O time está fora, mas é dia de festa em casa: Majestoso completa 66 anos nesta sexta-feira (12)

Hoje é um dia importante para a história da Ponte Preta. Apesar da equipe atuar na noite desta sexta-feira (12) na distante Lucas do Rio Verde-MT, o dia é de comemoração em casa. Há exatos 66 anos a Ponte Preta enfrentou o XV de Piracicaba na primeira partida da história do estádio Moisés Lucarelli, no dia 12 de setembro de 1948, data considerada oficialmente como aniversário do estádio. Antes disso, porém, a história do Majestoso já havia se iniciado, com a missa inaugural em 7 de setembro daquele mesmo ano e o lançamento da pedra fundamental ainda antes disso, em 13 de agosto de 1944.

 

Tudo começou mesmo quando os amigos Olímpio Dias Porto, José Cantúsio e Moyses Lucarelli reuniram dinheiro para comprar um terreno onde sonhavam construir um grande estádio. A obra foi erguida na antiga chácara Maranhão, no bairro Ponte Preta. No local existia apenas uma casinha simples, localizada exatamente onde foi determinado o centro do gramado. O material de construção foi conseguido junto a amigos, empresários (uma curiosidade: apesar de amplamente difundida, a história de que a maioria destes empresários era paulistana não passa de uma lenda) e da famosa “Campanha do Tijolo”, que teve início após a terraplanagem.

A campanha movimentou Campinas por quatro anos: durante a semana os caminhões da Companhia Vieira estacionavam na rua Barão de Jaguará para receber doações de material e nos finais de semana a torcida – e até jogadores, como Bruninho – trabalhava em mutirão na construção do estádio.

A Pedra Fundamental do estádio foi lançada em 13 de agosto de 1944. Os engenheiros responsáveis pelo projeto  foram Alberto Jordano Ribeiro, Eduardo Badaró e Mário Ferraris.No dia 7 de setembro de 1948 foi realizada a inauguração parcial do Majestoso em missa campal, e, no dia 12 de setembro, a inauguração oficial do Estádio que recebeu o nome do patrono Moisés Lucarelli.

Por sinal, Lucarelli era modesto e não queria ver seu nome no estádio: a diretoria aproveitou uma viagem do patrono à Argentina para colocar o nome dele, grafado com “i” em vez de “y”, na fachada do Estádio – hoje tombada pelo Patrimônio Público. O apelido do estádio foi dado pelo jornalista Fernando Pannattoni. Na década de 40, quando a obra foi iniciada, Campinas tinha 140 mil habitantes e o estádio previa um local para abrigar 30 mil. A ousadia do projeto levou o jornalista, que publicava a sessão “Campinas Esportiva” no jornal Gazeta Esportiva, a se referir ao estádio como um empreendimento “majestoso”.

Foi ali, nas arquibancadas do Majestoso, que a torcida pontepretana viveu grandes conquistas, comemorou inúmeras vitórias em dérbis, apoiou o time quando ele mais precisou. Nos hoje remotos anos 70, as arquibancadas do estádio chegaram a abrigar mais de 33 mil pessoas – em uma partida contra o Santos – em um espaço onde hoje só são permitidos 19,7 mil.

“Meu pai foi um pioneiro. Minha família sempre ficou muito feliz pelo reconhecimento dado a ele no estádio”, diz Nino Lucarelli, filho de Moisés. Mas, se outrora foi charmoso e pioneiro, hoje o belo Majestoso tornou-se pequeno para a grandeza da Ponte Preta e de sua torcida, razão pela qual a Ponte Preta planeja construir o Complexo Arena Multiuso, que ficará no Jardim Eulina, onde hoje funciona o CT. "Se meu pai estivesse vivo, com certeza veria com bons olhos o projeto da Arena. Ele era um abnegado pela Ponte Preta e o projeto é para o bem do clube", afirma Nino.

Hoje em dia, o Majestoso já foi espremido pelo desenvolvimento da região e ficou sem espaço para novas melhorias de ampliação e modernização, como por exemplo, a construção de uma área de estacionamentos. É por isso que a diretoria pontepretana vem trabalhando com a ideia da construção do complexo, mais moderno e adequado as necessidades dos torcedores. E, não custa lembrar, o presidente de honra Sérgio Carnielli já adiantou que os pontepretanos serão chamados a assentar ao menos uma parte dos tijolos da nova Arena, mantendo assim a tradição de a Ponte ter a participação da torcida na construção do estádio.

Jogos Internacionais Oficiais

Em 2013 o Majestoso recebeu suas primeiras partidas internacionais em competições oficiais, ao disputar a Copa Total Sul-Americana. A primeira delas foi contra o Criciúma no dia 27 de agosto, ainda pela fase nacional da competição.

Já no dia 25 de setembro, mais de 15 mil estiveram presentes para ver a vitória da Ponte Preta em seu primeiro jogo oficial contra um time estrangeiro. Jogando a primeira das duas oitavas de final da Sul Americana, a Macaca venceu o Deportivo Pasto por 2 a 0, com gols de Uendel e Fellipe Bastos.

E no dia 31 de outubro, a Macaca entrou em campo mais uma vez no Majestoso lotado para enfrentar mais um time estrangeiro pela Sul Americana: o temido Vélez Sarsfield. No jogo de ida, tudo igual no placar: 0 a 0. Uma semana depois, em Buenos Aires a Macaca consolidou sua classificação ao eliminar os argentinos pelo placar de 2 a 0, com de Elias e Fernando Bob.

Saiba mais: confira abaixo o vídeo-documentário feito sobre o estádio pelos jornalistas Henrique Brazão, Gabriel Castro, Bruno Moreira e Henrique Bighetti, como projeto experiental da Pontifícia Universidade Católica de Campinas*:

 

* video inserido com autorização dos autores, via Henrique Brazão

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