Ponte Preta enfrenta Palmeiras fora de casa nesta quarta (14) e interino Felipe Moreira fala sobre expectativa de estar como técnico nesta rodada e vencer

Crédito obrigatório para reprodução da foto:
PontePress/FábioLeoni

A Ponte Preta está na capital paulista, onde enfrenta às 21 horas desta quarta-feira (14) a equipe do Palmeiras, no Allianz Parque. A partida é válida pela 30ª Rodada do Campeonato Brasileiro da Série A e contará com estreia no comando técnico da equipe. O auxiliar técnico fixo da Macaca, Felipe Moreira, é quem comandará o time diante do alviverde. O treinador interino se diz bastante feliz e preparado para executar a função.

 

“O apoio é total da diretoria, dos jogadores, a confiança que eles me deram para estar ocupando este cargo hoje, apesar de ser ainda um auxiliar da casa, e que eu espero manter. A expectativa é grande contra o Palmeiras, mas já venho me preparando para isso há um bom tempo”, diz. Felipe acrescenta que, apesar da pouca idade já trabalha com a parte técnica há vários anos, desde parou de jogar.

 

“Com 22 anos já assumi a equipe júnior da Ponte e vejo como algo natural na minha carreira. Esse momento veio rápido, cheguei há pouco tempo no profissional da Ponte Preta, só que já estava preparado para exercer essa função de auxiliar do clube”, explica Felipe, que diz ser essa a primeira experiência como técnico principal. Em outra oportunidade, quando era auxiliar de Mazola Jr., apenas assumiu o clube que trabalhava por conta de suspensão de quatro jogos do treinador.

 

Agora como principal, Felipe sabe que a responsabilidade de pegar um time que vem em uma boa sequência de resultados é grande. Sem perder a cinco rodadas, a Macaca ocupa a 9ª colocação com 41 pontos. Já o Palmeiras é o 6º, com 45 pontos. “Fica mais fácil pelo bom momento que o clube está vivendo, mas a responsabilidade é a mesma. Se for ver é até maior. O time vem embalado. É procurar manter nesse caminho, os atletas estão preparados, seguiremos a mesma linha para esse jogo e vai dar tudo certo”, afirma o comandante, que deseja ver a mesma postura do time dos últimos jogos.

“Precisamos alcançar essa primeira meta, que são os 46 pontos. É um jogo importante contra o Palmeiras e temos que entrar com a intensidade que entramos nos últimos jogos. Temos que dar sequência nesse trabalho”, reforça Felipe, que não contará com Ferron e Rodinei (ambos suspensos).

Passado alvinegro

Para muitos torcedores pontepretanos, Felipe Moreira não é muito conhecido, mas se tem um lugar que ele conhece bem é a Ponte Preta. “Passei por todas as categorias de base da Ponte como jogador. Aí cheguei no júnior e tive uma lesão de joelho. Fiquei muito tempo sem jogar. Então meu pai – o ex-técnico Marco Aurélio Moreira –  foi para o Japão e eu aproveitei para fazer estágio na parte técnica junto com ele”, relembra.

Quando voltou, Felipe entrou na faculdade e no mesmo ano em que parou de jogar em definitivo no sub 20 alvinegro, optou por deixar a carreira de atleta. “Nisso o Osmar Guarnelli, que era técnico aqui, me trouxe como auxiliar dele nos juniores. Infelizmente ele sofreu um acidente nesse caminho e eu assumi a equipe. Eu era um ano mais velho do que a categoria do time. Fiz o Campeonato Paulista, fomos até a semifinal e nisso já segui carreira. Já subi para o profissional com 23 anos aqui na Ponte, meu pai voltou do Japão, fizemos um bom trabalho e o fomos para o Cruzeiro”, conta.

Durante o período seguinte, Felipe começou a seguir a carreira junto com o pai, por onde Marco Aurélio passava. “Aí meu pai parou em 2010. Não quis mais seguir a carreira. Só quer saber de churrasco e viajar (rs). Comecei a trabalhar com o Mazola Jr., que também foi auxiliar do meu pai. Depois de um tempo com ele, como estava com filho pequeno, resolvi permanecer em Campinas e me aprimorar mais. Fui fazer um estágio no Benfica, fiquei um mês lá acompanhando treinamento e viajando com a equipe. Voltei e o Bragantino me chamou para ser auxiliar fixo, fiquei mais um período e aí houve o convite para retornar à Ponte Preta. Uma história longa, com pouca idade, mas que está longa já”, relata Felipe, que por sinal frequenta o clube desde criança.

“A Ponte, se somar todos os anos que estive aqui, passa de 15 ou 16 anos. Não tem como separar minha vida da Ponte. Eu tenho foto com meu pai aqui quando eu tinha seis anos. A minha ultima passagem pela Ponte foi em 2009, no título do interior. Quando eu cheguei aqui foi engraçado porque vi muita gente daquela época. Até a Conceição estava ali na porta. Não tem jeito. Minha história está junto da Ponte Preta”, conta o jovem técnico, que enaltece a sua relação com o pai.

“Fui criado dentro do Majestoso. Meu pai jogou, fez história como treinador e ficamos muito felizes. Você vê a felicidade dele de eu estar dentro da Ponte Preta, como auxiliar aqui dentro, e fazendo esse jogo do Palmeiras é uma alegria não só minha, como dele também”, completa.

Quem não puder ir ao Allianz Parque nesta noite tem como opções as transmissões Ao Vivo pelo pay-per-view do Première Futebol Clube, além das rádios esportivas de Campinas (AM 870 e 1170; e FM 99,1) e das web rádios Macacada Reunida e Ponte News.

Notícias Recentes

REDES SOCIAIS