Competência padrão FIFA: Chefe do DM alvinegro, Roberto Nishimura, atende Portugal, Costa do Marfim e Nigéria

Crédito:PontePress

 

A Copa do Mundo do Brasil começa nesta quinta (12) e as seleções que vão disputar o torneio em solo nacional já estão prontas para o pontapé inicial. Todas as 32 equipes, além dos jogadores, vem integradas por membros da comissão técnica e departamento médico. Para reforçar a estrutura médica das seleções, cada região vai ter um profissional brasileiro responsável. Na região de Campinas o chefe do Departamento Médico da Ponte Preta, Roberto Nishimura, será este profissional para as seleções de Portugal, Nigéria e Costa do Marfim.

 

 

“As seleções têm os médicos próprios e todo o staff do departamento médico, mas estes profissionais não podem atuar como médicos dentro do território nacional. Vou coordenar os serviços médicos que os atletas precisam e fazer os encaminhamentos. Se algum membro da delegação precisar de medicamentos, exames, dentistas, hospital ou cirurgias sou eu quem deve autorizar as ações. Não tenho interferência nas decisões de procedimentos deles, desde que estejam dentro dos padrões éticos e legais”, diz Nishimura.

 

 

Além dos trabalhos diretamente ligados à medicina, o médico pontepretano vai ajudar as três seleções nas questões logísticas também. “Devido à minha experiência e dinâmica no dia a dia do futebol vou trabalhar diretamente com os médicos das equipes e fazer com que eles tenham toda a estrutura como se estivessem em seus países. Vou usar toda a minha rede de contatos e facilidades que tenho na Ponte Preta e expandi-los para as seleções. Além de toda a parte de apoio como disponibilizar ambulâncias nos horários dos treinos. Se tiver alguma ocorrência eles têm que me reportar e eu reporto para a FIFA”, explica Nishimura.

 

 

Membro da Comissão Nacional de Médicos da CBF, Roberto Nishimura fez diversos treinamentos de assistência médica da FIFA e preparatórios para a Copa do Mundo. O profissional também vai atuar em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas para ajudar na coordenação dos atendimentos aos jornalistas e turistas estrangeiros na cidade durante os jogos.

 

 

Sem receber nenhuma compensação financeira pela atuação, Nishimura finaliza contando qual o sentimento de realizar este trabalho voluntário durante a Copa. “Na prática estou de plantão desde que a primeira seleção chegou que foi a Costa do Marfim, até a última das três ir embora. É uma honra muito grande poder representar o país em um evento único e carregar tamanha responsabilidade. Juntamente com a coordenadora do Comitê Pró-Campinas da Copa, Alexandra Caprioli, quero ajudar Campinas a receber as seleções em todos os aspectos e colocar toda a excelência da medicina da cidade a disposição. Espero que a Copa traga conhecimentos fora de nossas rotinas, troca de experiências médicas entre os colegas de diferentes nacionalidades e deixe o legado médico para a medicina esportiva do Brasil, que é uma das melhores do mundo.”

 

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