Após vitória que levou macaca ao G8, Baptista destaca a paciência e maturidade da equipe para encontrar gol da vitória contra adversário que se fechou totalmente na defesa

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PontePress / Daniel Ribeiro 


 

Em um jogo complicado, tenso e de muita marcação, a Ponte Preta conseguiu superar o desgaste físico para vencer um São Paulo que, apesar de vir com reservas, foi aguerrido e que se fechou na defesa após a expulsão do jogador por falta violenta em Matheus Jesus. Com o resultado,  a Macaca terminou a rodada na oitava colocação, com 20 pontos. A equipe terá uma semana para recuperar os atletas e treinar para enfrentar o Sport no próximo sábado às 21h no Moisés Lucarelli.

Para o treinador Eduardo Baptista, o mérito da equipe foi a paciência para girar a bola e encontrar espaço na defesa do São Paulo. “Mesmo com um homem a menos, o São Paulo se manteve compacto e foi difícil entrar. Mérito da Ponte, que teve paciência para rodar essa bola. No primeiro tempo corremos alguns riscos, mas corrigimos no segundo. A gente sabia que seria um jogo difícil e perigoso. Quando eles perderam um jogador, eles se fecharam muito bem, encontramos dificuldades para entrar na defesa deles. Tivemos paciência e maturidade de saber encontrar o momento certo para fazer o gol.”

O treinador colocou Ravanelli na partida para encontrar espaço na defesa do adversário, que se fechou ainda mais após a expulsão. “O Ravanelli foi o responsável por tentar achar espaço na defesa do São Paulo. E é claro que nessas tentativas vão existir erros e acertos. Nós tínhamos que tentar, tínhamos que arriscar contra o São Paulo que estava com nove no seu campo. Não podíamos deixar o contra ataque para o São Paulo. No segundo tempo a gente conseguiu neutralizar os contra ataques e na frente fazer o gol da vitória”, diz.

Como já fez antes, Baptista refuta a tese de campeonato paralelo, destaca a importância de estar sempre pontuando e lembra do que disse após a coletiva na derrota para o Cruzeiro. “Os pontos contra o Santa Cruz são os mesmos dos três pontos contra o São Paulo. O que importa é pontuar. Dentro de casa a Ponte Preta tem que se impor, e foi dessa maneira ontem. Na última vez em casa nós tomamos quatro e na coletiva eu disse que não tinha terra arrasada: buscamos o equilíbrio e em três partidas tomamos apenas um gol. No próximo jogo é buscar um novo equilíbrio, é seguir pontuando”, reforça.

Na coletiva após o jogo de ontem – a equipe hoje descansa e se reapresenta apenas na terça-feira – o treinador também foi questionado pontualmente e respondeu sobre alguns atletas. Confira:

Ravanelli –  “A gente escuta muito no futebol brasileiro em dar chances para os garotos, e os mais jovens erram, mais do que os experientes. E isso é normal. E cabe a quem está no comando dar o equilíbrio e o apoio necessário para esses meninos”.

“O Ravanelli entrou em um jogo extremamente difícil, com a responsabilidade de talvez dar o passe para o gol. Ele seria a cadência do nosso time e ele não se omitiu em nenhum momento. Muitos dos desarmes que nós fizemos foi o Ravanelli que fez”.

“Quem não se omite às vezes erra mais, às  vezes acerta mais. O que a gente tem que analisar é a personalidade dele. Tem jogos que vai aparecer mais e outros menos. Ele sabe que tem a minha confiança, a do João Vítor e dos jogadores mais experientes”.

Clayson

“Quanto ao Clayson é um jogador que batalha muito diariamente e tem muita personalidade.  Saiu de campo contra o Cruzeiro um pouco criticado e deu a volta por cima. Dentro daquele jogo não se omitiu, mostrou personalidade, apareceu para o jogo”.

Jovens atletas e meninos da Base

“O meu prazer no futebol é você dar essas oportunidades para esses meninos e eles responderem com gols, com futebol e personalidade”.

“Então quando você dá chance para um garoto não é só colocar para jogar. É você bancar o jogador, assumir os riscos. Quando você vê um Clayson ,um Ravanelli, eu fico contente por ver o crescimento e personalidade deles”.

“Tem um grupo que apoia esses meninos. Tem que ter peito para bancar os meninos em uma hora difícil. E isso eu encontrei aqui na Ponte Preta. Um grupo que faz isso. Um grupo de jogadores que apoiam e dão confiança para eles. E eles não se omitem com pressão. E é assim que se formam jogadores de verdade”.

Entrada em Matheus Jesus

“Vocês acompanham meu trabalho e eu nunca falo e comento de arbitragem. Mas o que aconteceu com o Matheus foi uma entrada criminosa. Foi a dois metros de onde eu estava. O árbitro disse que o jogador foi na bola e eu chamei ele para ver o estado da perna do Matheus. Por muito pouco a gente não perde o Matheus Jesus por muito tempo”.

“Eu gosto do futebol bem jogado, duro, na bola. Mas o que fizeram no Matheus colocou em risco a carreira dele. A perna do menino ficou com um risco com quatro travas do jogador e isso não é futebol. E quando não é futebol a conversa é diferente”.

Interesse no jogador Abuda

“O Abuda é um nome interessante. Eu o enfrentei em 2014 por 3 vezes. E ele fez três grandes jogos. Estamos com apenas três volantes. Estamos no limite. Ele se encaixa nesse perfil, tem um problema com outro clube. Temos que esperar”.

Semana de descanso

“Jogamos a semana contra o Santa Cruz no limite físico. E ontem os jogadores estavam no limite, assim como todos os jogadores da Série A. Talvez não o Sâo Paulo, que veio com jogadores que não estavam atuando. Nada melhor que essa semana para treinar aqueles que não conseguimos dar uma intensidade nos treinos e descansar aqueles que estão no limite físico. O Kadu pelas informações não volta. A zaga temos opções e não é uma preocupação”. 

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