Com mulher e filha pequena no Senegal e irmãos na França, Papa Faye vive momentos de apreensão e esperança em Campinas, e sonha em voltar a vestir a camisa da Ponte

Publicado em: 27/03/2020


Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Aos 23 anos de idade, o meia senegalês Papa Diene Faye está vivendo sentimentos contraditórios nas últimas semanas. Por um lado, Papa sente-se realizado por ter estreado com a camisa pontepretana na goleada por 3 a 0 contra o Afogados pela Copa  do Brasil, quando até teve o nome entoado pela torcida nas arquibancadas. Por outro, convive com a incerteza de estar longe da esposa, Fatou, e da filhinha de dois meses de idade, Mama Fatou, em tempos de pandemia do Coronavírus.

“Minha família - esposa, minha filha, meus pais, irmãs e irmão – estão no Senegal. Tenho ainda uma irmã e um irmão vivendo na Fança. Falo com todos eles diariamente por whatsapp, mas fico preocupado com eles, me preocupo e torço para que eles estejam a salvo. Essa situação é triste para todo mundo”, diz Papa, ressaltando que as pessoas devem fazer o máximo para seguir as orientações das autoridades sanitaristas, onde quer que estejam.

O jovem jogador conta que, com o início das medidas de isolamento social, deixou o alojamento em que morava no Majestoso e passou a morar temporariamente com o ex-atacante pontepretano Lucas Pereira, que o representa no Brasil. “O Lucas e a noiva dele são uma família adorável, que está cuidando de mim.  Minha rotina, como a de todo mundo, mudou neste periodo de quarentena.  Treino todos os dias, seguindo as orientações que recebo da Ponte, assisto às notícias na TV, leio livros, assisto a seriados de comediam converso com família e amigos pelo celular, e às vezes jogo algum game no celular”, conta.

Papa conta que sente falta, no dia a dia, dos treinos com bola com os companheiros de elenco. “Gosto de ir para o campo, tocar a bola. Mas agora não posso fazer isso, tenho que me proteger, e busco manter o físico seguindo o programa de treinamento individual desenvolvido pelo clube.”

Papa finaliza relembrando o momento em que vestiu camisa da Ponte pela primeira vez no Majestoso, no último dia 12 de março, uma experiência que ele espera repetir mais vezes. “Fiquei muito feliz, muito entusiasmado. No que depender de mim, quero permanece na Ponte, um time que já amo e pelo qual torço, e enfrentar as situações que vierem pela frente. Sei que o momento é difícil no Paulista, mas situações ruins ocorrem em todos os times, e todos nós do elenco, com fé e trabalho duro, podemos reverter isso e sair vitoriosos da situação. Eu sempre darei meu melhor e meu coração para levar o time para cima.”


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