Com presença de coordenador médico da Ponte, Roberto Nishimura, V Encontro Nacional de Médicos do Futebol busca padronizar condutas e propõe banco de dados sobre lesão

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PontePress/ArquivoPessoalRobertoNishimura

Os padrões de conduta médica em partidas de futebol e a criação de um banco de dados nacional sobre lesões de atletas foram dois dos principais temas levantados no V Encontro Nacional de Médicos do Futebol, um simpósio de educação de medicina continuada realizado pela Comissão Nacional de Médicos do Futebol (CNMF), na sede da CBF (RJ), nos últimos dias 24 e 25 de abril. No evento, foram realizadas palestras, mesas-redondas e debates em prol do desenvolvimento da medicina no principal esporte do país. No total, foram 18 palestras e 18 mesas-redondas nos dois dias. Estiveram presentes médicos de 52 dos 60 clubes que disputarão as séries A, B e C do Campeonato Brasileiro 2015, incluindo Jorge Pagura, que preside a comissão e chefe do Comitê Médico da Federação Paulista e membros do corpo médico da CBF. O coordenador médico da Ponte Preta, Roberto Nishimura, foi quem representou a instituição e também realizou palestra sobre lesões de meniscos.

Realizado já há alguns anos, este foi o primeiro evento da nova administração da CBF presidida por Marco pólo Del Nero, que estava presente no simpósio. “A reunião foi importante para que se estabeleça uma maior integração entre os clubes e assim se fortaleça a relação entre os departamentos médicos, até mesmo como forma de padronização de condutas nas partidas de futebol. Um dos temas abordados em relação a esse tipo de procedimento foi a criação de um banco de dados nacional para mapear as lesões no futebol brasileiro”, conta Nishimura.

Segundo ele, desta forma os departamentos médicos de cada clube têm a obrigatoriedade de compartilhar o relato de lesões dos respectivos atletas, obviamente respeitando os limites da ética médica. Assim, no final do ano haverá estatísticas para que se mapeie as lesões no futebol nacional, o que poderá até gerar discussões sobre mudanças nas regras em busca de preservar o atleta e prevenir lesões. Além do relato das lesões, neste banco de dados serão inclusas informações como horas de jogo de cada atleta, intensidade de treinamento e dias de trabalho.

Para o médico alvinegro, a Ponte Preta se encontra preparada e é um dos principais clubes do Brasil no que diz respeito ao trabalho desenvolvido na medicina esportiva no país. “Estamos no mesmo nível dos grandes clubes do Brasil. O trabalho que realizamos com nossa equipe interdisciplinar é fundamental nesse sentido. Desde a parte de nutrição, passando pela fisiologia, fisioterapia, departamento médico e preparação física, junto a estrutura encontrada na Ponte Preta hoje, considero nosso clube posicionado entre as principais instituições do país”, afirma Nishimura, que destacou a importância do intercâmbio realizado entre os clubes, e já adiantou um projeto interessante que será debatido junto aos treinadores, em busca da maior prevenção dos atletas.

“A CBF também realizou no dia 27 do mês passado o 1º Encontro de Treinadores, com a presença do nosso técnico Guto Ferreira inclusive, onde foram dados alertas sobre fatos como o de se jogador que bater a cabeça em uma partida de futebol a partir de agora, obrigatoriamente terá que ser realizada a substituição. A responsabilidade é do médico, mas é necessário que o treinador faça a alteração. Isso porque podem ocorrer situações que não se detecta no momento. Os árbitros também serão orientados a observar algum problema nesse sentido dentro de campo e avisar o departamento médico responsável”, reforça o coordenador.

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