Macaca já segue para Buenos Aires e Kleina destaca: vamos manter a mentalidade vencedora, para trazer um título à Ponte Preta precisamos viver essa atmosfera de grandes jogos e criar mais decisões

Foto: PontePress/RodrigoCeregatti

No Paulistão 2017 a Ponte Preta venceu o grupo da morte, eliminou os gigantes Santos e Palmeiras e chegou às finais com uma campanha digna de elogios, ainda que o sentimento de tristeza pelo título de campeão não ter sido conquistado. Contudo, para o técnico Gilson Kleina, que embarca no final da tarde desta segunda (8) rumo a Buenos Aires com o elenco alvinegro, a mentalidade vencedora que o grupo desenvolveu na competição é justamente o que tem de ser levado para a disputa da Copa Conmebol Sudamericana, pela qual a Macaca irá atuar na noite desta terça contra o Gimnasia y Esgrima de La Plata.

“É claro que queríamos dar o título ao nosso torcedor, a quem agradecemos demais: os torcedores pontepretanos estão de parabéns, o que eles fizeram no Moisés na primeira final, por exemplo, foi algo nunca visto, nos acolheram o tempo todo. Mas apesar de existir uma cultura em contrário no Brasil, ser segundo colocado não é demérito e o trabalho tem que ser reconhecido. O que temos que levar deste campeonato é o trabalho e a mentalidade de vencedor, os atletas entenderam que para ser campeão paulista tem que saber que vai ter que derrotar os grandes, como fizemos contra o Santos e o Palmeiras, no Brasileirão tem mais 12 iguais a eles e na Sulamericana cada jogo é uma decisão”, pontua.  

Na opinião de Kleina, a Ponte vai disputar cada vez mais decisões e é preciso que se acostume a isso, pois desta forma a conquista de um campeonato irá ocorrer naturalmente.  “Para que realmente possamos dar um título para a Ponte Preta, entendo que precisamos viver essa atmosfera, viver mais grandes jogos, criar mais decisões. Se você parar pra pensar, a última decisão no Paulista antes desta foi em 2008, foram nove anos para retornar. Precisamos começar a conviver com isso e a ter essa mentalidade vencedora sempre”, diz o treinador.

Ele avalia que, na verdade, a Macaca viveu seis decisões nas últimas semanas e perdeu apenas uma, infelizmente a que mais contava. “Desde que estreamos contra o São Bento já era uma partida decisiva, pois se ganhássemos conquistávamos a vaga antes de enfrentar o Palmeiras, senão podíamos perder a vaga pro Mirassol. Priorizamos uma mentalidade vencedora e diferente,  um vestiário mais forte e criamos uma identidade. Aí fizemos seis decisões e em cinco fomos vitoriosos, mantivemos nossa proposta, porém em uma fomos apáticos, atípicos, e aquele primeiro jogo nos custou o título”,diz Kleina.

Ele complementa: “Também ficamos com o sentimento que o torcedor está. Se não tivéssemos vergonha e humildade de reconhecer como fomos mal na primeira decisão anterior, não teríamos reagido como fizemos em frente a 50 mil pessoas: ontem finalizamos mais, resgatamos nossa identidade, achamos espaços, finalizamos mais. Sabíamos que para tirar três, teríamos de marcar um de cada vez e saímos atrás, mas a equipe teve postura aguerrida e empatamos, saímos de cabeça erguida. Para mim os dois jogos da final tinham de ter sido nesse nível. Infelizmente pagamos o preço pelos erros que cometemos no primeiro jogo, mas fica a certeza que nos reencontramos ontem e isso nos dá confiança para o jogo contra o Gimnasia amanhã.”

Sobre esta partida em específico, o treinador relembra que o desafio será grande, até porque a Macacaestará bem mudada na frente. “O Pottker jpa foi para o Inter, o Lucca cumpre suspensão pelo cartão vermelho, e vamos pegar uma equipe organizada para a competição, que poupou jogadores, antecipou jogo. Porém o que  fica é deste Paulista é que temos totais condições de disputar um grande campeonato. Temos como opções Yuri, Lins e Clayson na frente e vamos ver como trabalhar, o que não vamos fazer é descaracterizar a equipe, porque seria temerário, ainda mais porque enfrentaremos um adversário forte, mas temos totais condições de vencer”, afirma.

Kleina pode levar 18 atletas para a Argentina e diz que decidirá os titulares no dia do jogo, após avaliar as condições físicas do elenco. “Na terça, ao meio dia, veremos quem tem mais condições, porque não podemos colocar ninguém meia boca para iniciar um jogo como este, e temos esta transparência com os jogadores”, diz  o comandante, acrescentando que na quinta, após a volta a Campinas, se reúne com a diretoria de futebol para avaliar possíveis reforços para o Brasileirão – competição que já se inicia no domingo próximo.

“Em um campeonato longo e de pontos corridos prevalece nível técnico e pra isso tem que ter um grande elenco, mais estável, porque às vezes machuca alguém e quem entrar tem de estar bem preparado, e o Brasileiro é muito importante pra todos nós. Então na quinta veremos como faremos esta reconstrução. Já teremos heik, Xuxa, Fernandinho e João Lucas, mas eles ainda estão aquém na parte física. Nosso atual elenco está muito assediado pela bela campanha e às vezes clube tem um pensamento e empresário do jogador tem outra, precisamos saber onde estamos pisando, temos sempre que qualificar e é isso que vamos alinhar. Acho que precisamos priorizar o ataque, mas não falamos em deficiências, isso é coisa que se discute internamente”, pontua.

Independentemente de novos atletas – o treinador avisa que a construção do time com reforços se dará “com o carro andando” – Kleina espera uma boa estreia no Nacional (contra o Sport, no Majestoso, na tarde do Dia das Mães, 14 de maio). “Vamos manter essa identidade de intensidade de jogo, compactação na frente e atrás, para começarmos com o pé direito, ainda mais dentro do Moisés Ponte é muito forte e queremos estrear conquistando os três pontos. Vamos sempre buscando a vitória, com mentalidade forte, ainda mais em um campeonato de pontos corridos e longo como este”, finaliza.

Presidente faz avaliação

Assim como Gilson Kleina, o presidente pontepretano Vanderlei Pereira lamenta que o time não conquistou o título, mas ressalta que a boa campanha da Macaca tem de ser valorizada. “Parabenizo a todos: os jogadores, o técnico, a comissão, funcionários, nossa diretoria e nossa torcida, que como sempre foi espetacular. Claro que queríamos o título, mas foi um trabalho bem feito. Em 2015 tivemos um Brasileiro maravilhoso, e, 2016 um melhor ainda, quando chegamos em oitavo lugar, e neste ano passamos por Santos, Palmeiras e mostramos time competitivo nesta última final. Estou certo que a Ponte continuará nesta crescente e o título virá.”

Sobre reforços ao elenco, o presidente conta que a diretoria de futebol está trabalhando para trazer atletas para o setor defensivo e ofensivo, e nega qualquer possível saída de Clayson no momento. “É fato que o Brasil e mundo estão atrás do Clayson, chegaram propostas, mas por enquanto a chance de saída é zero, não veio nada que agrade a Ponte Preta”, diz.

O próprio Clayson, que deve viajar com o grupo logo mais para Buenos Aires, diz que não está preocupado com este tipo de coisa. “Estou muito feliz em vestir a camisa da Ponte e tenho contrato até 2020. Infelizmente não conseguimos dar um título para nossa torcida e meu foco continua o mesmo, em defender e honrar esta camisa. Questões de negociação quem resolve é meu agente e a Ponte, eu não penso nisso”, afirma. 

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