Treinador interino João Paulo Sanchez destaca entrega do grupo na vitória contra o São Paulo

Publicado em: 10/02/2019



Foto:PontePress/FábioLeoni

Com uma vitória importante sobre o São Paulo ontem (9) no Majestoso, por 1 a 0, o treinador interino João Paulo Sanches - que fez sua estreia no comando da Macaca -  destaca a entrega do elenco pontepretano. “Gostei muito da entrega tática. É fato que em alguns momentos tecnicamente oscilamos, houve ansiedade ou uma escolha não tão feliz, mas não tem como nós da comissão técnica, elenco e torcedores pontepretanos termos ficado com um sentimento que não seja de muita felicidade e muita realização por tudo que aconteceu”, comenta.

Sanchez enfatiza a competitividade alta do Paulista. “Nós estamos maior estadual do Brasil e temos que dançar conforme a música. O jogo pediu mais tática do que técnica e conseguimos. Estamos no começo de temporada e a bola parada é fundamental. Somos cientes de tudo aquilo que precisamos fazer, onde precisamos evoluir, onde precisamos corrigir e também o que precisamos fomentar para que a gente agregue na competição. A Ponte jogou o que tinha que ter jogado, o que estávamos pensando desde a quarta-feira”, acrescenta treinador, que ainda exaltou a entrega do grupo.

“Por estar inserido desde o começo, desde a montagem, conheci muito bem as  características dos atletas, consegui detectar algumas coisas que poderíamos melhorar.  O essencial  foi a busca dos atletas pelo resultado, várias coisas somaram e acrescentaram também para que a gente conquistasse esse resultado. Então o essencial foi a leitura e a compra da ideia por parte dos atletas, pois se eles não tivessem se entregado, com certeza a gente não ia sair com esse resultado positivo.”

Sanches ainda exalta a fibra do volante Nathan, que entrou em campo mesmo após a perda trágica do primo, vítima do incêndio que assolou o CT Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro. “Na minha opinião, o herói da noite foi o Nathan. Ele ficou sabendo na sexta-feira antes do treino, nós tivemos uma conversa com o grupo, depois uma oração. Conversei com ele, um minuto antes do treino, ele falou: ‘professor, vamo embora, eu tô aqui’. Não conversei mais com ele, procurei monitorá-lo, fiquei atento, às fisionomias, aos semblantes, nas reações dele na concentração, mas procurei o mínimo possível de perturbação pra ele. A hora que ele abriu a guarda para querer enfrentar a situação, nós só abraçamos”, acrescenta.

O técnico destaca ainda a atuação de Hugo Cabral, herói do duelo. “O Hugo foi abençoado pelo gol. O coletivo tem que ser muito forte e às vezes Deus premia quem precisa se fortalecer ou até evoluir, e o Hugo estava precisando disso. Ele precisa se inserir no ano da Ponte, na competição da ponte. Chamei ele, retardei um pouquinho, porque ele foi fazer essa função que é um pouco diferente do que ele faz, mas é a segunda posição que ele faz. Sabíamos que encaixasse o primeiro gol, o Hugo passaria a ser mais interessante que o Thalles pela profundidade atrás da linha defensiva do vestiário.”

Com o resultado do final de semana, a Ponte Preta – que se reapresenta na manhã desta segunda já sob o comando do técnico Jorginho - chegou aos oito pontos na classificação e segue na briga pela vaga à próxima fase do Grupo B. Por isto, os três pontos são comemorados pelo treinador interino.

“Era necessário. As vitórias do Santos e do Red Bull não foram interessantes para nós, mas pelo menos não deixamos abrir mais o que estava antes da rodada e vitória sempre é bom, no futebol - mais do que o aspecto rendimento - o resultado pesa muito. Na vitória, o feio fica bonito”, brinca. 

A Ponte Preta volta a campo para dois jogos na próxima semana, ambos fora de casa. Primeiro, os pontepretanos enfrentam a Aparecidense, na terça-feira, às 19h15, pela Copa do Brasil (o elenco viaja já na tarde de amanhã). Em seguida, no sábado, a Macaca encara o Novorizontino, às 21 horas, no Jorge Ismail de Biasi, em Novo Horizonte. 

 


Outras Notícias


Veja Também

Newsletter Digite seu e-mail para receber nossa newsletter
Redes Sociais