Novo treinador da Ponte, Eduardo Baptista retorna ao clube do coração, se mostra feliz com oportunidade e projeta ficar marcado na história da Macaca como técnico vencedor; diretoria inicia reformulação no elenco com novos reforços

 

Foto: PontePress/FabianaFantinni

 

A Ponte Preta apresentou nesta segunda-feira (18) seu novo treinador. Eduardo Baptista assumiu o comando técnico da Macaca e mostrou todo carinho pela nova agremiação, que já fez parte do seu passado. Campineiro e pontepretano, ele diz que espera construir uma temporada de sucesso pela alvinegra. “Na minha vida eu coloco alguns objetivos a atingir. E na minha vida profissional, a Ponte Preta estava no meu caminho de ser treinador e não só isso, mas também de construir uma história aqui dentro. Minha família toda é criada aqui, meu pai é criado aqui, tem a foto dele neste Salão Nobre e a relação que temos com esse clube é muito forte. Sou pontepretano. Treinei atrás do gol com Lígio, Parraga, Tuta, Geraldo, todos eles, lá atrás, quando eu tinha 14, 15 anos. Passa um filme na minha cabeça nesse momento. Estar aqui hoje é uma felicidade pessoal imensa e espero construir uma história vitoriosa. É uma grande equipe, que está na Série A e fico satisfeito e agradecido pela confiança da diretoria, da presidência, dos atletas e que juntos tenhamos um ano espetacular. Em 2015, a Ponte teve um ano brilhante e esperamos se não melhor, igual ao ano passado, que fez história em campeonato muito equilibrado. Que consigamos superar isso”, afirma o treinador, que sabe da exigência que existe em trabalhar na Ponte, mas confia em trazer conquistas.

 

“A cobrança que tem dentro de uma Série A já é um desafio grande. Ser da casa, e eu me considero assim, pois Campinas é a minha cidade Natal, se torna até mais difícil. A exigência é maior. Venho para a Ponte para construir uma história de vitórias. E dentro dessa história eu penso em títulos. Eu não posso chegar na Ponte hoje e falar que não tem condições de ganha uma Copa do Brasil. A Ponte entra muito forte nessa competição. Se resgatarmos um pouco do ano passado, no Moisés Lucarelli, eu senti o peso que tem esse estádio, como a torcida joga junto e apóia o time. É extremamente difícil jogar aqui dentro. Esse fator casa é importante. E falo aos atletas que aquele que estiver na Ponte Preta e não pensa em título, não pode estar aqui”, reforça Eduardo.

 

O técnico acredita que seu retorno ao clube é um passo importante na sua trajetória no futebol. “Não encaro minha vinda à Ponte como uma retomada. A Ponte é tão grande quanto o Sport e como o Fluminense. É o time mais velho de todo nosso cenário. Venho para um time grande. Tive outros convites e esperei o melhor momento. E aí a Ponte Preta chegou. Vejo como um passo à frente na minha carreira. Estou feliz e motivado em estar aqui”, revela o técnico, que diz o que vai procurar incutir o espírito que quer dos seus atletas.

 

“É um time com uma torcida calorosa, apaixonada. Venho com uma responsabilidade muito grande. Mas se mostramos aos torcedores que é um time aguerrido, que busca o gol, briga, você traz eles para o seu lado. A torcida da Ponte troca uma caneta por um carrinho. Às vezes ela prefere uma chegada mais presente no adversário, do que um passo de letra. Lógico que jogadas de efeito são bonitas, mas primeiro o atleta tem que ter que ter o comportamento de chegar e mostrar raça. É esse time que vamos buscar construir”, afirma Eduardo, que quer união total de quem trabalha no clube, em prol do sucesso da Macaca.

 

“Não podemos desprezar a questão financeira. Mas antes de falar de esquema tático, de time, os jogadores tem que olharem para a comissão técnica e sentir segurança. Sentir que todos falam a mesma língua e que ao se dirigirem ao Felipe Moreira, eles estão falando comigo também. Todos tem que remar para o mesmo lado. Isso se dissemina no vestiário e facilita o trabalho. Eu sou um treinador que não sou dono da verdade. Todos os atletas tem palavra e voz dentro do clube para questionar. Essa comunhão também é dos atletas, para que consigamos chegar nos nossos objetivos. Da rouparia ao capitão, todos tem que estar juntos. Isso faz diferença para competir com times que tem folhas de R$100 milhões. A Ponte Preta mostrou isso ano passado. Todos corriam por todos. Essa segurança que vamos procurar dar e esperamos conseguir”, completa.

