Ponte questiona ações da PM e pede soluções em prol da torcida

A Diretoria da Ponte Preta está oficiando a Polícia Militar para que esclareça duas questões envolvendo a corporação no último jogo realizado no Majestoso, neste sábado, contra o Red Bull. A primeira delas é a proibição da saída dos pontepretanos pelo portão principal após a partida do final de semana. A segunda questão é a acusação de uma torcedora de que sua família foi impedida de entrar no estádio porque um dos integrantes tinha na camisa uma macaca, símbolo do time, nela estampada.

Mais ainda, questionados pelos torcedores, alguns PMs teriam dito que ambas as instruções partiram da diretoria pontepretana, o que não procede duplamente: primeiro porque a Ponte nunca submeteria sua própria torcida a nenhuma das duas situações, já que em nosso estádio entendemos que o torcedor tem todo direito de sair pelos portões principais e, obviamente, de usar uma camisa com o mascote do time.

Segundo porque, como é de conhecimento geral, a Polícia Militar obedece tão somente ao comando da própria PM. Não existe nenhum caso registrado no país onde a Polícia, que segue a uma rígida hierarquia militar e que é ela mesma a responsável pelas determinações estabelecidas para segurança em dias de jogo, tenha atendido a pedido de uma diretoria de qualquer clube que seja para tomar decisões concernentes à sua atuação do jogo. E, repetimos, a Ponte Preta nunca faria tais pedidos porque eles, em nossa opinião, não têm nenhuma razão de ser.

Por isso mesmo a Ponte está oficiando a PM para que confirme o ocorrido e explique a natureza destas ações. Mais ainda, estamos solicitando à PM que não mais repita este tipo de atuação que consideramos totalmente desnecessária em nosso estádio.

Diretoria da AAPP
19 de fevereiro de 2017

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