Fábio Moreno ressalta: “Temos que reaver os pontos que deixamos de conquistar, vamos buscar isso onde precisar, mesmo que seja fora de casa”

Publicado em: 05/03/2021


Foto:PontePress/DiegoAlmeida

Sem tempo para lamentar a derrota no Majestoso na noite de ontem, a Ponte Preta treina na manhã desta sexta (5) já pensando no confronto da manhã de domingo contra o Corinthians, na casa adversária. O técnico Fábio Moreno não passa o pano e reconhece que a conquista de um ponto nos seis possíveis até agora, com um empate fora e um revés em casa, está muito distante do que a Ponte almeja na competição.

“Isso pesa bastante, porque é um campeonato de tiro curto onde precisamos pontuar toda rodada. Precisamos reaver os pontos que deixamos de conquistar, os três de ontem e os dois de Novo Horizonte, porque analisando friamente éramos merecedores dos seis, poderíamos ter ganho ambas as partidas. Então vamos ter que tirar de algum lugar, ir atrás do que deixamos de ganhar, buscar retomada de performance e dos pontos, mesmo jogando fora de casa contra Corinthians, Gama pela Copa do Brasil e Botafogo na sequência. A responsabilidade aumentou e precisamos somar o número máximo de pontos para retomarmos à luta”, afirma.

Moreno avalia o que viu ontem em campo. “Enfrentamos um adversário duro e tivemos um primeiro tempo que não me agradou, erramos muitos passes até por posicionamento errado, algo que chamei a atenção de forma até mais dura no intervalo, porque eles fizeram algumas coisas que a gente não trabalha, não pede, então precisou desse ajuste. Temos uma forma clara de posicionar, trabalhar, e no primeiro tempo estava desajustado, por isso os passes aconteceram de maneira ruim”, diz.

Feitas as correções, acredita, o time melhorou.  “Conseguimos organizar melhor, os passes começaram a entrar quebrando linha, foram mais de 25, a equipe se ajustou e conseguimos ter uma chegada boa, mas faltou a eficiência para concluir. Defensivamente sofremos pouco, tomamos um gol de longe, num chute despretensioso que foi onde o Luan não conseguiu alcançar”, analisa.

O treinador reforça que as dificuldades de última hora da equipe, com lesão de Ednei e jogadores infectados pela Covid, pesaram. “Não sou de dar desculpa nem transferir a responsabilidade que é minha, principalmente quando perdemos, mas é fato que de um jogo pra outro não temos Rayan, Ednei, Camilo. Já havíamos ficado sem Barreto, Ygor, Guilherme, e com isso a gente perde um pouco do conjunto que estamos brigando para manter. Quando você passa por problema como esse, com lesão e Covid, sacrifica alguma coisa. Ainda assim, não estou lamentando e segundo tempo foi bom. O torcedor, assim como nós, fica chateado, mas viu uma equipe que lutou até o último minuto e se empenhou pelo resultado positivo, que infelizmente não veio”, fala.

O treinador destaca, porém, um diferencial importante que viu na equipe ontem. “O lado positivo é que não foram chances perdidas em um lance individual ou em uma jogada esporádica, como ocorreu muitas vezes no ano passado. Foram jogadas trabalhadas, construídas, mostradas em treino. Isso deixa a gente um pouco mais tranquilo, porque quando o time não produz e monta jogadas, dá muito mais trabalho. Então com certeza precisamos melhorar a finalização, mas no próximo jogo talvez a jogadas já saiam com um arremate mais feliz”, acredita.

Trocas

As trocas realizadas em campo ontem foram motivaram perguntas da imprensa, como, por exemplo, o porque da substituição do atacante Pedrinho. “A gente estava com dificuldade em enfrentar o Santo Andre, um time físico, de encaixe e que vai pro duelo. O Pedrinho é um jogador que precisa de campo, fazer o um contra um, e já tinha sofrido quatro ou cinco faltas duras. A isso ainda se soma um campo pesado, passando por reformas, e fica um jogo físico demais pro perfil dele”, pontua.

Ele completa: “Pedrinho é um jogador leve e rápido, precisa que o adversário dê espaço e o Santo André faz o contrario, por isso ele estava em desvantagem. Então o troquei pelo Veras, abri mais o Renan por dentro e deixei dois caras mais ali na frente. A produção ofensiva no segundo tempo foi boa, tivemos varias situações de fazer o gol. Infelizmente não fomos eficientes, trabalhamos pra isso e pedimos desculpas ao torcedor, até porque criamos bastante chance, pelo menos cinco, e poderíamos com certeza sair com a vitória se a finalização fosse correta e, em alguns momentos em que o adversário estava mais fechado, poderíamos ter chitado de longe e arriscado um pouco mais.”

Também questionado sobre o porquê ter feito duas trocas – se no primeiro jogo inclusive mexeu no time três vezes -  Moreno explica. “Acredito que a gente tome as decisões da maneira melhor possível, tentando acertar sempre. Não gosto de fazer troca por torça, tem que ter estratégia motivo. No primeiro jogo achei que o Vini Locatelli caiu fisicamente, hoje vi que ele poderia prosseguir no jogo, ele tem qualidade boa, facilidade nos passes. Tanto que tivemos quase 80% de posse de bola, uma dezena de chances, então há momentos em que  não vou trocar e, sim, melhorar a equipe e dar confiança pra bola entrar”, conclui.

Coronavírus

Perguntado pela imprensa sobre a infecção do coronavírus, Fábio Moreno comenta e destaca que a questão é temerária e vai muito além das quatro linhas. “É muito preocupante a situação do vírus no Brasil, estão crescendo os casos, as mortes, está muito pior que no ano passado”, diz.

Por essa razão, o treinador acredita que é necessário que toda a sociedade tenha mais consciência. “Se no ano passado tivemos o entendimento de repensar as situações, acho que o cuidado agora tem que ser redobrado, porque não tem vacina pra todo mundo e há diversos problemas para administrar na saúde publica. Nós, do futebol, somos privilegiados porque somos testados continuamente, nos mantemos isolados, seguimos protocolos e ainda assim somos infectados – hoje no clube tem 10% das pessoas que tiveram contato com o vírus, isso mostra os problemas que enfrentamos. Mais do que atletas, nos preocupamos com funcionários, familiares, temos que nos cuidar e proteger a todos, pensar bem e ter bom senso para não colocar nada além da vida em primeiro lugar.”


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