 

  

Diretoria assume responsabilidade por insucesso no Paulistão, mas ressalta busca por melhora no futebol com reformulação do elenco para o restante da temporada

 

A diretoria da Macaca assumiu a responsabilidade pelos resultados insatisfatórios no Campeonato Paulista. Mais do que isso, salientou que o clube busca reforços, nesta reformulação que entendem como necessária, para o sucesso do clube em 2016. “A responsabilidade do time não ter conseguido avançar no Campeonato Paulista é do Departamento de Futebol. Se os resultados não vieram dentro de campo é da nossa responsabilidade. Quem trouxe a comissão técnica e elaborou o elenco fomos nós. Assumimos totalmente a responsabilidade. Da mesma maneira que o time correspondeu em 2014 e 2015, infelizmente no Paulista de 2016 não foi dessa forma. Assumimos o erro, aprendemos com ele e esperamos que não aconteça mais. Mas de maneira alguma vamos transferir responsabilidade sobre o mal desempenho no Paulista. Da mesma maneira entendemos que faremos uma boa campanha no Brasileiro desse ano. Estamos finalizando o nosso planejamento, tanto que reformularemos o elenco. Peças irão chegar e outras sair. Gostaria de agradecer o presidente, a diretoria da Ponte e a torcida, pelo apoio que tivemos no Paulista. Pedimos desculpa e acredito que os resultados no Campeonato Brasileiro serão melhores”, afirma Hélio Kazuo, segundo vice-presidente da Ponte e diretor de futebol.

 

Gustavo Bueno, gerente de futebol, explicou a saída do técnico Alexandre Gallo do comando da equipe. “Todo pós jogo temos o hábito de fazer uma reunião. E nessa foram definidos dois assuntos. O primeiro foi a saída do Gallo do comando técnico e o segundo assunto foi a vinda do Eduardo Baptista. Houve um consenso da diretoria. Queremos deixar bem claro que sempre na Ponte Preta trabalhamos com ética e respeito aos profissionais. Nessa reunião onde houve essa decisão, o primeiro passo nosso foi marcar com o Gallo no período da tarde, em sua residência em Santos, para que ele nos recebesse e informaríamos a ele pessoalmente. Entramos em contato com ele, que quis saber qual o assunto e colocamos que seria o desligamento dele do clube, mas que iríamos para Santos explicar o porque da troca. A partir desse momento, ele deu a negativa da nossa ida e disse que não haveria necessidade. Nós insistimos na decisão, porque é conduta da Ponte Preta com todos os treinadores que passaram por aqui, mas ele não quis nos receber. A partir dessa decisão e após a conversa com o Gallo, passamos par a assessoria de imprensa no período da tarde, para que fosse oficializado no nosso site e saída dele. Entramos em conato logo em seguida com o Eduardo Baptista, para que pudéssemos fazer uma reunião no final da tarde, início da noite. Foi isso que aconteceu. Nos reunimos, não havia segredo nenhum e agimos com transparência, nos encontramos em uma padaria próxima na sua residência e discutimos sobre o contrato. Prontamente o Eduardo aceitou porquê sabe da grandeza do clube e o interesse dele de trabalhar aqui. A partir desse momento houve o acerto, voltamos a conversar com a nossa assessoria, para que formalizasse a contratação do nosso novo treinador. Essa foi a seqüência cronológica dos fatos”, conta Gustavo, que acredita em um novo rumo no futebol da Ponte, com a nova comissão e reforços contratados.

 

 “Entendemos que houve um aproveitamento de 62% do Gallo como comandante da Ponte Preta, mas nós a equipe não encontrava um modelo e padrão de jogo dentro das expectativas que acontecesse. A decisão tinha que ser tomada, mas só o tempo irá dizer se o caminho que foi feito, foi certo ou errado. Mas no futebol em alguns momentos você tem que ter tomada de decisão. E foi isso que nós fizemos. Sabemos que o Gallo deixou um legado. É um cara sério, de caráter, mas entendemos que o tempo que teríamos agora, com a nova comissão técnica seria importante que essa mudança fosse feita. Respeitamos o aproveitamento que ele teve, mas entendemos que não havia um padrão de jogo, mas buscamos agora em uma nova comissão técnica que isso venha acontecer. É claro que temos parcelas de culpa sim, pelo andamento não ter sido favorável ao longo do campeonato. Entendemos que faz-se necessário uma reformulação no elenco e isso será feito. Algumas situações já estão encaminhadas. Já temos o Diogo Mateus, o Kadu, René Jr., estamos negociando o retorno do Renato Chaves, já temos um pré-contrato assinado com o Roger, estamos tentando viabilizar o retorno do Renato Cajá. Estamos falando em seis novos nomes e fora isso queremos mais três peças. Essa necessidade é visível e todos esse planejamento faz parte juntamente com a nova comissão técnica”, finaliza.

 

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