Vitória jurídica: em julgamento com risco de perda de mando, Ponte faz boa defesa e recebe multa próxima ao mínimo

Publicado em: 11/06/2019


Se a Ponte faz bonito em campo, o Departamento Jurídico também manda muito bem fora dele. Em julgamento nesta manhã no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, os advogados alvinegros lutaram contra o risco de uma nova possível perda de mando em virtude do incidente contra a torcida do Paraná no Majestoso e conseguiram convencer os magistrados de que a Macaca efetivamente tomou todas as medidas possíveis. Com isso, a punição se restringiu a uma multa de 2 mil reais, sendo que pelo artigo 213 o valor poderia atingir 100 mil reais.

“Foi uma grande vitória, até porque infelizmente termos um histórico de incidentes e punições por confrontos de torcida e invasões de campo que já nos prejudicaram no ano passado, quando perdemos diversos mandos, e em virtude disso a denúncia no artigo 213 corriga risco alto e real de ser desqualificada e mais uma vez perdermos mandos. Contudo a defesa apresentada pelos advogados João Felipe Artioli e Gustavo Martins Cavalcanti foi muito bem trabalhada e não há dúvida que foi um excelente resultado”, ressalta Giuliano Guerreiro, diretor jurídico da Ponte Preta.

Na opinião de Artioli, o principal argumento da Ponte foi mostrar tudo que fez nos últimos tempos e continua fazendo – e aprimorando – para evitar a violência. “Foi todo um trabalho de argumentação e comprovação mostrando o trabalho preventivo que fazemos para evitar a violência e, quando ela ocorreu, toda a adequada repressão foi realizada imediatamente. Entendemos que sempre devemos tentar melhorar, mas ficou claro que todos os nossos planos administrativos de segurança e proteção estão muito bem trabalhados”, afirma.

Ele acrescenta, porém, que é preciso que quem frequenta o estádio tenha a consciência que a violência não deve fazer parte do futebol e que, ainda que a multa tenha sido mínima, ela representa gastos para o time e mais uma mancha no histórico alvinegro. “A multa foi de dois mil reais e houve ainda custos para viagem e representação aqui no Rio, e isso em um período em que o time luta diariamente para conquistar sua saúde financeira. Ademais, é um novo registro no histórico da Ponte, que se avoluma e pode nos prejudicar em qualquer outro problema que ocorra no futuro. É mais do que necessário, não, que esse tipo de cultura se encerre e que haja paz no futebol, pois esse tipo de problema só prejudica o time e o próprio torcedor.”


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