Bom começo: com 72,2% de aproveitamento nos seis jogos que comandou, Felipe Moreira acredita em crescimento da Macaca nas competições e recebe elogios de Bob e Pottker

Crédito para reprodução da foto:PontePress/RaulSauan

Ao todo foram quatro vitórias (contra o Coritiba na estreia como técnico no ano passado e  Ferroviária, Campinense e Botafogo neste ano), um empate, com o Red Bull, e uma derrota – bem sofrida, é verdade – para o São Paulo. Se os números não mentem, os do treinador Felipe Moreira revelam uma verdade incontestável: com 72,2% de aproveitamento nas seis partidas que comandou a Macaca, sem dúvida alguma o jovem comandante começou muito bem a carreira como treinador profissional.

“É um início de trabalho muito bom, inclusive neste ano em que perdemos alguns atletas importantes, lesionados. Então é normal oscilarmos um pouco, mas no cômputo geral os resultados foram bons no Paulista e na Copa do Brasil, e estamos vendo evolução jogo a jogo”, pontua Felipe, sem esquecer jamais o único tropeço que teve até agora, a derrota 5 a 2 contra o São Paulo no Morumbi.

“Naquele jogo começamos bem, fizemos o gol apidamente e criamos duas chances de gol em que podíamos matar o jogo, mas então houve dois erros que resultaram nos gols do São Paulo e no segundo tempo tomamos gols muito rápido, nosso time sentiu e falhou. Mas foi um jogo totalmente atípico, pelo qual assamos, evoluímos e, isso é muito importante, que aconteceu no começo e pudemos corrigir: contra o Botafogo já foi outro jogo e com o Red Bull em casa também evoluímos bem”, avalia.

No empate com o RB, destaca, a Ponte teve controle o tempo inteiro no jogo, ficou bem posicionada e evoluiu muito na posse de bola. “Tivemos a bola no pé, criamos jogadas pela beirada, por dentro. Não conseguimos finalizar, apesar de criarmos inúmeras oportunidades, mas tem jogo que isso acontece. Faltou calma para construir, por isso trabalhamos nessa semana com enfoque na finalização, entrada na área, ocupar melhor espaço na área do adversário.”

Para o treinador, o fato de a Ponte estar se saindo em geral melhor no segundo tempo do que no primeiro ocorre por uma oscilação natural no começo de competição. “É normal a estabilidade neste início entre todas as equipes, por isso é importante repetir a equipe, ir montando e assim que evolui deixar ao máximo estes atletas juntos, para criarem confiança, saberem decor os posicionamentos, onde os colegas estarão mesmo sem olhar para eles. Desta forma a evolução chega naturalmente”, acredita.

O treinador ressalta que há muito espaço para a Ponte crescer. “Chegou o Bob agora, vamos ter a volta do Wendel, que é um dos capitães do time, o João Vitor mais pra frente, a equipe encaixou bem contra o Red Bull… temos que dar sequência nesse trabalho de manter a posse de bola, ser um time veloz na frente. Importante termos agora bom resultado contra o Linense, porque a evolução também vem com resultado, pois ele aumenta a confiança, os jogadores se dedicam mais. Então tem muito espaço para evoluir e tenho certeza que faremos isso”,conclui.

Apoio do elenco

Mesmo sendo mais novo que alguns atletas, o técnico Felipe Moreira tem grande experiência como treinador e conta com o apoio e respeito de todos os jogadores. “O Felipe é um técnico muito capacitado, ninguém chega para comandar uma equipe como a Ponte Preta à toa. Ele nos passa coisas muito importantes taticamente e sabe trabalhar com os jogadores. Apesar disso ser uma coisa muito difícil, ele tem esse perfil de fazer todos seguirem o mesmo caminho, mesmo quando um jogador fica de fora, até porque todos sabem que terão sua oportunidade se lutarem por isso”, diz o atacante Pottker.

O bruxo do Majestoso enfatiza que a Ponte é muito qualificada e o elenco tem confiança no próprio potencial. “Todos estão trabalhando muito a cada dia para buscar sua melhor forma e seu lugar no time, e isso faz a qualidade do grupo aumentar cada vez mais. A equipe vem evoluindo a cada jogo, é visível, e com todo apoio e parte tática que o professor Felipe nos passa, podemos, sim, alcançar nossos objetivos na competição”, afirma.

Pottker aproveita para falar ainda sobre a dedicação que ele mesmo tem em relação à Ponte, time que deixará após o Paulistão. “Por mais que eu saia, sei a minha importância para o grupo e sei que, se formos campeões, vamos fazer história pelo clube, e eu sempre quis ser lembrando por um grande clube como a Ponte Preta. Essa é minha chance e enquanto eu estiver representando a Ponte dentro de campo, eu e meus colegas iremos fazer de tudo para ganhar as partidas e conquistar esse feito inédito.”

Mais experiente e de volta à Ponte após um ano longe, o volante Fernando Bob partilha o pensamento de Pottker em relação ao treinador Felipe Moreira. “Apesar de ter voltado há pouco tempo, já deu pra constatar que o Felipe é um treinador moderno, com muitas ideias boas. A gente tem que assimilar o mais rápido possível o que ele nos passa e tenho certeza que vai dar tudo certo pra gente”, afirma.

Sobre o time, o homem do chapelito conta ter sido muito bem recebido e está certo que bons resultados virão. “Me senti muito bem neste elenco,o grupo é muito bom e me deixaram bem à vontade. Sou muito grato à Ponte, ao presidente Vanderlei e ao Gustavo Bueno pelo esforço que fizeram para que eu voltasse. A Ponte nunca saiu do meu coração e estou muito feliz em voltar a usar e honrar essa camisa”, finaliza.

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