Em grande fase, Ivan valoriza empenho e superação do elenco, e espera que Macaca repita bom desempenho contra o Brasil-RS

Publicado em: 25/09/2021


Foto:PontePtess/DiegoAlmeida

De volta ao gol alvinegro depois de nove meses fora se recuperando de uma cirurgia do pulso, o goleiro Ivan está em grande fase, fazendo defesas brilhantes e cada vez mais à vontade no papel de capitão do time, onde exerce todas as qualidades de um bom líder. E duas delas, que o arqueiro pontepretano tem de sobra, são a humildade e o espírito de equipe. Por isso mesmo, o camisa 1 não titubeia ao atribuir a crescente do time e as próprias boas atuações, entre as quais a vitória  contra o Operário, à força do elenco.

“A vitória valoriza ainda mais o jogo individual de cada um, mas enfatizo que o grupo mereceu muito, A gente vem se esforçando e conseguir a primeira vitória fora de casa é algo muito importante, nos dá muita confiança, ainda mais da maneira que foi, na superação. A gente espera repetir esse desempenho fora e manter a boa campanha dento de casa, inclusive conquistando três pontos no próximo jogo contra o Brasil-RS, que é mais um confronto direto para a gente”, afirma.

O goleirão alvinegro enfatiza que a hora continua sendo de pés no chão e é preciso ter 100% de foco contra o adversário deste domingo e seguir se concentrando a cada novo desafio, sem ficar antecipando possibilidades na tabela. “Temos que pensar jogo a jogo, ainda estamos numa situação desconfortável e estamos fechados para sair dela. Cada jogo pra nós é uma final e vamos passo a passo, nos fechando cada vez mais no grupo e buscando novas vitórias”, diz.

Feliz por estar mais uma vez atuando em alta performance, Ivan fala um pouco sobre o processo de voltar a jogar tudo o que sabe. “Quando você fica sem jogar perde um pouco do ritmo e eu fiquei nove meses sem atuar no campo, minha volta é recente. Nunca deixei de ter contato com bola nos treinos, mas no campo é diferente. É um conjunto e venho me preparando bastante. Claro que para o atleta é importante o rendimento em campo, mas o emocional pesa muito nos bastidores, então sempre tentei manter a cabeça no lugar, estar bem focado”, revela.

Neste sentido, o goleiro fala um pouco sobre oscilações que teve logo que retomou a posição, após todo o tempo que ficou parado. “Procuro muito não dar desculpa e, sim, trabalhar, mas quando fica um bom tempo sem atuar, você às vezes oscila. Tive alguns erros, me cobro muito, sou a pessoa que mais cobra, mas tento manter o foco, a regularidade. Sei que sou importante pro grupo e procuro manter a tranquilidade, pois tenho consciência de que posso ajudar muito meus companheiros e isso é o mais importante”, avalia.

E uma das formas que o goleiro usa para se manter bem emocionalmente, revela ele, é uma frase dita pelo preparador de goleiros Betão. “Ele diz pra nós, goleiros, uma coisa importante: quando a gente vai bem, não é o melhor goleiro do mundo, e quando vai mal não é o pior. Então você tem que manter os pés no chão, a simplicidade. Claro que ficamos felizes pra caramba com uma vitória do jeito que foi essa última, é muito importante, eleva ainda mais nosso nível e fico feliz por estar praticando bons jogos como vinha fazendo antes da cirurgia. Me dá uma tranquilidade e uma felicidade muito grande poder ajudar a Ponte como sempre ajudei”, destaca.

Ele acrescenta: “Na minha vida, as coisas aconteceram no momento certo. Do primeiro jogo até hoje já foram mais de 150 com essa camisa pela qual tenho um carinho especial.  Me sinto em casa aqui, conheço todo mundo, das tias da cozinha ao presidente, sempre tento manter bom relacionamento com todos e só tenho a agradecer por todo o carinho que a torcida tem por mim. Sempre farei meu máximo para retribuir tudo isso dentro de campo.”

O jogador finaliza falando um pouco sobre a ausência e a volta da torcida, que deve ocorer em outubro, com a liberação da presença de público nos estádios por parte do governo do Estado. “Infelizmente a torcida ainda não pode estar presente no campo ainda, mas o banco faz uma diferença incrível nos apoiando, e quem entra dá conta do recado. Agora, o nosso futebol é para o público, então estamos muito ansiosos pelo retorno dos nossos torcedores. Vemos alguns times fora já com torcida e a diferença que faz o torcedor para fazer uma pressão, incentivar mais o time da casa. A nossa torcida sempre foi o 12º  o jogador, estamos comm saudade e, claro, tem que voltar com todas as precauções contra o Covid, mas acredito que nossa torcida vai fazer a diferença na reta final”, conclui.


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