Jorginho assume o comando, se diz feliz em estar de volta e ressalta: “A Ponte tem uma história linda, falta a cereja do bolo, o título, e eu quero muito trazer esse título”

Publicado em: 11/02/2019


Foto:PontePress/LuizGuilhermeMartins

O técnico Jorginho assumiu oficialmente nesta segunda (11) o comando da Ponte Preta. Depois de uma passagem de três meses no ano de 2013, marcada por levar o time pela primeira vez na história às finas de uma competição continental, o treinador retornou ao time ao lado do auxiliar técnico Luiz Fernando Iuber e do preparador Joelton Urtiga, trazendo na mala muita disposição, experiência e grandes planos.  

“Para mim é uma honra de estar vestindo essa camisa novamente, retornando a um clube no qual tive uma história bem intensa e ao qual, relembro, na minha saída disse que um dia voltaria. Estou muito feliz em estar de volta agora este clube, a esta grande associação, e tenho certeza que farei um bom trabalho. A Ponte tem uma história linda, falta a cereja do bolo, o título, e eu quero muito trazer esse título”, afirma.

Cinco anos depois da primeira vez que comandou a Macaca, Jorginho conta o que mudou nele de lá para cá. “Estou mais experiente, mais rodado, mais maduro para tomar decisões e com muito mais motivação em relação a uma conquista. Sei que não é fácil. No Paulista agora conseguimos nos recuperar no último jogo, é uma situação difícil, mas temos chance e estamos agora dando início a uma Copa do Brasil e na sequência a Série B, na qual estou certo que podemos fazer um grande trabalho”, garante.

Jorginho faz uma avaliação do que viu do time. “Na minha opinião é preciso ser justo e reconhecer que a equipe vinha jogando bem em alguns momentos com o Mazola, mas não estava conseguindo resultados positivos, a não ser contra o Mirassol. No jogo contra o São Paulo um gol poderia mudar o jogo e foi o que aconteceu: fizemos um gol e começamos a jogar melhor. No primeiro tempo estávamos acuados, atrás, não conseguíamos ter a posse no campo adversário.No segundo tempo isso aconteceu e quando saiu o gol nos deu uma tranquilidade maior de jogar. O João Paulo armou realmente a equipe de uma forma diferente e às vezes uma mudança de treinador movimenta alguma coisa, os jogadores se encaixam de uma forma diferente, mas seria injustiça dizer que tiveram boas atuações”, pontua.

O ano de 2013

Respondendo a perguntas da imprensa, Jorginho falou sobre o sentimento que ficou por não ter conquistado a Sulamericana. “Toda vez que você sai de um clube e não consegue seus maiores objetivos, fica com uma dívida. Mas acho que fizemos um grande trabalho, pegamos a Ponte com no Brasileiro 15 pontos, numa situação difícil, e tentamos de todas as formas livrar da degola, o que infelizmente não conseguimos. E de fato não conseguimos o objetivo de sermos campeões que também era tão importante, porque a Ponte até hoje não teve essa oportunidade de ser campeã e era um sonho de todos nós. Lembro até hoje quando retornamos da Argentina e no aeroporto havia alguns torcedores da terceira idade chorando, me comoveu muito, porque eles querem a oportunidade de ver a Ponte campeã e é tudo isso que buscamos.”

Ainda respondendo à mídia, Jorginho esclarece que não priorizou nem Sulamericana nem o Brasileiro da série A: deu aos dois a mesma importância. “Achava que tínhamos condições e um bom time para lutar pelos alcançar os dois objetivos, não priorizamos um ou outro e sim o que estava diante de nós, a permanência na primeira divisão e a conquista da Sulamericana. Que bom que agora eu tenho a oportunidade agora de criar uma nova história”, diz.

O treinador fala ainda que não se u foco é exclusivo no futebol “Não me envolvo em política, meu foco é o campo.  Cheguei aqui e me deixaram tranqüilo em relação a isso, sou treinador e o meu trabalho é no campo. Creio que qualquer coisa que ocorra fora dele não influencia porque tenho todo suporte da presidência atual e isso é o que importa para mim. Fui contratado por esta gestão e estou muito feliz em estar aqui”, afirma.

Solicitado para esclarecer se, em 2013, recebeu pedido para deixar de lado a Sulamericana e focar apenas no Brasileiro, jogando a competição internacional com reservas, Jorginho relembra. “Primeiro gostaria de deixar muito claro que respeito o presidente de honra Sérgio Carnielli e nunca tive nenhum tipo de problema com ele. Não tenho muito o que falar porque todas as atitudes tomadas foram em conjunto, com ele e Marcio Della Volpe. que era nosso presidente naquela oportunidade. O problema que aconteceu, para mim, foi o momento. Acho que existem momentos em que se pode tomar decisão e outros que não”, afirma, e dá continuidade ao esclarecento

“Se tivessem entendido isso no jogo das oitavas, teríamos entrado contra o Deportivo Pasto com a equipe reserva e a história talvez fosse outra. Mas passamos pras quartas e estávamos com 18 mil ingressos vendidos, todo mundo esperando a gente passar do Velez e ir pra uma semifinal contra o São Paulo. Aí fizemos uma reunião e o presidente de honra falou pra colocar time reserva contra o Velez. Eu disse ‘presidente, você tem todo direito e é só me mandar embora e colocar o time reserva, mas em respeito ao senhor vou explicar porque não podemos fazer isso. Temos um compromisso com essa torcida, que é apaixonada, centenária e não tem um título... temos uma possibilidade de ter, por que não ir atrás?”

Jorginho conclui: “Disse que nós não iríamos priorizar a Sulamericana, iríamos priorizar os dois, ma infelizmente quando cheguei já estávamos defasados e ainda assim lutamos até o final para não cair. Na Sulamericana, quando chegamos à final, fui chamado pra uma reunião em que todos, inclusive o Sérgio Carnielli, me parabenizaram. Depois que saí, fiquei sabendo que algumas coisas teriam sido faladas, mas nada disso me entristece: é uma nova gestão, um novo tempo e temos que ir atrás desse título que a Ponte não tem.”


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