No comando, Guilherme destaca a vontade de fazer o que ninguém fez: vencer o 1º colocado em casa

Foto:PontePress/DiegoAlmeida

Com o técnico Hélio dos Anjos suspenso, em virtude da expulsão ocorrida na última rodada, o auxiliar Guilherme assume o comando da Macaca com um grande desafio pela frente: enfrentar o líder Cruzeiro em pleno Mineirão, com estimativa de um público de 60 mil torcedores e uma retrospectiva de nenhuma derrota em casa na série B (o adversário só perdeu dois jogos dos 12 disputados até agora, ambos fora de casa).

“Em situações como esta buscamos recorrer a experiencias positivas que passamos em circunstâncias parecidas, lembramos aos atletas jogos como o contra  Bahia, em que nosso desempenho fora de casa foi positivo, porém focando também em um placar positivo. Mas, mais que isso, é preciso lembrar que todo atleta tem o sonho de jogar esse tipo de jogo, é um momento feliz, alegre, pelo qual os jogadores vivem, um momento único”, diz.

E completa: “O trabalho de análise foi feito, estudado e passado aos atletas. Vamos ter, como em todo jogo, pontos positivos do adversário para minimizar, mas teremos um empenho muito grande, concentração, cientes da importância de jogar contra um adversário que está em primeiro lugar. Isso nos traz muita concentração e vontade de vencer, de fazer o que ninguém fez, derrotar o líder na casa dele. Para isso fizemos um trabalho bem específico de estratégia tática, para que possamos vencer esse jogo.”

Guilherme dos Anjos acrescenta que, mesmo com os desfalques já confirmados em virtude de cartões(Lucca, Bernardo e Thiagão), acredita no potencial alvinegro em BH. “São muitos desfalques, mas nós reagimos muito bem em situações parecidas. A gente tem uma equipe, um elenco, vai além de onze atletas. Sabemos a importância de um grupo, que pode inclusive se tornar mais forte em circunstâncias adversas como esta. O que precisamos é acabar com as oscilações, que nos incomodam muito. Em especial quando ocorrem dentro de um jogo em que estamos bem, aí entregamos performance sem resultado. Quando as oscilações não ocorrem, nós vencemos, por isso temos que ter jogo mais homogêneo”, acredita.

Ele termina falando sobre o fato de estar comandando o time no lugar de Hélio. “Meu objetivo é substitui-lo da melhor forma possível. Nossa semelhança é o nível de cobrança e exigência, temos um perfil parecido neste sentido.  A diferença é a intensidade dele: como meu papel no banco normalmente é muito tático, preciso ter um grau de frieza para fazer uma leitura do jogo e ajudá-lo a fazer as trocas de maneira efetiva. Então ele realmente é muito intenso motivacionalmente e eu acabo sendo mais frio, mas acima de tudo temos um grande comprometimento em comum pelo melhor pela Ponte Preta, até porque além de auxiliar, sou filho dele”, conclui.

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