirão e seguiu seu sucesso no exterior. Em 2007, jogando pelo Urawa Reds, do Japão, o “Coração Valente” foi o artilheiro do Mundial de Clubes, disputado contra times como o Milan e o Boca Juniors. Em 2008, destacou-se como artilheiro no Fluminense.

Mesmo fora da Ponte Preta por tanto tempo, o carinho que a torcida pontepretana sente por Washington sempre é retribuído pelo artilheiro, que não deixa passar uma oportunidade de agradecer o que a Macaca fez por ele.


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