Ponte se defende e é multada em R$ 2 mil por confusão ocorrida após partida em 9 de março; punição poderia chegar a R$ 100 mil

Publicado em: 04/08/2020


O Departamento Jurídico da Ponte Preta mais uma vez representou a instituição de maneira eficiente em julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Futebol do Estado de São Paulo. O caso em tela foi  por suposto desrespeito ao artigo. 213, incisos I e II, cumulado com o art. 157, inciso I, do CBJD, que prevê multa de R$ 100 reais até R$ 100 mil reais. Segundo a denúncia oferecida pela Procuradoria, a Ponte teria deixado de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens no estádio, na partida disputada contra o Red Bull Bragantino em 9 de março deste ano.

“As questões da denúncia se pautaram pelo relatório de ocorrências da Federação Paulista de Futebol (FPF), anexada à súmula da partida, assim como por matéria do Globo Esporte. A Ponte Preta demonstro que foram adotadas posturas de tolerância zero, como já ocorrido em outras oportunidades, dado o risco de possíveis desordens. Ficou comprovado, pelos documentos e vídeos apresentados, que toda a parte de prevenção foi efetivamente adotada pela Ponte, possibilitando a repressão efetiva que ocorreu”, destaca o advogado João Felipe Artioli, que apresentou a defesa alvinegra.

Foi requerida a absolvição e, alternativamente, a aplicação da penalidade mínima ou adequada aos fatos. Os auditores da 2ª Comissão Disciplinar, por unanimidade, aplicaram a penalidade de R$ 2.000,00. “Muito embora os Auditores tenham observado que as medidas de prevenção e repressão foram adotadas a contento pela Ponte Preta, assim como vem ocorrendo nos últimos tempos, destacaram que não houve a identificação de nenhum torcedor, além de que a Ponte Preta já havia sido denunciada, neste mesmo campeonato, por igual situação na partida disputada contra o Palmeiras na qual, apesar de ter havido a absolvição, além das medidas de prevenção e repressão, houve a identificação de torcedores”, relata Artioli.

Apesar do resultado considerado positivo no julgamento, Artioli mais uma vez destaca que é importante que o torcedor não recorra a ações de violência que apenas prejudicam o time. “É claro que ninguém gosta de perder um jogo em casa, mas a violência não leva à nada construtivo. Todo episódio deste gênero acaba gerando prejuízos ao próprio clube e o torcedor que age desta forma precisa se conscientizar que só prejudica mais seu clube do coração,” destaca.


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