Após quase um mês sem jogos, Ponte volta a campo nesta quinta (8) e Fábio Moreno destaca: “É um desafio contra um adversário que deve jogar todas as fichas nesse jogo, mas acredito em nossa preparação e vamos muito confiantes em busca da classificação”

Publicado em: 07/04/2021


Foto:PontePress/DiegoAlmeida​

Após quase um mês sem entrar em campo, em virtude da paralisação do Paulista (o último jogo foi em 13 de março contra o Botafogo), a Ponte Preta enfrentará na noite desta quinta-feira (8) o Criciúma, em um jogo importantíssimo no qual o vencedor seguirá pra a terceira etapa da Copa do Brasil, eliminando o adversário. E, se por um lado o oponente está em um momento ruim, sem vencer há 17 jogos, por outro a Macaca está sem ritmo. Na opinião do técnico Fábio Moreno, o primeiro fato não deve levar a Ponte a subestimar o Criciúma, já o segundo deve ser superado pelo empenho alvinegro.

“A gente sofreu uma série de dificuldades, mas tivemos período bom de preparação, apesar de não termos contado com todos os jogadores o tempo todo, pois muitos estavam se recuperando da Covid19, então tivemos que fazer ajuste para todos chegarem na melhor condição possível. Realmente estamos sem ritmo de jogo, mas treinando muito forte, intensamente, e com atividades semelhantes a situações de jogo. É um desafio contra um adversário que está com dificuldades no estadual e por isso mesmo deve jogar todas as fichas nesse jogo. Acredito, porém, na nossa preparação: treinamos bastante, com muita qualidade, e vamos muito confiantes em busca da classificação”,afirma o treinador.

Moreno enfatiza que o Criciúma não deve em hipótese alguma ser subestimado por estar passando por um mal momento. “Não vamos cair nessa armadilha. Respeitamos o adversário, que tem representatividade nacional e joga em casa. Estudamos a equipe deles e sabemos que eles passam por dificuldade, mas isso não quer dizer que vai ser uma partida mais fácil, muito pelo contrário. Já passamos por momentos delicados aqui também e neles a gente emprega ainda mais força e intensidade para reverter a situação. Com certeza é o que está passando no vestiário deles: jogar tudo nesta partida pra se classificar e mudar cenário no estadual. Então temos que estar atentos, sabemos do potencial deles, mas acreditamos muito nos nossos atletas, na nossa preparação”, pontua.

Neste sentido, o treinador conta que utilizou amplamente o período de treinamentos e também aproveitou para trabalhar não só o que já vinha fazendo em campo como novos  conceitos. “Trabalhamos variações das idéias que temos e aprimoramos a que vínhamos trabalhando. O resultado prático que esperamos ver em campo é um futebol melhor, mais consistente e que gere resultado já nesta quinta, nos garantindo a classificação pra a próxima etapa da Copa do Brasil”, diz.

Moreno enfatiza que quer vencer no tempo normal, mas que também preparou o time para a cobrança de pênaltis, caso a vaga venha a ser decidida nelas. “Temos que fazer tudo que é possível nos 90 e tantos minutos regulares, exercer todo nosso potencial no jogo, nos dedicarmos ao máximo para vencer porque é mata-mata, é essa partida e acabou, jogamos tudo pela classificação. Mas, claro, treinamos pênaltis durante toda a semana, porque quando a gente vai para uma guerra tem que estar com muitas armas. Esperamos não utilizar, mas é bom estarmos preparados ao máximo”, destaca.

Força máxima

Sem nenhum atleta barrado por Covid e com apenas Ednei no Departamento Médico, o treinador terá praticamente força máxima para o jogo de quinta-feira. Ele adianta, porém, que não fará grandes modificações entre os titulares da equipe, uma vez que a Ponte Preta obteve resultados positivos nos últimos dois jogos, contra o Gama pela Copa d Brasil e contra o Botafogo pelo Campeonato Paulista.

“Antes da paralisação tivemos dois resultados positivos e procuro sempre passar mais confiança para quem está jogando. Então corrigimos erros, cobramos forte internamente, mas temos confiança, acreditamos no poder do trabalho e não deve ter grandes mudanças no time, confiamos naquele que vinham sendo titulares”, pontua.

Moreno confirma a presença de Renan Mota e Paulo Sérgio, recuperados de lesão, entre os relacionados para a partida. “Eles devem estar à disposição, mas tudo o que fazemos é calculado pra que não voltem e já sofram problemas físicos. Temos o cuidado da de equilibrar a necessidade técnica deles na partida com a responsabilidade de utilizá-los dentro do que é possível”, elucida.

Sobre a utilização de mais jogadores da Base, como aconteceu de maneira positiva no jogo contra o Botafogo, no qual diversos jovens atuaram até mesmo pelas diversas ausências por Covid19, o treinador pondera. “A entrega dos nossos atletas às vezes torna até difícil escalar o time. Por ser mata-mata, pesa um pouco mais a experiência, o costume em jogar partidas mais decisivas , mas jogando de titular ou não nossos jovens continuam com o espaço deles consolidado e temos um carinho especial pela Base, é nossa ideia e filosofia a Base é o futuro da Ponte, é o futuro do Futebol”, acredita.

Prêmio e responsabilidade

Sobre o fato de a Ponte precisar vencer até mesmo para garantir uma premiação em dinheiro importante aos cofres alvinegros, Moreno afirma que o elenco está ciente da responsabilidade, porém segue confiante. “A gente entra todos os jogos para vencer e é obvio que quando tem premiação todo clube conta com isso. Então, sim, aumenta a responsabilidade, mas a diretoria está junto conosco, nos apoiando e incentivando, e acreditamos na força deste conjunto. A única maneira de se sentir bem, confiante, tranquilo em campi, é se preparando bem. E nós treinamos bem, estudamos o adversário, executamos  bons treinamentos, isso eleva a confiança. Não é uma garantia, mas é um caminho que leva ao maior rendimento em campo, e com isso, o resultado se torne conseqüência.”

Por fim, questionado sobre o lado emocional do elenco, Moreno conclui: “Acredito no poder da preparação psicológica, que até se sobrepõe à parte técnica, tática e física. O ser humano é movido pela capacidade de mobilização intelectutal, esforço, resiliência, motivação, concentração. É isso que faz com que algumas equipes se superem, é ter um mental forte. Uma vez assisti à uma palestra do Bernardinho, multicampeão do vôlei, no qual ele falava muito sobre poder da preparação mental. Ele disse que sabia que o resultado viria quando todos do time acreditavam que tinham feito o máximo. Se estavam muito preparados, iam com confiança e executavam. É muito essa filosofia que eu acredito. Trabalhamos à exaustão, repetimos, não tem treino de baixa intensidade ou sem conotação específica para a partida. Deixamos os atletas se sentindo bem preparados para executar o que é preciso.”


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